27 de outubro de 2009

JUDEUS DE DESTAQUE EM PORTUGAL




Artistas e escritores

• Judá Abravanel - médico, filósofo e poeta
• Joshua Benoliel - fotojornalista
• Camilo Castelo Branco - escritor
• Solomon Nunes Carvalho - fotógrafo
• Álvaro Cassuto - maestro
• João Pinto Delgado -- poeta
• Herberto Helder -- poeta
• Emma Lazarus - poetisa
• Camille Pissarro -- pintor
• António José da Silva - dramaturgo
• Francisco José Viegas - escritor, jornalista e poeta
• Salomão Sáragga - escritor
• Harold Pinter - dramaturgo
• Mauricio Bensaude - cantor lírico e escritor
• Paulo Carvalho - ator luso-brasileiro

Cientistas

• Amato Lusitano - médico e escritor

• Pedro Nunes - matemático
• Garcia de Orta - médico e naturalista
• Jacob Rodrigues Pereira - pedagogo e investigador
• António Nunes Ribeiro Sanches - médico, cientista e pedagogo
• Abraão Zacuto - cartógrafo
• Alfredo Bensaúde - mineralogista
• Matilde Bensaúde - bióloga
• Jacob de Castro Sarmento - médico
• Abraham Pais - cientista e escritor
• Johann Philipp Reis - inventor
• Francisco Sanches - médico e filósofo.
• Abraão Enxuto - matemático

Economistas e empresários

• Francisco Fernandes Abrunhoza - Estanqueiro-Mor (Nasceu em Sebadelhe/morreu em Águeda)
• Isaac de Pinto - economista e financeiro
• David Ricardo - economistas
• Joseph Salvador - mercador
• Benjamin Mendes Seixas - banqueiro
• Luis de Torres - explorador
• Gracia Mendes - banqueira, diplomata
• Diogo Mendes - banqueiro
• Joseph Nassi - banqueiro, diplomata, duque de Naxos
• Jorge Feist - Empresàrio
• Moisés Levy Bendrão Ayash - dirigente do Sporting Club de Portugal
• Abraão Gabai de Morais - Empresário da Zona Açucareira Pernambucana


Estadistas

• Pierre Mendès France - primeiro-ministro francês
• Isaac Abravanel - político e filósofo
• Benjamin Cardozo - juiz do Supremo Tribunal dos EUA
• Benjamin Disraeli - primeiro-ministro inglês
• Uriah Levy - almirante da Marinha americana
• Francis Salvador - patriota da Revolução Americana
• Jorge Sampaio - ex-Presidente da República de Portugal
• Yahia Ben Yahia - rabino, ministro das Finanças do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques
• Nuno Krus Abecassis - engenheiro, presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

Militares

. Capitão Barros Bastos

Filósofos

• Uriel Acosta - filósofo
• Baruch de Espinoza - filósofo

Religiosos

• Menasseh Ben Israel - rabino e escritor
• Isaac Aboab da Fonseca - rabino
• Abraham Pharar
• Yosef Karo - rabino e halaquista
• Sabato Morais - rabino
• Gershom Mendes Seixas - primeiro rabino de Nova Iorque
• Jacob ha'Levi de Oliveira - talmudista
• Hazan em Amsterdam : Simon Duque
• Hazan em Amsterdam : David Jacob Duque
• Hazan em Hamburgo : Benjamin Duque - Única comunidade Sefaradi Portuguesa em terra Alemã
• Gabbay e comentarista em Londres : Isaac David Duque - Única sinagoga Hispano-Portuguesa em Inglaterra.

26 de outubro de 2009

JUDEUS SEFARADITAS - ORIUNDOS DA ESPANHA E PORTUGAL



Sefaraditas (em hebraico ספרדים, sefardi; no plural, sefardim) é o termo usado para referir aos descendentes de Judeus originários de Portugal, Espanha, etc. A palavra tem origem na denominação hebraica para designar a Península Ibérica (Sefarad ספרד).
Os sefarditas fugiram das perseguições que lhes foram movidas na Península Ibérica na inquisição espanhola (1478 -1834), onde eram perseguidos pela Igreja Católica, dirigindo-se a vários outros territórios.

