Mostrando postagens com marcador Denominações Judaicas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Denominações Judaicas. Mostrar todas as postagens

27 de julho de 2024

CORRENTES PRINCIPAIS DO JUDAÍSMO MODERNO: REFORMA, CONSERVADORISMO (MASORTI) E ORTODOXIA


A principal diferença entre as três correntes está na adaptação ou não da tradição ritualística e teológica judaica às mudanças do mundo moderno


As três correntes atuais do judaísmo: Ortodoxa, Reformista e conservadora (Masorti) surgiram no século XIX, como consequência do impacto das mudanças da modernidade sobre a religião.

22 de novembro de 2019

ESTUDO REVELA QUE MAIS ISRAELENSES SE IDENTIFICAM COM O JUDAÍSMO CONSERVADOR E REFORMISTA


Entre 12% a 13% dos israelenses se veem como parte de correntes religiosas liberais, mostra a pesquisa do JPPI, embora poucos sejam membros ativos de sinagogas

O estudo revelou um aumento significativo no apoio ao Judaísmo Conservador (Masorti) e Reformista em Israel, bem como um número crescente de pessoas que se identificam como judeus conservadores e reformistas. O estudo do Jewish People Policy Institute mostrou que entre 12% a 13% dos israelenses judeus (cerca de 800 mil pessoas) se identificam como membros das correntes mais liberais do Judaísmo, um número que ficou em torno de 7% apenas 5 anos atrás.

15 de agosto de 2019

POR QUE OS JUDEUS NÃO SÃO MISSIONÁRIOS/PROSELITISTAS?! OS JUDEUS MANTÉM A RELIGIÃO MONOTEÍSTA MAIS ANTIGA DA ATUALIDADE


O judaísmo está alicerçado em um de seus conceitos básicos: o monoteísmo, a crença em um D'us Único. Por esta razão, não há espaço para dúvidas nem para idéias alienadas a este conceito

O judaísmo é a mais antiga das quatro religiões monoteístas do mundo e a que tem o menor número de fiéis. Ao todo são cerca de 12 a 15 milhões de seguidores. Segundo analistas, se não houvesse o Holocausto: matança em massa de judeus, ocorrida entre as décadas de 30 e 40 no século 20, o número de judeus seria de 25 a 35 milhões em todo o mundo. E muitos deles viveriam na Europa.

27 de janeiro de 2019

O BRASIL DOS JUDEUS: O QUE OS BRASILEIROS SABEM SOBRE OS JUDEUS?


O judaísmo é considerado a religião monoteísta (que acredita em somente um Deus) mais antiga do mundo. Atualmente, existem judeus em quase todos os países do mundo, mas a maioria está localizada em Israel, Canadá e Estados Unidos.

5 de outubro de 2018

BATE-PAPO: CONVERSÕES AO JUDAÍSMO NO BRASIL - É POSSÍVEL TORNAR-SE JUDEU?


A concepção judaica diz que judeu é aquele que nasce de mãe judia ou quem se converte de acordo com a Halachá, a Lei Judaica

As conversões ao judaísmo feitas por entidades liberais ou reformistas não são reconhecidas pelos ortodoxos. Sendo assim, um não-judeu que deseja de mente e coração viver dentro da Torá e seus preceitos pode se tornar judeu?  
Reformista, Reconstrucionista e, sob certas circunstâncias, os rabinos conservadores reconhecem a validade das conversões realizadas por rabinos de todos os ramos do Judaísmo. A maioria dos rabinos ortodoxos, no entanto, não reconhece conversões não ortodoxas. Seu rabino patrocinador/tutor discutirá com você quaisquer implicações de conversão sob a orientação dele. A sinceridade deve ser fator fundamental, sempre.

7 de janeiro de 2018

CONGREGAÇÃO JUDAICA DO BRASIL - CJB: A MUDANÇA DOS JUDEUS PARA A ZONA OESTE DO RIO DE JANEIRO


A Congregação Judaica do Brasil (CJB) foi o primeiro centro judaico/Sinagoga na Barra da Tijuca, seguindo logo depois o Clube Adolpho Bloch e a Escola Liessin/S. Aleichem

. História:

Fundada em junho de 1989, a Congregação Judaica do Brasil (CJB) compunha-se do amalgama de dois grupos: egressos da ARI que acompanhavam o rabino Nilton Bonder e ativistas da Barra da Tijuca que buscavam a criação de uma Sinagoga e de um primeiro centro judaico na Barra. A CJB foi este primeiro centro, seguindo-se logo depois o Clube Adolpho Bloch e a Escola Liessin/S. Aleichem.
Inicialmente, o grupo que acompanhava o Rabino Nilton Bonder utilizou espaços itinerantes tal como a ASA (Associação Scholem Aleichem) e o Lar da Velhice de Ipanema. Lá foi recebida a primeira Torá da sinagoga cedida pelo World Council of Synagogues. A primeira sede à rua Conde D'e foi utilizada por pouco mais de um ano. Foi então efetuada a compra da sede na Rua Prof. Milward em 1990 e uma reforma no ano de 1994. Grandes encontros com a presença de Reb Zalman foram realizados em Buzios, Mauá e no Rio de Janeiro.

17 de novembro de 2017

O CASAMENTO JUDAICO TRADICIONAL: NA ÍNTEGRA


Estas são as regras de um casamento judaico tradicional


. O Dia do Casamento:

O dia do casamento judaico para os noivos é como um Yom Kipur pessoal. É passado em jejum, oração, atos de bondade (tsedacá) e reflexão espiritual. A tradição nos diz que neste dia D'us perdoa completamente ambos pelas transgressões cometidas em suas vidas, para que possam começar suas vidas de casados em um estado totalmente puro.


17 de dezembro de 2013

O QUE É HASKALÁ?



Haskalá (em hebraico השכלה; "iluminismo," "intelecto," de sekhel, "senso comum ") é o nome dado ao Iluminismo Judaico, é um movimento surgido no século XVIII. dentro do Judaísmo , e que adotava os valores iluministas, incentivando a integração com a sociedade européia e a valorização da educação secular, aliada ao estudo da história judaica e do hebraico. Haskalah (em hebraico: השכלה, "iluminação" educação "de sekhel" intelecto "," mente "), o Iluminismo judaico, era um movimento entre os judeus europeus nos séculos 18a-19a que defendeu os valores do Iluminismo, que adopta, pressionando para uma melhor integração na sociedade europeia, e crescente no estudo da educação secular, língua hebraica ou história judaica. Haskalah, neste sentido, marcou o início da mais ampla participação dos judeus da Europa com o mundo secular, resultando nos primeiros movimentos políticos e judeus a luta pela emancipação judaica. A divisão do judaísmo ashkenazi em movimentos religiosos ou denominações, especialmente na América do Norte e os países anglófonos, historicamente começou como uma reação à Haskalah. Líderes do movimento foram chamados Haskalah Maskilim (משכילים). Em um sentido mais restrito, Haskalah pode também denotar o estudo do hebraico bíblico e das partes poética, científica e crítica da literatura hebraica. 

QUAIS SÃO AS DIFERENTES DENOMINAÇÕES (VERTENTES) DO JUDAÍSMO?

Atualmente, na América do Norte, os quatro principais ramos do Judaísmo são o Ortodoxo, Conservador, Reformista e Reconstructionista. No entanto, nessas denominações há um grande grau de variação na prática e observância religiosa.




. Ortodoxia é a classificação moderna para a vertente tradicional do Judaísmo que defende o estilo de vida baseado na "Halacha" (Lei Judaica) e considera a Torá  como literalmente a Palavra de Deus. A Halachá se refere ao aspecto legal do judaísmo e também é usada para indicar uma decisão definitiva em qualquer área particular da lei judaica.