Uma grande parte fugiu para o norte de África, onde viveram durante séculos. Milhares se refugiaram no Novo Mundo, principalmente Brasil e México, onde nos dias atuais concentram milhares de descendentes dos fugitivos. Os sefarditas são divididos hoje em Ocidentais e Orientais. Os Ocidentais são os chamados judeus hispano-portugueses, enquanto os orientais são os sefardim que viveram no Império Otomano.
Com o advento do sionismo e particularmente após a crise israeli-árabe de 1967, quando as minorias judaicas nos países árabes foram alvo de ataques, muitos dos judeus vivendo em países árabes foram viver em Israel, onde formam hoje um importante segmento da população, com uma tradição cultural diferente dos outros asquenazi.
Por isso, o termo sefardita é frequentemente usado em Israel hoje para referir os Judeus oriundos do norte de África. Entretanto é um grande erro referir-se à maioria dos judeus norte-africanos e dos países árabes como sefardim. Os judeus destes países são chamados Mizrachim (de Mizrach, o Oriente), ou seja, orientais.
Houve importantes comunidades sefarditas nos países árabes, quase sempre conflitivas com as comunidades autóctones, sobretudo no Egito, Tunísia e Síria. São judeus hispano-portugueses que se opõem à qabbalá (cabalá) e mantêm um serviço religioso bem disciplinado e de melodias suaves. O rito ocidental é conhecido como Castelhano-Português.

19 de outubro de 2009

ARQUEÓLOGOS ISRAELENSES DESCOBREM TEXTO EM HEBRAICO ESCRITO HÁ 3 MIL ANOS

Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008
ArqueologiaPT



Arqueólogos em Israel anunciaram a descoberta um texto em hebraico o mais antigo alguma vez encontrado. O achado ocorreu numa antiga cidade cerca de 20 Km a sudeste de Jerusalém, no mítico Vale de Elah (Deusa em Hebraico), onde David derrotou Golias.

Os peritos ainda não conseguiram decifrar completamente as cinco linhas do texto escrito a tinta preta num pedaço de cerâmica que foi encontrado na escavação arqueológica conhecida como fortaleza de Elah, ou Khirbet Qeiyafa.

Segundo os arqueólogos da Universidade Hebraica de Israel, responsáveis pela datação dos objetos encontrados, a inscrição terá cerca de 3 mil anos, sendo anteriores em 1 mil anos aos Manuscritos do Mar Morto.

Segundo a Bíblia, David - que mais tarde se tornou no rei judeu mais reconhecido - matou Golias, guerreiro filisteu, numa batalha no vale de Elah, onde atualmente existem apenas vinhas e uma estação de satélites de Israel.

Até ao momento, segundo o "The New York Times", apenas uma pequena parte da área foi escavada.

"Este é um novo tipo de lugar que subitamente nos abre uma janela para uma área da qual não sabíamos quase nada, e exige que repensemos o que aconteceu neste período", disse Aren M. Maeir, professor de Arqueologia da Universidade Bar-Ilan e diretor de outra escavação próxima na região. O especialista salienta que esta é "uma descoberta única".

Do texto encontrado conseguiram decifrar apenas algumas palavras, entre elas: "julgar", "escravo" e "rei". Os caracteres foram escritos em proto-cananita, língua precursora do alfabeto hebraico.



ALFABETO PROTO-CAAANITA (ANTERIOR AO ALFABETO HEBRAICO)

Graças ao verbo com três letras que significa "fazer" em hebraico, Yosef Garfinkel, o arqueólogo responsável garante que a inscrição é mesmo hebraica. "Isto faz-nos crer que é hebraica e que será a mais antiga já encontrada".

Outros arqueólogos, segundo a BBC, aconselham mais cautela e defendem que seria necessário mais estudos para confirmar esta teoria.

Reinado de David

Garfinkel afirmou que estas descobertas podem dar importantes pistas sobre o reinado do Rei David sobre os israelitas. "A cronologia e a geografia de Khiret Qeiyafa criam um ponto de encontro único entre mitologia, história, historiografia e a arqueologia do rei David", disse Garfinkel.