. Reforma do Judaísmo (também conhecido como Judaísmo Liberal, Progressista ou Reformista) submete a lei religiosa e os costumes ao julgamento humano; na tentativa de diferenciar entre as facetas da Torá o que são mandatos divinos e aqueles que são específicos para o tempo em que foram escritos. É a maior denominação das quatro na diáspora judaica.


6 de julho de 2013

ENTERRO JUDAICO NO RIO DE JANEIRO VAI PARAR NA JUSTIÇA

Leonardo Laska, de 29 anos, que morreu em um acidente de carro em abril de 2011
Na quase totalidade, a ortodoxia interpreta ao pé da letra a tradição judaica (Morashá), com total descaso às outras denominações judaicas progressistas (Reformista, Conservadora ou Masorti e Reconstrucionista) ou os sentimentos de sua própria comunidade. Somos menos de 1% da população do planeta, há inúmeros inimigos que tentam diariamente nos destruir e, ainda assim, lutamos contra nós mesmos. Cada vez que isso acontece, os inimigos sorriem. É uma lástima. O empresário carioca Júlio Laska está processando a Associação Religiosa Israelita Chevra Kadisha do Rio de Janeiro porque a entidade negou autorização para que seu filho fosse enterrado ao lado do túmulo dos avós. A Chevra Kadisha é responsável pela administração do cemitério judaico de Villar dos Teles, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.
Leonardo Laska, 29, filho de Júlio, morreu em um acidente em abril de 2011. Ele viajava em um ônibus que capotou na rodovia Rio-Santos. O pai alega que tentou enterrá-lo na ala A do cemitério, mas só conseguiu na ala C.


7 de março de 2013

JUDAÍSMO CONSERVADOR EM ISRAEL ALEGA RACISMO CONTRA “JUDEUS POR ESCOLHA”

Jerusalém, 28 de fevereiro de 2013



O movimento Conservador Judaico (Masorti) em Israel acusa o Ministério do Interior de racismo e discriminação contra latinos e afro-americanos no que diz respeito à aprovação de solicitações de imigração feitas por convertidos ao Judaísmo. O caso mais famoso, que chamou a atenção e levou o Masorti abordar diretamente o racismo, é o atraso na aceitação do pedido de imigração de um grupo de cerca de 300 convertidos naturais da região de Iquitos, Peru, conhecido como "Judeus da Amazônia".
A lei israelense permite a imigração e naturalização de qualquer pessoa com pelo menos um avô judeu ou que se converta oficialmente ao Judaísmo (autorizado por um tribunal de três rabinos, não especificando a denominação) e pertença pelo menos 9 meses à uma comunidade judaica.
"O problema de Iquitos é claramente uma questão de racismo", disse à Efe Andrew Sacks, diretor da Assembleia Rabínica de Israel, que atribuiu a discriminação ao fato de que "há muitos burocratas do Ministério do Interior empossados pelo partido político Shas (ultra-ortodoxo sefardita) que não estão interessados em receber no país pessoas as quais duvidam". Estas dúvidas, diz ele, surgem quando os convertidos ao Judaísmo são de países em desenvolvimento ou de um contexto de poucas oportunidades econômicas, além da etnia dos candidatos.
"Não é só o caso dos peruanos, que completaram suas conversões em agosto de 2011 e ainda não puderam imigrar. Há também casos na Argentina, Bolívia e Colômbia. Além disso, foi detectado o mesmo problema envolvendo afro-americanos", explicou.
Sabin Hadad, porta-voz do Ministério do Interior, disse à Agência Efe que as acusações de racismo são "um disparate".
"Quem diz que há racismo não entende nada. Em Israel há pessoas de todas as cores", disse Hadad, que frisou, no caso dos judeus de Iquitos, o (Departamento do ) Interior "não rejeitou a imigração de ninguém, entretanto, ainda avalia cada detalhe e espera por uma resposta".
No ano passado, o movimento Masorti alegou ter tido problemas com cerca de 15 casos envolvendo latino americanos, além dos 284 de Iquitos no Peru. Sacks acredita que "se eles fossem europeus, tudo seria diferente".
Em sua opinião, funcionários do Departamento do Interior "são muito cautelosos com as pessoas de cor e os latinos americanos" porque suspeitam que eles tenham se convertido ao Judaísmo "para melhorar sua situação econômica e não por motivos religiosos".
"Se você é branco e tem uma boa situação financeira, não há dúvidas que a sua conversão é legítima. Entretanto, nada que não seja sério envolve estudar durante 5 anos e converter-se!” Exclamou.
Ele também insiste que os funcionários do (Departamento do) Interior não tem o direito de questionar a motivação dos novos judeus, mas apenas determinar se a conversão ocorreu dentro dos padrões e, se assim for, apenas em casos excepcionais (como a de um requerente com histórico de crimes graves) podem negar a nacionalização.
Sacks disse que o problema também afeta o Movimento de Reformista, mas salienta que a grande maioria das conversões na América Latina ocorrem através do Movimento Masorti (Conservador).
Sandra Kochmann, nascida e criada no Paraguai é a primeira mulher rabina no Brasil (também do Movimento Conservador), também acredita que "qualquer pessoa de cor que tem tido uma conversão correta enfrenta algum obstáculo na hora de apresentar os papéis, pois em Israel "duvidam que pessoas de cor ou da América do Sul não fizeram a conversão porque se identificam com o Judaísmo, mas sim para deixar seus países".
Contra essa interpretação está Jack Corcos, diretor da Agência Judaica encarregado de aprovar a idoneidade dos migrantes, que rejeita o argumento do racismo. "O problema (com Iquitos) é que trata-se de um grande grupo, o que levanta questões sobre seus motivos, se fazem isso porque querem ser judeus ou porque eles querem a nacionalidade judaica", explicou ele.
A Agência Judaica tem apoiado a nacionalização do grupo peruano e acredita que "não há nenhuma razão para ter de esperar tanto tempo", especialmente quando centenas de membros da comunidade de Iquitos emigraram para Israel em duas levas, em 2001 e 2005.
Niki Maor, advogada que representa vários casos de convertidos que enfrentam problemas para imigrar, não acredita que seja caso de racismo, mas sim a quantidade de pessoas no grupo peruano.
"A conversão e chegada de muitos judeus etíopes mostra que não é uma questão de oportunidade econômica ou raça", diz ele, e observa que "em conversões individuais geralmente não há problemas", a menos que as pessoas residam ilegalmente em Israel.
As dúvidas com relação ao (Departamento do) Interior deve, diz ele, que o grupo é muito grande e os rabinos que os converteram não são ortodoxos; a única denominação judaica em Israel com autoridade legal, mas sim conservadores.
"Se o rabino-chefe tivesse ido ao Peru e realizado as conversões, não haveria problemas", especulou.