O século X a.C. (Antes da era Comum) é o mais controverso na arqueologia bíblica porque foi ali que, de acordo com o Velho Testamento, David uniu os reinos da Judéia e Israel. Para muitos judeus e cristãos, mesmo os que não levam as Escrituras ao pé da letra, a Bíblia é uma fonte histórica vital. Para o Estado de Israel, que se considera descendente do reino de David, evidências que atestem as histórias bíblicas têm um enorme valor. No entanto, os dados arqueológicos de tal reino são escassos (quase inexistentes) e inúmeros estudiosos atuais argumentam que não passa de um mito criado séculos depois.

Ainda falta pesquisar mais 96% deste local, um processo que poderá demorar ainda 10 anos. Garfinkel espera que mais artefatos importantes sejam descobertos e que possam acrescentar elementos essenciais à esta descoberta.

18 de outubro de 2009

LISTA DE JUDEUS DE DESTAQUE NO BRASIL - 2

ESTA LISTA INCLUI JUDEUS NASCIDOS OU RADICADOS NO BRASIL E INDIVÍDUOS DE HERANÇA JUDAICA (PATERNA, MATERNA OU AMBAS), QUE, DE ALGUMA FORMA, CONTRIBUEM PARA O DESENVOLVIMENTO CULTURAL E TECNOLÓGICO DO BRASIL.

. A


Alexandre Herchcovitch

• Abraham Kasinsky
• Abrahão Farc
• Adolfo Aizen
• Adolfo Bloch
• Adriana Behar
• Ala Szerman
• Alberto Dines
• Alberto Goldman
• Alexandre Herchcovitch
• Alon Feuerwerker
• André Fischer
• André Singer
• Anita Leocádia Prestes
• Arnaldo Cohen
• Arnaldo Niskier
• Amora Mautner


. B



BERTA LORAN

• Bel Kutner
• Ben Abraham
• Benjamin Back
• Benjamin Steinbruch
• Berta Loran
• Bernard Rajzman
• Betty Gofman
• Boris Casoy
• Boris Fausto
• Boris Schnaiderman
• Briolanja Fernandes
• Bussunda (Cláudio Bessermann Viana)

. C



CACO CIOCLER


• Cacá Rosset
• Caco Ciocler
• Caio Blinder
• Cao Hamburger
• Carlos Arthur Nuzman
• Carlos Scliar
• Carlos Maltz
• Carlos Minc
• Celso Lafer
• César Lattes
• Cíntia Moscovich
• Clarice Lispector
• Cláudia Costin
• Cláudia Ohana
• Cora Rónai

. D



DAN STULBACH

• Dan Stulbach
• Daniel Azulay
• Daniel Sabbá
• Daniel Waismann
• David Lozada
• Débora Bloch
• Débora Colker
• Deborah Happ
• Didi Wagner
• Dina Sfat


. E




ETTY FRASER

• Edmond Safra
• Eliana Guttman
• Elias Gleiser
• Elisa Lispector
• Erika Ruffino
• Eva Blay
• Eva Todor
• Etty Fraser

. F



FRANS KRAJCBERG

• Frans Krajcberg
• Felícia Leirner
• Francisco Gotthilf
• Franz Weissmann

. G



GIOVANNA GOLDFARB (GOLD)

• Germán Efromovich
• Gilberto Dimenstein
• Girz Aronson
• Giselda Leirner
• Giovanna Gold
• Guido Mantega

. H



HENRY SOBEL

• Hans Stern
• Héctor Babenco
• Hélio Rotenberg
• Henrique Luis Levy
• Henry Sobel
• Horácio Lafer
• Horozimbo Alves

. I

x

Isaac Karabtchevsky

• Isaac Karabtchevsky
• Isaac Benayon Sabbá
• Isac Efraim
• Israel Klabin

.J



JOSÉ LEWGOY

• Jacob Gorender
• Jacob Guinsburg
• Jacob Pick Bittencourt (Jacob do Bandolim)
• Jacob Pinheiro Goldberg
• Jacques Klein
• James Strauss
• Jaques Wagner
• Jaime Lerner
• Jaime Spitzcovsky
• Joel Birman
• Jom Tob Azulay
• Jonas Bloch
• John Neschling
• Jorge Eurico Ribeiro
• Jorge Mautner
• José Isaac Peres
• José Lewgoy
• José Mindlin
• José Roitberg
• José Safra
• Joyce Pascowitch
• Juca Chaves
• Julia Frek
• Júlia Lemmertz