Fonte: Ana Cárdenes - EFE

2 de janeiro de 2013

ASSOCIAÇÃO RELIGIOSA ISRAELITA - ARI

ANIVERSÁRIO DA ASSOCIAÇÃO RELIGIOSA ISRAELITA - ARI




Origens:
Para contar a história da ARI é imprescindível lembrar do pequeno grupo de imigrantes alemães que se reunia, nos anos 30, no “Centro 33″, na Rua Marquês de Paraná, no Flamengo. Naquele ponto de encontro, a que afluíam quase diariamente, procuravam num ambiente de alegria, manter sempre vivo seu elo com o judaísmo, seus valores, suas tradições.
Esses jovens freqüentavam os serviços de Shabat do Grande Templo ou iam ao pequeno Shil dos belgas que, mais tarde, daria origem à Sinagoga de Copacabana. Eles estranhavam, porém, a pronúncia ashquenazi e sentiam falta de seu próprio ritual. Como tinham bom conhecimento de hebraico e dos serviços religiosos, decidiram realizar por conta própria, em 1936, o primeiro serviço de Rosh Hashaná e Iom Kipur. Não tinham um Sefer Torá, apenas sidurim e machzorim trazidos nas suas bagagens. E ficaram muito felizes de conseguir, junto com os poucos familiares, festejar os Iamim Noraim.
Desse mesmo grupo surgiu a idéia de formar uma organização beneficente, sem fins religiosos – a União Associação Beneficente – com o objetivo de atender aos imigrantes judeus alemães que chegavam em número cada vez maior, semana após semana.
Em 1937, já eram tantos que foi preciso alugar um salão para os serviços religiosos das Grandes Festas: a então sede do Botafogo, no Mourisco. Como o Rabino Pinkus já havia assumido o rabinado da CIP (Congregação Israelita Paulista), um grupo do Rio foi buscar sua orientação. Ele preparou, então, um sermão que aqui foi lido, ainda em alemão, durante o serviço no Rio.
As lideranças do grupo de alemães que haviam aportado no Rio, sentiam que, além da sociedade beneficente, havia necessidade de se organizar financeira e religiosamente. Estabeleceram contato com o Sr. Wolf Klabin, que muito se impressionou com o trabalho desse grupo de imigrantes e resolveu apoiá-lo, já comparecendo ao serviço religioso de Rosh Hashaná de 1937. Foi acompanhado de seus familiares e de seu cunhado, Dr. George Haas, que viria a participar da primeira diretoria da ARI. Apesar de todas as dificuldades, foi um serviço lindo, que revelou nesse grupo o esteio de uma futura congregação. Faltava agora a presença de um líder espiritual.
Em 1941 chegava ao Brasil, a chamado do Dr. Ludwig Lorsch e do Rabino Pinkus, o Rabino Dr. Heinrich Lemle e sua família. Vinham, com o apoio de Lady Lilly Montagu, presidente da World Union for Progressive Judaism em Londres, que o resgatara do campo de concentração de Buchenwald. O Rabino Lemle foi enviado para o Rio de Janeiro com a missão de fundar uma congregação liberal.
A presença do Rabino Lemle constituiu estímulo adicional para a realização de serviços regulares de Shabat. O Centro da Comunidade Israelita, na pessoa de Jacob Schneider, colocou à disposição da pequena comunidade alemã um salão do Grande Templo, localizado à Rua Tenente Possolo no Centro, onde passaram a se realizar serviços regulares, dirigidos pelo Dr. Lemle.
Participação e interesse cada vez maiores sedimentaram o sonho de fundar uma congregação judaica alemã. Havia, no entanto, exigências formais a serem cumpridas: era preciso brasileiros natos para compor a diretoria, o que de fato não constituiu um problema, pois já havia judeus de origem alemã de imigrações anteriores: Eduardo Levy (presidente), George Haas (diretor-secretário) e Alexandre Spielmann (diretor-tesoureiro) formaram a primeira diretoria da recém-fundada Associação Religiosa Israelita. Era o dia 13 de Janeiro de 1942, na cidade do Rio de Janeiro, na então sede da União, na Rua Alice em Laranjeiras.

As sedes da ARI:

A primeira sede da ARI foi uma pequena sala velha, nos fundos da Rua Barata Ribeiro 363 em Copacabana. Ficava junto a um galinheiro e muitas vezes, durante o serviço religioso, as galinhas passeavam pela sala. Mas ninguém se incomodava; a religiosidade era muito grande, havia muito fervor. A sinagoga era o lar, a identificação com as origens, o traço de união com a nova vida.
A ARI foi crescendo e ao fim do primeiro ano já contava mais de mil sócios. Em dezembro de 1943 as instalações foram transferidas para o número 373 da Barata Ribeiro; contudo, já havia nascido a idéia de uma sede própria e uma campanha com este objetivo foi iniciada. Cento e cinquenta contos foram angariados e, no dia 12 de Novembro de 1944 foi, finalmente, inaugurada a primeira sede própria da ARI, à Rua Martins Ferreira 52 em Botafogo.
A “Martins Ferreira” deixou muitas saudades. Todos falam dela com um carinho especial. Era um tempo em que todos se sentiam unidos em uma só família, participando ativamente, próximos uns dos outros. Foram tempos de luta, mas foram bons tempos. O grupo de estudos com o Dr. Lemle – Beit Hamidrash – que atraiu muita gente e foi um ponto marcante na história da ARI; as aulas de religião, que se estendiam do Leblon ao Méier – sim, ao Méier, pois havia o Setor Norte da ARI. Muitos dos sócios moravam na Zona Norte e era difícil vir até Botafogo. Assim, realizavam seus serviços religiosos em casas de família e, uma vez por mês, o Dr. Lemle ia até lá dirigir as preces. Com o tempo, as pessoas se mudaram para a Zona Sul e o Setor Norte se extinguiu.
Havia ainda o Jardim de Infância, os escoteiros e os lobinhos, o Coro de voluntários, a Seção Feminina, as feirinhas e a festa no Cassino Atlântico, os Iamim Noraim no Mourisco e no Botafogo, os vários grupos juvenis e a Chazit Hanoar. Nas horas difíceis, a presença da Chevra Kadisha.
A ARI crescia, e a sede da Martins Ferreira já não comportava mais tantas pessoas e atividades. Fez-se necessário e urgente um espaço maior. Uma nova campanha foi iniciada para a construção de uma nova sinagoga. O grande impulso foi dado pelo Prof. Dr. Fritz Feigl e sua esposa, Dra. Regine Feigl, com a doação do terreno para a construção. É claro que houve inúmeras dificuldades mas, com luta, determinação e perseverança, o objetivo foi alcançado. Com a campanha dos tijolos, venda de cadeiras e donativos, a sinagoga foi surgindo – um projeto arrojado do arquiteto Henrique Mindlin.
Em Rosh Hashaná de 1961, um momento de emoção – o primeiro serviço religioso de Kabalat Shabat, no Salão Nobre da nova sinagoga, ainda em obras. Finalmente, no dia 28 de Setembro de 1962, foi colocada a mezuzá no Salão Nobre e, na bimá, aceso o Ner Tamid – a Lâmpada Eterna.
A partir daquela data, todos os serviços religiosos passaram a ser realizados na nova sinagoga da Rua General Severiano 170. Dois meses depois, com o concerto do Prof. Fritz Hofer, autor do projeto e, a 22 de Dezembro de 1962, inaugurava-se a sinagoga pequena, uma reconstituição da “Martins Ferreira”. Foi um período marcante, emocionante, que tocou fundo no coração daqueles que viram a ARI nascer, crescer e se tornar grande; aqueles que fizeram a ARI, que ainda são a ARI, e que a legaram a nós para darmos continuidade à sua obra.
Um antigo projeto desde a época da construção da sinagoga era o Prédio Anexo a sinagoga. Ao longo dos anos 90 a ARI ergueu o Centro Comunitário Rabino Henrique Lemle que foi inaugurado em 1997, dispondo de salas de aula, biblioteca, auditório, salas de recepção, escritórios para a administração, a sinagoga Henrique Peres que acomoda até 150 pessoas, e o Centro de Referência e Pesquisas sobre o Holocausto Família Zinner.