. L




LILIAN LEMMERTZ

• Lasar Segall
• Léo Gandelman
• Leôncio Basbaum
• Leon Feffer
• Leon Hirszman
• Leonor Ruffino
• Lilia Katri Moritz Schwarcz
• Lilian Lemmertz
• Lily Safra
• Luciano Huck
• Luciano Szafir
• Ludmila Ben Avraham Araújo
• Luis Favre
• Luiz Zveiter
. Luiza Mell

. M



MARCOS PLONKA

• Marcelo Frommer
• Marcelo Gleiser
• Marcelo Rosenbaum
• Marcelo Zaturansky Itagiba
• Marcos Plonka
• Mariana Kupfer
• Marina Zatz de Camargo (Luísa Mell)
• Mário Haberfeld
• Mário Schenberg
• Maurício Sherman
• Mauricio Waldman
• Mayana Zatz
• Michel Kohol
• Michael Leipziger
• Michel Melamed
• Michel Schlesinger
• Miriam Mehler
• Moacyr Scliar
• Moises Sragowicz Lipnik

. N



NELSON ASCHER

• Nathalia Timberg
• Nelson Ascher
• Nelson Leirner
• Nilton Bonder
• Noel Nutels

. O



OTTO MARIA CARPEAUX

• Odilon Wagner
• Olga Gutmann Benario Prestes
• Otto Maria Carpeaux

. P



PEDRO BIAL

• Paul Singer
• Paulo Rónai
• Pedro Bial
• Pedro Bloch

. R



ROSANE GOFMAN

• Raquel Alves Fabio
• Renata Sorrah
• Ricardo Rosset
• Ricardo Semler
• Roberto Burle Marx
• Roberto Civita
• Roberto Justus
• Rosana Hermann
• Rosane Gofman
• Ruben Sternschein

. S



SANDRA ANNEMBERG



• Salomão Schwartzman
• Samuel Benchimol
• Samuel Klein
• Samuel Wainer
• Sandra Annenberg
• Samuel Benchimol
• Serginho Groisman
• Sérgio Zveiter
• Sheila Leirner
• Sílvio Santos (Senor Abravanel)
• Simão Azulay


. T



TARSO GENRO

• Tarso Genro
• Tatiana Belinky
• Tereza Rachel
• Tony Kanaan

. V



VICTOR CIVITA

• Victor Civita
• Vladimir Herzog

.W




William Bonner

• Waldemar Levy Cardoso
• Waldemar Zveiter
• Walter Feldman
• William Bonner

. Y



YEHUDA BUSQUILA

• Yehuda Busquila\

O JUDAÍSMO NO BRASIL



Esquina no Bairro do Bom Retiro em São Paulo - SP

O Brasil conta hoje com uma considerável população de judeus, sendo a segunda maior comunidade judaica da América Latina e a décima primeira a nível mundial.

. OS JUDEUS NO BRASIL COLÔNIA

O Brasil foi palco para a primeira comunidade judaica estabelecida nas Américas. Com a expulsão dos judeus de Portugal, logo após a sua descoberta, judeus convertidos ao catolicismo (cristãos-novos) já haviam se estabelecido na nova colônia, mas a maior parte desses primeiros judeus chegaram ao país na época das invasões holandesas do Brasil, em 1636. O Nordeste brasileiro ficou sob o domínio holandês por vinte e quatro anos e, neste período, muitos sefarditas se estabeleceram no país, principalmente em Recife, onde tornaram-se prósperos comerciantes. Com a expulsão dos holandeses, a maioria dos judeus estabelecidos no Brasil fugiram para os Países Baixos, Antilhas ou para Nova York, onde fundaram a primeira comunidade judaica dos Estados Unidos.

As últimas informações sobre a presença de judeus ibéricos no Brasil datam de meados do século XVIII. Nessa época, com o desenvolvimento da mineração na colônia, milhares de portugueses se deslocaram para a região das Minas Gerais, entre eles, um número considerável de cristãos-novos. Através da Inquisição, muitos desses sefarditas foram julgados, enviados à Portugal e condenados à prisão. De fato, muitos desses cristãos-novos não mais mantinham ligações com o judaísmo, mas, por serem ricos comerciantes e mineiros, eram acusados de praticar judaísmo por seus inimigos e dificilmente se livravam das condenações da Inquisição.
No final do século XVIII, já não há mais relatos sobre judeus no Brasil. Todos haviam saído da colônia ou se convertido ao Cristianismo, o que faz com que muitos brasileiros possuam origens em judeus portugueses.