Missão e Visão:

A Associação Religiosa Israelita do Rio de Janeiro – ARI, de acordo com seu Estatuto Social, é uma entidade sem fins lucrativos, de caráter filantrópico, religioso, educacional e cultural, que se propõe a manter e cultivar os valores da cultura e religião judaicas, colaborar na integração das comunidades judaicas no País e contribuir para o engrandecimento sociocultural do Brasil.
É uma instituição inclusiva e igualitária que, de forma solidária e responsável, atua no contexto econômico, político e cultural da sociedade em que se insere
A ARI, para o cumprimento de sua missão e fiel aos ideais de seus fundadores, opera em todas as esferas de seu campo de ação visando:
·         Ser uma instituição atuante e vibrante, exercendo papel de liderança na Comunidade Judaica, conectada com os desafios do nosso tempo e inserida na sociedade maior.
·         Oferecer uma opção de vida judaica plena, inspirada na centralidade de Tsion e nos valores religiosos do Judaísmo Liberal.
·         Permanecer uma verdadeira Beit Ha’ Knesset – Casa da Reunião – o Centro Comunitário onde se encontra uma opção de vida religiosa participativa, programas educacionais envolventes, orientação para a observância das tradições e costumes, estudo das fontes, enriquecimento cultural, espaços de convivência e atividades para todas as idades.
·         Manter-se inclusiva e igualitária criando oportunidades de realização pessoal pelo trabalho voluntário socialmente responsável, cultivando a solidariedade, a acolhida calorosa e, essencialmente, o respeito às diferenças, condição indispensável ao exercício dos princípios da democracia e à afirmação dos direitos humanos.

 

Música na Sinagoga:

Segundo o nosso entendimento, não nos bastam a mera leitura e repetição das páginas do Sidur. A experiência religiosa em si precisa, através da sua própria mecânica, fazer-nos sentir e vivenciar. Os textos e as orações devem estar dispostos de maneira a nos colocar em contato conosco, com nosso próximo; para que, efetivamente, tornemo-nos mais sensíveis, mais humanizados. Logo, mais imbuídos da necessidade e urgência de agirmos em nosso mundo. E ainda, quem sabe, transformá-lo.
Nesse sentido, a ARI, desde seus primórdios, tem dedicado especial importância à música. Nossos fundadores trouxeram consigo a tradição musical do Romantismo europeu, delineando em nossa comunidade uma nova forma de manifestação litúrgica, caracterizada por sua densidade, profundidade e força expressiva.
Sendo pioneiros em nossa cidade na manutenção de uma estrutura músico-instrumental, contamos primeiramente com um harmônio (hoje em nossa Sala de Memória), e depois construímos nosso grande órgão de tubos. Além disso, também formamos o nosso Coro.
Criamos, assim, uma tradição de excelência, que tem nos acompanhado pelos anos e pavimentado de sons alguns dos momentos mais caros das nossas vidas. Muito nos orgulhamos dela, e queremos mantê-la viva.
Assim, pensando na sua continuidade, temos investido na sua transformação. Se uma tradição não tem a capacidade de mutar ou se adaptar, cai em desuso, e toda a sua beleza acaba por se restringir à memória dos mais vividos.
E é por isso que, nos últimos anos, temos, incorporado novas propostas, sonoridades e ideias musicais, incentivando a “mão na massa”, a participação de congregantes em nossas Tefilot, e o diálogo sempre aberto e coletivo sobre o assunto.
Agora, temos esse novo espaço, e estaremos constantemente trazendo material – textos, gravações, idéias – para estarmos aprendendo, pensando e construindo, juntos, a nossa vivência religiosa.
A colaboração de todos, claro, é fundamental, e sintam-se à vontade para comentar, dar idéias e sugestões. Pois, somente assim, estaremos dando vida ao real significado do que entendemos como o nosso maior propósito, que é ser um Beit Haknesset - uma casa de encontro.
Envie uma mensagem para os chazanim André Nudelman e Oren Boljover:
nudelman@arirj.com.br ou oren@arirj.com.br

 

Introdução ao Judaísmo:


A ARI sempre ofereceu um curso para aquelas pessoas interessadas em se aprofundar no conhecimento do judaísmo, com a possibilidade de uma eventual conversão, sendo que esta pode se dar por motivo de casamento ou por tendência totalmente individual.
Sob a supervisão do rabino e com a colaboração deste, esse curso tem a duração de aproximadamente um ano, cinco horas por semana.
Os participantes têm a oportunidade de conhecer nossas festas, ciclo da vida, ritmo semanal, orações, história, etc, analisados em todo o seu sentido. São expostos a nossas leis e tomam conhecimento da estrutura dos nossos livros canonizados, entre outros temas. Frequentam os serviços religiosos na nossa sinagoga.
Mas o curso vai muito, além disso, ao explorar com os alunos toda a mentalidade judaica, com seus conceitos importantes. Expõe-os a um aprofundamento das reflexões sobre o judaísmo de maneira que a religião judaica em geral seja bem entendida assim como cada questão em particular, dentro do seu contexto maior.
A diferença entre o judaísmo e outras religiões que possam eventualmente ter exercido a sua influência sobre algum interessado são amplamente discutidas.
Há, além do mais, palestras sobre a realidade de Israel hoje, sobre o Holocausto e o antissemitismo, sobre a imigração ao Brasil e os anos de fundação e a estrutura da ARI.
Os alunos são alfabetizados em hebraico.
Entrevistas regulares com o rabino são realizadas.
Este é um curso direcionado para que o adulto interessado possa fazer uma opção amadurecida. No caso de haver um casamento em vista, ou se o candidato a conversão já for casado, o cônjuge judeu deve participar de todo o processo. A circuncisão por um mohel é exigida para o homem, assim como o banho ritual (tevilá) para homem e mulher.
Paralelamente, a coordenação da “Introdução ao Judaísmo” participa do atendimento aos estudantes de escolas e universidades, leigas e religiosas, assim como a indivíduos independentes, que vêm se informar sobre o judaísmo para as mais diversas pesquisas.
É importante tomarmos conhecimento de que o interesse pelo judaísmo no meio não judaico cresce enormemente no Rio de Janeiro.

Fonte: Publicação ARI 40 Anos - 1983

14 de junho de 2012

OS MOVIMENTOS NO JUDAÍSMO




Uma das verdadeiras dificuldades que as pessoas que procuram o judaísmo têm é decidir qual movimento dentro do judaísmo escolher. No Brasil, fala-se em três movimentos principais; além destes, há o que podemos chamar de instituições religiosas tradicionais não filiadas a nenhum dos movimentos mas que carregam as tradições de onde vieram seus fundadores (Rússia, Romênia, Bessarábia, Hungria, Portugal, Egito, Líbano, etc.); bem como alguns judeus que não se filiam a nenhum dos grupos. Esta seção inclui informação sobre os três movimentos principais, por ordem alfabética: Conservador (ou Massortí), Ortodoxo e Reformista. Ao redor do mundo há ainda outros movimentos menores do judaísmo, como o movimento Reconstrucionista, por exemplo, que praticamente só existe nos EUA. Para informação específica sobre conversão para qualquer um dos movimentos, acesse o link "Mais Informações Sobre Conversão ao Judaísmo." O foco desta seção é a informação sobre os movimentos. É muito difícil generalizar acerca desses grupos, pois existe uma grande diversidade dentro de cada um dos movimentos. Assim, o primeiro e melhor passo para um candidato à conversão é pesquisar sobre cada grupo que lhe pareça interessante e, especialmente, conversar com o rabino ou dirigentes do movimento em questão a fim de agendar uma entrevista, ou mesmo uma visita à respectiva sinagoga local para assistir a um serviço religioso. Caso não existam sinagogas em sua cidade, é aconselhável entrar em contato inicialmente por meio de e-mail ou telefone e seguir os passos anteriormente citados. As descrições abaixo não são declarações oficiais de cada movimento e por isso constituem somente o ponto de vista do nosso site sobre cada um dos três principais grupos. Sugerimos que você contate os movimentos diretamente para receber uma declaração oficial e as regras de conversão de cada um. 

JUDAÍSMO CONSERVADOR/MASSORTÍ:

Este movimento é conhecido como Conservative Judaism nos EUA e como Movimento Massortí em outras partes do mundo. Nos EUA, representa cerca de 40% a 45% dos judeus filiados a um dos movimentos. O judaísmo conservador/massortí entende que o cumprimento da lei judaica (Halachá) por parte dos judeus é obrigatório. Portanto, os judeus conservadores têm a obrigação de obedecer a todos os ensinamentos (mitsvót, literalmente “mandamentos”) do judaísmo, como por exemplo, as leis relativas ao Shabat e a uma dieta casher. O movimento conservador/massortí defende que a lei judaica, por sua própria natureza, é passível de evolução na medida em que os indivíduos aprendem mais com a interpretação da Torá (em um sentido estrito, o Pentateuco, os cinco primeiros livros da Bíblia Hebraica; em um sentido amplo, o conjunto de todas as leis e tradições judaicas). Desse modo, o movimento conservador/massortí propõe novas interpretações à lei judaica. Assim como no movimento reformista, o serviço é igualitário e inclusivo: homens e mulheres sentam-se juntos nos serviços religiosos, compõem o minián (quorum mínimo de dez pessoas judias adultas para a realização de um serviço religioso público) e sobem ao púlpito para ler na Torá. Pode-se andar de carro no Shabat para ir à sinagoga e as mulheres podem ser ordenadas como rabinas. Na prática, muitos judeus conservadores/massortís são mais flexíveis no cumprimento de todas as leis religiosas, ou as obedecem somente em parte. A maior parte do serviço religioso nas sinagogas é feita em hebraico, com a inclusão de trechos traduzidos da liturgia ou de outras reflexões inspiradoras feitas na língua natal. O Judaísmo conservador/massortí é geralmente visto, talvez injustamente, como um meio termo entre os ortodoxos, à sua direita, e os reformistas, à sua esquerda. Os rabinos conservadores/massortís não celebram nem participam de casamentos ecumênicos ou inter-religiosos, que são os casamentos entre um judeu e um não-judeu. Vale a pena esclarecer que o casamento entre uma pessoa judia com outra nascida não-judia mas que se converteu ao judaísmo é um casamento judaico; assim sendo, um rabino conservador realizará esta união normalmente. No caso de conversão, os rabinos conservadores/massortís exigem que um candidato do sexo masculino faça o brit milá (circuncisão ritual); no caso do indivíduo já ser circuncidado, deve-se realizar uma cerimônia de hatafát dám para se retirar uma gota de sangue do pênis, “completando” então o brit milá. O mesmo é exigido dentro do movimento ortodoxo e reformista. Além disso, deve-se realizar a tevilá, ou seja, o ritual de imersão em um local de água corrente (na maioria das sinagogas há uma micvá, uma espécie de piscina alimentada por água das chuvas, especialmente preparada para este fim) e o comparecimento perante um bet din, uma corte religiosa. As candidatas também devem passar pelo mesmo ritual de imersão e comparecer perante o bêt din (veja a seção "O Processo de Conversão" para mais detalhes). Em geral os rabinos conservadores/massortís reconhecem as conversões feitas por rabinos de outros movimentos desde que as exigências ritualísticas tenham sido realizadas. As conversões nesse movimento são reconhecidas pelo Estado de Israel para efeitos de Aliá, a Lei do Retorno. Há diversos websites que representam o movimento conservador/massortí. Assim como os demais movimentos, o judaísmo conservador/massortí é composto de várias organizações. Nos EUA, isso inclui, por exemplo, a Rabbinical Assembly (Assembléia Rabínica), a Association of Conservative Rabbis (Associação dos Rabinos Conservadores) e a United Synagogue of Conservative Judaism, que é a associação das congregações conservadoras/massortís. O maior seminário rabínico do movimento é o JTS (Jewish Theological Seminary). No Brasil não há um website específico para todo o movimento conservador/massortí; cada sinagoga ou congregação tem o seu próprio site, entre os quais estão a ARI (Associação Religiosa Israelita) e a CJB (Congregação Judaica do Brasil) no Rio de Janeiro; a Comunidade Shalom e a CIP (Congregação Israelita Paulista) em São Paulo, sendo que esta última está filiada tanto ao movimento conservador/massortí quanto ao movimento reformista. 

JUDAÍSMO ORTODOXO:

 Nos EUA o judaísmo ortodoxo representa cerca de 10% dos judeus filiados. Judeus ortodoxos aceitam integralmente a Halachá e, diferentemente dos judeus conservadores/massortís, entendem que ela não é passível de modificação. A ortodoxia entende que as 613 mitsvót contidas na Torá são obrigatórias para todos os judeus. Eles acreditam que a Torá foi revelada diretamente por D-us; em decorrência disso, as suas leis são divinas e devem ser obedecidas. Assim, os ortodoxos são os mais tradicionais entre todos os grupos judaicos. Homens e mulheres sentam-se separados por uma mechitzá (divisória) nos serviços religiosos; somente os homens compõem o minián (quorum mínimo de dez homens judeus adultos para a realização de um serviço religioso público) e sobem ao púlpito para ler na Torá. Não é permitido andar de carro no Shabat nem para ir à sinagoga e não há rabinas ortodoxas. Na prática, os judeus ortodoxos tendem a cumprir as leis judaicas em áreas como manter o Shabat e seguir uma dieta casher. As exigências para a conversão ortodoxa são as mesmas que as do judaísmo conservador/massortí. A principal diferença entre eles é que os rabinos ortodoxos geralmente não aceitam as conversões praticadas por rabinos não-ortodoxos (conservadores/massortís e reformistas), pois não reconhecem o bet din (corte religiosa) formado para avaliar os conhecimentos e a convicção do candidato. Este fato tem causado uma polêmica considerável dentro da comunidade judaica, e é importante que os candidatos potenciais à conversão estejam cientes deste problema. As dificuldades surgem em casos específicos. Aqui vai um exemplo: uma mãe nascida não-judia foi convertida por um rabino não-ortodoxo e se casou com um homem judeu. Os filhos deste matrimônio foram criados como judeus, são considerados judeus pela comunidade em geral, mas não pelo movimento ortodoxo, pois a conversão da mãe não é reconhecida pelos ortodoxos (os filhos de uma mãe judia são automaticamente considerados judeus, mesmo que não tenham sido criados como judeus). Conseqüentemente, se um desses filhos desejar se casar com uma pessoa ortodoxa, um rabino ortodoxo se recusará a celebrar o casamento sem uma prévia conversão ortodoxa. Os rabinos ortodoxos não celebram nem comparecem a um casamento ecumênico. Cabe ressaltar que, em Israel, as conversões realizadas por todos os movimentos (ortodoxo, conservador/massortí e reformista) dentro e fora do Estado de Israel são legalmente reconhecidas, conferindo aos convertidos o direito de Aliá, a Lei de Retorno, que defende o direito de todo judeu morar em Israel. No entanto, o judaísmo ortodoxo é o único movimento cujos casamentos feitos em Israel são reconhecidos oficialmente; os casamentos feitos pelos demais movimentos só são reconhecidos em Israel se forem realizados no exterior. Há diversas organizações ortodoxas ao redor do mundo, com práticas diferentes. A Orthodox Union é a maior delas. No Brasil não há um website específico para todo o movimento; a organização mais conhecida é o Beit Chabad, que também tem alguns websites regionais. 