. A imigração judaica para o Brasil

Uma nova onda de imigrantes judeus começou a chegar ao Brasil em fins do século XIX. Essa imigração judaica está inserida dentro do fenômeno da grande imigração no Brasil, que ocorreu principalmente entre 1870 e 1920. Neste período, cerca de 5,5 milhões de imigrantes desembarcaram no Brasil, sendo o número de judeus não muito expressivo, pois estes preferiam imigrar para os Estados Unidos.
Durante o Brasil Império, uma Constituição foi promulgada, garantindo liberdade de culto no Brasil, o que facilitou a vinda de imigrantes judeus. A maior parte era proveniente do Leste europeu, regiões da atual Polônia, Rússia e Ucrânia. A maioria desembarcava no porto de Santos e rumava para a cidade de São Paulo onde rapidamente constituiu-se uma próspera comunidade de comerciantes judeus. Com a ascensão do nazismo na Alemanha na década de 1920, formou-se um maior contingente de imigrantes judeus rumando para o Brasil. Além de São Paulo (principalmente no Bom Retiro), os judeus marcaram presença no Rio de Janeiro, no Sul do Brasil e em outras partes do país.
No Brasil, os imigrantes judeus praticamente não encontraram resistência religiosa e ficaram isentos de preconceito por parte da população do Brasil, o que tornou sua adaptação muito mais fácil que as comunidades judaicas norte-americana e argentina, por exemplo. Hoje em dia a comunidade judaica brasileira participa ativamente na sociedade e estão completamente integrados no país.

. Origem dos judeus brasileiros

Perguntados sobre sua origem étnica, os judeus brasileiros responderam:
• Brasileira (39,11%)
• Judaica (76,73%)
• Polonesa (9,46%)
• Italiana (6,05%)
• Indígena (5,83%)
• Alemã (15,64%)
• Portuguesa (24,0%)
• Árabe (12,11%)
• Libanesa (1,62%)
• Negra (1,46%)
• Africana (0,81%)
• Outra (10,18%)

10 de outubro de 2009

CANTORA ISRAELENSE DALIAH LAVI - EREV SHEL SHOSHANIM (NOITE DE ROSAS)



Ë uma noite de rosas
Vamos ao jardim
Mirra, ervas e incenso
São como um tapete sob seus pés

A noite cai devagar
E um vento lilás passa
Deixe-me sussurrar uma canção para você
Uma canção de puro amor

A manhã e as pombas chegam
O seu cabelo está coberto de sereno
Seus lábios são como rosas no amanhecer
E eu as colherei para mim