JUDAÍSMO REFORMISTA:

Nos EUA os reformistas representam cerca de 45% dos judeus filiados e são o maior grupo judaico norte-americano. No Brasil não há estatísticas a respeito, mas trata-se de um grupo minoritário. Embora não haja dados estatísticos precisos, acredita-se que a maioria dos judeus filiados sejam conservadores/massortí, e provavelmente a parcela de ortodoxos seja maior aqui do que nos EUA. É muito grande o número de judeus não-praticantes e/ou não filiados a quaisquer dos movimentos. Os judeus reformistas aceitam a lei judaica, porém colocam ênfase na autonomia moral dos indivíduos que decidem quais leis têm significado religioso para eles. No judaísmo reformista, o estudo da Torá, do Talmud e da Halachá são estimulados e considerados a fonte maior da tradição judaica, com o foco maior nas ações sociais e éticas baseadas nos escritos dos profetas. É importante mencionar que todos os movimentos judaicos apóiam e mantêm inúmeras entidades de cunho social, pois o conceito de tsedacá, justiça social, é fundamental dentro do povo judeu e considerado uma mitsvá, um mandamento. Geralmente, o serviço religioso reformista nem sempre é feito inteiramente em hebraico, como nos movimentos ortodoxo e conservador/massortí; muitas orações são feitas na língua natal e podem ser incluídos textos inspiradores. Assim como no movimento conservador/massortí, o serviço religioso é igualitário: homens e mulheres sentam-se juntos nos serviços religiosos, compõem o minián (quorum mínimo de dez pessoas judias adultas para a realização de um serviço religioso público) e sobem ao púlpito para ler na Torá. Pode-se andar de carro no Shabat para ir à sinagoga e as mulheres podem ser ordenadas como rabinas. O movimento reformista é muitas vezes considerado, inclusive por alguns dos seus próprios membros, como o mais flexível em termos de práticas religiosas. Por exemplo, a dieta casher é estimulada, mas não obrigatória. Atualmente todas as instituições judaicas reformistas oferecem comida casher dentro de suas sedes, numa tendência geral, dentro do movimento, de retorno às práticas tradicionais. O judaísmo reformista aceita a matrilinearidade (filhos de uma mãe judia são judeus), mas defende também a patrilinearidade sob certas condições. Assim sendo, considera também que os filhos de um pai judeu com uma mãe não-judia são judeus desde que tenham sido criados dentro do judaísmo, participem da vida judaica e se identifiquem publicamente como judeus por meio de diversas ações religiosas formais. Portanto, para o movimento reformista os filhos de um casamento desta natureza não precisam se converter para serem reconhecidos como judeus. O reconhecimento da patrilinearidade não é compartilhado pelos movimentos conservador/massortí e ortodoxo, que não reconhecem esses filhos como judeus. Conservadores e ortodoxos seguem apenas a matrilinearidade, ou seja, só reconhecem como judeus os filhos de uma mãe judia, seja ela nascida judia ou convertida de acordo com cada movimento. O potencial de problemas aqui é óbvio. O movimento reformista conta com o maior número de convertidos entre todos os movimentos. Famílias compostas por casamentos inter-religiosos são aceitas, e nos EUA há um programa efetivo para alcançar e incluir estas famílias no meio judaico. As conversões realizadas por rabinos reformistas, dentro e fora de Israel, são reconhecidas pelo Estado de Israel, conferindo aos convertidos o direito de Aliá, a Lei de Retorno, que defende o direito de todo judeu morar em Israel. Para mais informações, visite os websites do Movimento Reformista e da World Union for Progressive Judaism (WUPJ). No Brasil a única organização a representar o movimento reformista é a WUPJ for Latin America (em português, inglês e espanhol). 

IMPORTANTE! 

Por fim, é fundamental ressaltar que o chamado "judaísmo messiânico" não é um movimento judaico. Apesar de assim se auto-intitular, não faz parte do povo judeu e é completamente estranho ao mesmo, uma vez que nega a Unicidade de D-us (um dos princípios fundamentais do judaísmo) e desconsidera inúmeros requisitos necessários para a identificação do Messias. Esta premissa é compartilhada por todos os movimentos: “judaísmo messiânico” não é judaísmo. 

Créditos: Texto adaptado do site em inglês www.convert.org com a permissão de Barbara Shair Tradução: Fábio Lacerda Edição: Adriana Lacerda, Uri Lam e Mariane Dinis Adaptação para o judaísmo brasileiro: Uri Lam Agradecimentos especiais: Uri Lam, Mariane Dinis e Fernanda Goulart

3 de janeiro de 2010

SINAGOGAS NO RIO DE JANEIRO




Sinagoga Kehilat Yaacov (Denominação: Ortodoxa)
R. Cap. Alvares da Silva, 15
Copacabana, RJ
Tel: 2255-0191, 2236-3922
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


Sinagoga Kehilat Moriah (Denominação: Ortodoxa)
R. Pompeu Loureiro, 48
Tel.: 2235-3110
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


Congregação Religiosa Israelita Sinagoga Beth-El (Denominação: Ortodoxa)
R. Barata Ribeiro, 489
Tel.: 2548-5545
Email: bethel.sinagoga@ig.com.br
http://www.sinagogabethel.com.br


Sinagoga Maimônides (Denominação: Ortodoxa)
R. Barata Ribeiro, 489
Tel.: 2548-3413
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


Sociedade Educacional Beneficente Binyan Olam (Denominação: Ortodoxa)
R. Lacerda Coutinho, 53
http://www.nigraph.com.br/binyanolam
binyanolamrj@highway.com.br
Tel.: 2255-2764
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


Centro Cultural Israelita Bircat Abraham
cciba@ig.com.br
Tel.: 3208-5663 - 3208-5664
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


Sinagoga Agudat Israel (Denominação: Ortodoxa)
R. Nascimento Silva, 109
Ipanema / Leblon
Tel.: 2294-3138
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


Associação Cultural Beneficente Beit Lubavitch (Denominação: Ortodoxa)
lubavitch.rio@openlink.com.br
Tel: 2294-3138, 2267-5567
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


Sinagoga Beit Aaron (Denominação: Ortodoxa)
R. Gago Coutinho, 48
Laranjeiras / Botafogo
Tel: 2225-3507
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


União Israelita Shel Guemilut Hassadim (Denominação: Ortodoxa)
R. Rodrigo de Brito, 37
Laranjeiras / Botafogo
sinagoga.shel@openlink.com.br
Tel: 2541-7449 – 2541-7391
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:

Associacao Religiosa Israelita - ARI (Denominação: Reformada)
Rua General Severiano 170
Rio de Janeiro RJ 22290-040
Brazil
Tel: 55 21 543 6320, 55 21 295 6599
Fax.: 55 21 542 6499
Email: ariadm@openlink.com.b
Rabino Sergio Margulies
rabsm@openlink.com.br
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:

Grande Templo Israelita do Rio de Janeiro (Denominação: Ortodoxa)
R. Tenente Possolo, 8
Centro / Tijuca
Tel: 2232-3656
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:



Sinagoga Ben Yehuda Monte Sinai (Denominação: Ortodoxa)
R. São Francisco Xavier, 104
Centro / Tijuca
Tel: 2284-9812
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:

Associação Beneficente Israelita União (Denominação: Ortodoxa)
R. Sta. Alexandrina, 446
Centro / Tijuca
Tel: 2273-7626, 2502-5522
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:

Sociedade Israelita Religiosa Beneficente Sefaradita do Rio de Janeiro – Templo União Israel (Denominação: Ortodoxa)
R. José Higino, 375
Centro / Tijuca
tuirj@ig.com.br
Tel: 2288-1753, 2238-3995
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:

Sociedade Israelita Templo Sidon (Denominação: Ortodoxa)

R. Conde de Bonfim, 521
Centro / Tijuca
Tel: 2268-3392
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


Sinagoga Família Safra (Denominação: Ortodoxa)
R. Afonso Pena, 171
Centro / Tijuca
Tel: 2569-3958
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


Sinagoga Talmud Torah Hertzlia (Denominação: Ortodoxa)
R. Ibituruna, 37
Centro / Tijuca
Tel.: 2569-0505
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


Sociedade Israelita Sinagoga Beirutense (Denominação: Ortodoxa)
R. Carvalho Alvim, 467
Centro / Tijuca
Tel: 2582-6106, 2582-6107, 254-8898
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


União Beneficente Magen David (Denominação: Ortodoxa)
R. Visc. Cabo Frio, 29
Centro / Tijuca
Tel.: 2258-6172
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


Lar da Velhice Israelita Religiosa (Denominação: Ortodoxa)
Av. Geremário Dantas, 278
Jacarepaguá/
Barra Tijuca
Tel: 3392-5703, 3392-1230
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


Congregação Judaica do Brasil – CJB (Denominação: Liberal)
R. Prof. Milward, 65
Jacarepaguá/Barra Tijuca
http://www.cjb.org.br
cjb@marlin.com.br
Tel: 2493-5735
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:

Sinagoga Beit Yehuda Meir (Denominação: Ortodoxa)
R. Lucídio Lago, 326
Méier
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


Sinagoga Ahavat Shalom (Denominação: Ortodoxa)
R. Juvenal Galeno, 29
Olaria
Tel: 2560-5424
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


Sinagoga Centro Isr. Niterói (Denominação: Ortodoxa)
R. Visc. Uruguai, 255
Niterói
Tel: 2620-8598
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


Sinag. da Yeshiva Colegial (Denominação: Ortodoxa)
R. Cel. Duarte Silveira, 1246
Petrópolis
Tel: (24) 2237-6952
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


Congregação Judaica P´Nei Or
ryallouz@compuland.com.br

Sinagoga Isr. Brasileira (Denominação: Ortodoxa)
Av. Aureliano Coutinho, 48
Petrópolis
Tel: 24-2242-6707
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


Sinagoga Shalom (Denominação: Ortodoxa)
Av. Oliveira Botelho, 112
Teresópolis
Tel: 2642-6919
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


Sociedade União Isrelense de Campos dos Goytacazes (Denominação: Ortodoxa)
R. Consº. Otaviano, 84/404
Campos dos Goytacazes
Tel: (24) 2722-1727
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:

CANÇÃO L'CHA - CANTADA POR JOVENS JUDEUS ORTODOXOS

CANÇÃO L'CHA - CANTADA POR JOVENS JUDEUS ORTODOXOS

16 de outubro de 2008

JUDAÍSMO: A RELIGIÃO MONOTEÍSTA MAIS ANTIGA DO MUNDO

O judaísmo não é uma religião missionária, apesar de aceitar conversões, não busca converter pessoas

BBC Brasil - Quinta, 11 de setembro de 2003




O judaísmo é a mais antiga das quatro religiões monoteístas do mundo e a que tem o menor número de fiéis. Ao todo são cerca de 12 a 15 milhões de seguidores. Segundo analistas, se não houvesse o Holocausto - matança em massa de judeus, ocorrida entre as décadas de 30 e 40 no século 20 -, o número de judeus seria de 25 a 35 milhões em todo o mundo. E muitos deles viveriam na Europa.

Atualmente, a maioria dos judeus vive em Israel e nos Estados Unidos. Na Europa, a maior comunidade judaica encontra-se na França. O judaísmo não é uma religião missionária, à procura de converter pessoas. Aqueles que se convertem, no entanto, devem observar os preceitos da Torá (a lei judaica), que incluem, entre outras coisas, a circuncisão masculina.

Origens
O começo do judaísmo como uma religião estruturada acontece com a transformação dos judeus em um povo influente através de reis como Saúl, Davi e Salomão, que construiu o primeiro templo em Jerusalém. Mas em cerca de 920 a.C, o reino de Israel se dissolve, e os judeus começam a se dividir em grupos. Essa foi a época chamada de Era dos Profetas. Em cerca de 600 a.C, o templo é destruído e a liderança israelita assassinada.



Vários judeus foram enviados para a Babilônia. Apesar de alguns serem autorizados a retornar a casa, muitos permaneceram no exílio formando aí a primeira Diáspora, que significa "viver afastado de Israel".

Os pilares da fé
Segundo os judeus, existe somente um Deus, todo-poderoso que criou o universo e tudo o que nele há. Os judeus acreditam que Deus tenha uma relação especial com o seu povo, consolidada no pacto que fez com Moisés no Monte Sinai, 3,5 mil anos atrás.

O local de culto dos judeus é a sinagoga. O líder religioso de uma comunidade judaica é chamado de rabino. Ao contrário de líderes de outros credos religiosos, o rabino não é um sacerdote e não goza de status religioso especial.

O dia da semana sagrado para os judeus é o sábado, ou sabat, que começa com o pôr do sol na sexta-feira e termina com o pôr do sol no sábado. Durante esse dia, judeus ortodoxos tradicionais não fazem nada que possa ser considerado trabalho. Entre as atividades proibidas estão dirigir e cozinhar.



Fundamentos da Fé Judaica
Analistas definem a essência de ser judeu como participar de uma comunidade judaica e viver de acordo com as tradições e leis judaicas. O judaísmo é um modo de vida fortemente associado a um sistema de fé e convicções religiosas.

O judaísmo surgiu em Israel há cerca de 4 mil anos. Tanto o cristianismo como o islamismo - até certo ponto - derivam do judaísmo. O judaísmo não estabelece doutrinas ou credos, mas é uma religião que segue a torá, interpretado como a orientação de Deus através das escrituras.

Os judeus vivem sob um pacto com Deus, segundo eles, não para benefício próprio, mas para o benefício de todo o mundo. O grande estudioso do judaísmo Hillel (que viveu entre 70 a.C e 10d.C) resumiu assim o significado da religião: "Não faça a seu próximo aquilo que não gostaria que fosse feito a você. Esse é o centro da lei judaica, o resto são meras observações".

Judeus e fé
Os judeus acreditam que os seres humanos foram feitos à semelhança de Deus. Obedecer a "lei" é fazer a vontade de Deus e demonstrar respeito e amor por Deus. É por isso que judeus religiosos seguem certas práticas espirituais sem precisar de razões extra-religiosas para obedecer as regras.

Um exemplo para isso seria a obediência às leis gastronômicas do costume judaico. Todos os judeus têm uma forte ligação com Israel, que seria a terra prometida por Deus a Abraão, e à cidade considerada sagrada de Jerusalém.

Livros sagrados
A Torá, ou a Bíblia hebraica que é chamada pelos cristãos de Velho Testamento, reúne especialmente os cinco primeiros livros da Bíblia cuja autoria é atribuída a Moisés, o chamado Pentateuco. Pelo menos uma cópia da Torá, em hebraico, é guardada em cada sinagoga em forma de pergaminho. O Talmud, um compêndio da lei e comentários sobre a Torá aplicando a situações contemporâneas e circunstâncias variadas.

O símbolo do judaísmo é a "MAGEN" (Estrela em Hebraico) chamada de estrela de Davi. Muitas pessoas se consideram judias sem tomar parte em nenhuma das práticas religiosas ou até mesmo sem aceitar os fundamentos do judaísmo, mas somente pelo fato de se identificarem com o povo judeu e por seguirem os costumes gerais de um estilo de vida judaico. Entretanto, caso não haja uma conversão formal, essas pessoas permanecem não judias.