19 de setembro de 2009

FILHOS NATIVOS DE TRABALHADORES ESTRANGEIROS ILEGAIS REPRESENTAM DILEMA PARA ISRAEL



TEL AVIV (JTA) - O menino de rosto redondo que recebeu o nome incomum de um rabino por seus pais filipinos nasceu há 11 anos em Israel e nunca conheceu outra terra.
Ele só fala hebraico e nunca viajou para as Filipinas, mas juntamente com algumas outras 1.100 crianças de trabalhadores estrangeiros sem autorização de trabalho em Israel, o menino enfrenta a possível deportação, juntamente com sua família.
"Eu me sinto israelense no meu coração e na minha alma", disse o menino, Rabi Eliazar Cruz.
Seus pais vieram inicialmente a Israel legalmente, como cuidadores de idosos, mas permaneceram depois que seus vistos venceram.
"A Terra de Israel é a minha terra", disse Rabino. "Mas esses dias eu fico a maior parte do tempo em casa, no interior. Eu não quero ser apanhado fora e interrogado pela polícia sobre onde estão meus pais e depois deportados.
No final de julho, uma ordem do Governo para deportar as crianças e suas famílias como parte de um projeto de erradicação dos imigrantes ilegais, foi adiada por três meses pelo Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu no último minuto, sob pressão do público local, grupos de direitos humanos e até mesmo do Presidente Shimon Peres.
Ainda assim, a política do Governo sobre a questão das crianças nascidas em Israel, filhas de trabalhadores estrangeiros, cuja maioria dos pais entraram no país legalmente, mas permaneceram depois que a sua autorização de trabalho terminou, continua sem solução.
Como outros países no mundo industrial, Israel enfrenta o dilema de como lidar com as famílias surgidas em seu território por trabalhadores estrangeiros, entretanto, Israel, não tem uma política de imigração para os não-judeus.
“Israel incentivou a chegada de trabalhadores estrangeiros para estadias de curta duração e participação no mercado de trabalho em áreas onde não havia mão-de-obra suficiente", disse John Gal, professor de Ciências Sociais da Universidade Hebraica de Jerusalém.
"Agora, Israel enfrenta uma situação a qual temos filhos de trabalhadores que nasceram aqui, mas com status migratório indefinido".
Sabine Hadad, porta-voz do Ministério do Interior, disse que a deportação residentes em situação ilegal é uma questão de aplicação da lei.
"Essas pessoas violaram a lei e eles sabem disso", disse ela sobre os estrangeiros ilegais. "A lei precisa ser aplicada".
Instituir uma política que permite que os pais de crianças nascidas em Israel fiquem permanentemente no país também iria abrir uma rota para os imigrantes ilegais para permanecer em Israel para sempre: basta ter um filho aqui.
Entretanto, cerca de 2.000 crianças filhas de estrangeiros nasceram em Israel. Eles falam hebraico fluentemente, freqüentam escolas israelitas e juntaram-se a movimentos de juventude. Alguns até já até serviram nas Forças Armadas.
Em 2006, o Governo concedeu a 900 crianças o status de residente permanente. Aqueles cujos futuros estão agora em questão são os outros 1.100.
"Eu não sou judia, mas sou israelense", disse uma adolescente, cujos pais vieram a Israel da Turquia.
Grupos de direitos humanos israelense também se questionam sobre o que eles consideram política governamental “porta giratória”, pois força os trabalhadores estrangeiros para fora do país e, em seguida, traz novos trabalhadores, em vez de apenas manter os que já estão no país e querem ficar.
A maioria dos trabalhadores estrangeiros no país é proveniente das Filipinas, Tailândia, Colômbia, China e África e grande parte trabalha como cuidadores de idosos ou deficientes.
Depois da segunda intifada (Revolta palestina), um grande número de autorizações foram emitidas para trazer trabalhadores estrangeiros para a agricultura e construção civil, para substituir trabalhadores palestinos.
Ao anunciar a decisão de suspender as ordens de deportação para as crianças e seus pais, o escritório de Netanyahu divulgou um comunicado explicando a posição da administração sobre os residentes ilegais em geral.
"O fluxo continuo de residentes ilegais em Israel durante os últimos anos tem levado à uma situação em que a percentagem de residentes em situação ilegal no país é um dos mais altos do mundo, em relação à população local e do número de empregados no mercado de trabalho ", disse o comunicado." Este fato aumenta o desemprego entre os israelenses e altera significativamente a demografia interna de Israel. "
Harel Kohen, um assessor de Yaakov Katz, que dirige a comissão parlamentar do Knesset sobre trabalhadores estrangeiros, disse que tomar uma posição firme com relação aos trabalhadores estrangeiros ilegais em Israel é preserver o caráter judaico de Israel.
"Nós precisamos garantir que eles não permaneçam em Israel, caso contrário, Israel está em risco de ter o seu próprio povo assimilado", disse ele. "Nós poderíamos perder nossa identidade judaica".
O Ministério do Interior diz que há cerca de 300.000 imigrantes ilegais e cerca de 70.700 trabalhadores estrangeiros legais em Israel.
O ministro da Educação Gidon Sa'ar está preparando uma legislação que impeça a deportação e ao encarceramento de menores com idades de 3 a 18 anos, juntamente com seus pais e irmãos. Sa'ar propõe também define as condições em que o status de residente permanente pode ser concedido a crianças integradas na vida de Israel.
O jornal Ha'aretz de Israel aprovou a proposta através de um editorial.
"Uma nação que experimentou as ordens de expulsão e do estatuto de refugiado não é permitida expulsar os filhos de refugiados e virar as costas para o sofrimento das crianças que querem se tornar parte do país", disse o editorial.