Festivais
No judaísmo, o chanuká, o festival das luzes, é comemorado com a preparação de tradicionais bolos de batata e muitas velas acesas. O chanuká é interpretado hoje em dia como um símbolo da sobrevivência do povo judeu. Panquecas de batatas, Latkes, um dos pratos preferidos para o Chanuká.

Em países cristãos onde o Natal é a festa mais importante no fim de ano, o chanuká tornou-se uma espécie de equivalente judaico. É comum presentear as crianças nessa época.




Deus e o Messias
Os judeus acreditam na existência de somente um Deus que criou o universo e continua responsável pela sua manutenção. Segundo o judaísmo, Deus sempre existiu e sempre vai existir. Ele não pode ser visto ou tocado.

Entretanto, Deus pode ser conhecido através do louvor e se pode chegar mais perto de Deus através de estudos e a prática da fé. Deus separou os judeus como povo escolhido para servirem de exemplo para o resto da humanidade.

Deus deu a torá aos judeus como uma guia para obediência e uma vida santa que Ele quer que os judeus tenham. Os judeus acreditam que "o Messias", que é uma pessoa especialmente ungida por Deus, (o que significa particularmente enviada) um dia virá ao mundo. A chegada do Messias vai trazer consigo uma era de paz. Os judeus não adorarão o Messias, ou seja, ele somente trará uma era de paz.



Definição de Deus
Para o judaísmo, Deus existe e é somente um. Ele não pode ser dividido em diferentes pessoas, como se crê no cristianismo. Entre os outros princípios dos judeus em relação a Deus, estão:

# Judeus devem adorar somente um Deus e não outros deuses.
# Deus é transcendental, está acima de qualquer coisa.
# Deus não tem um corpo, ou seja não é masculino, nem feminino.
# Ele criou o universo sem ajuda.
# Deus é onipresente e onipotente.
# Deus é atemporal. Sempre existiu e sempre vai existir.
# Deus é justo, mas também é misericordioso.
# Ele é um Deus pessoal e acessível. Deus se interessa por cada um individualmente, ouve a todos individualmente e fala com as pessoas das mais diferentes e surpreendentes formas.

Família
O judaísmo é uma religião da família. Os judeus se consideram parte de uma comunidade global com laços estreitos com outros judeus. Grande parte da fé judaica é baseada nos ensinamentos recebidos no lar e nas atividades em família.

A cerimônia de circuncisão, por exemplo, acontece no oitavo dia de vida de um bebê do sexo masculino (Brit Milá), seguindo assim as instruções que Deus deu a Abraão, 4 mil anos atrás. Um outro exemplo é a refeição do sabat celebrada em família.



Os vários tipos de judaísmo
Os judeus estão divididos de acordo com suas práticas religiosas e origens étnicas. Há dois grupos de judeus, um originário da Europa Central, conhecido como Askenazi, e outro com raízes na Espanha e no Oriente Médio chamados de sefarditas.

As principais divisões baseadas na fé e na prática religiosas são: Judeus ortodoxos, conservadores e reformistas.

Judeus ortodoxos acreditam que a torá e o talmud foram revelados por Deus diretamente ao povo israelita. Por isso, eles consideram estas escrituras a palavra de Deus e a autoridade máxima para estabelecer as diretrizes e tradições do judaísmo. Eles obedecem estritamente as leis religiosas. Eles vivem em comunidades separadas e seguem seus próprios costumes. De uma certa forma, eles vivem isolados do mundo que os cerca. Os ultra-ortodoxos, um dos grupos que mais crescem entre os judeus, preferem o nome "haredi", em vez de ultra-ortodoxos.

Os judeus conservadores se localizam em uma espécie de meio termo entre os ortodoxos e judeus reformistas. Os conservadores também são conhecidos como masorti.

Judeus reformistas e judaísmo humanístico
Os judeus reformistas adaptaram sua fé e costumes à vida moderna e incorporaram as descobertas que estudiosos contemporâneos fizeram sobre os primeiros judeus. O movimento da reforma começou no início do século 19, na Alemanha.

Esse grupo não considera a torá e o talmud como a palavra real de Deus, mas como escrituras de seres humanos inspirados por Deus.

Judeus reformistas
Esse grupo crê que os textos da torá e do talmud podem ser reinterpretados para adaptar-se a tempos e espaços diferentes. Com base nesta leitura, homens e mulheres podem sentar juntos em uma sinagoga reformada, ao contrário de uma sinagoga ortodoxa, onde seriam segregados.

Mas há muitos elementos do judaísmo que são conservados como imutáveis pelos judeus reformistas, ainda que eles não observem outros preceitos básicos em outras áreas da religião. Uma característica fundamental do judaísmo reformista é a justiça social, o que tem levado muitos judeus reformados a liderar movimentos ativistas políticos.

Os judeus reformistas formam o maior grupo de fiéis do judaísmo nos Estados Unidos, onde também existe um movimento para resgatar as práticas tradicionais da adoração a Deus. O judaísmo reformista também é forte na Grã-Bretanha, onde existe uma versão mais tradicional que a praticada nos Estados Unidos. O equivalente britânico mais próximo do judaísmo reformista é o movimento liberal.

A corrente reconstrucionista e judaísmo humanístico são movimentos modernos americanos que não aceitam os elementos sobrenaturais encontrados em outros tipos de judaísmo.

25 de setembro de 2008

DENOMINAÇÕES JUDAICAS: MOVIMENTO ORTODOXO

JUDAÍSMO ORTODOXO.


Jovem "haredi" (Ortodoxo em Hebraico) examina um "Etrog" (Fruta aromática da família do limão), usada durante as comemorações do "Sukkot" (Festa dos Tabernáculos)

Nos EUA o judaísmo ortodoxo representa cerca de 10% dos judeus filiados. Judeus ortodoxos aceitam integralmente a Halachá e, diferentemente dos judeus conservadores/massortís, entendem que ela não é passível de modificação. A ortodoxia entende que as 613 mitsvót contidas na Torá são obrigatórias para todos os judeus. Eles acreditam que a Torá foi revelada diretamente por D-us; em decorrência disso, as suas leis são divinas e devem ser obedecidas. Assim, os ortodoxos são os mais tradicionais entre todos os grupos judaicos. Homens e mulheres sentam-se separados por uma mechitzá (divisória) nos serviços religiosos; somente os homens compõem o minián (quorum mínimo de dez homens judeus adultos para a realização de um serviço religioso público) e sobem ao púlpito para ler na Torá. Não é permitido andar de carro no Shabat nem para ir à sinagoga e não há rabinas ortodoxas. Na prática, os judeus ortodoxos tendem a cumprir as leis judaicas em áreas como manter o Shabat e seguir uma dieta casher.

As exigências para a conversão ortodoxa são as mesmas que as do judaísmo conservador/massortí. A principal diferença entre eles é que os rabinos ortodoxos geralmente não aceitam as conversões praticadas por rabinos não-ortodoxos (conservadores/massortís e reformistas), pois não reconhecem o bet din (corte religiosa) formado para avaliar os conhecimentos e a convicção do candidato. Este fato tem causado uma polêmica considerável dentro da comunidade judaica, e é importante que os candidatos potenciais à conversão estejam cientes deste problema.

As dificuldades surgem em casos específicos. Aqui vai um exemplo: uma mãe nascida não-judia foi convertida por um rabino não-ortodoxo e se casou com um homem judeu. Os filhos deste matrimônio foram criados como judeus, são considerados judeus pela comunidade em geral, mas não pelo movimento ortodoxo, pois a conversão da mãe não é reconhecida pelos ortodoxos (os filhos de uma mãe judia são automaticamente considerados judeus, mesmo que não tenham sido criados como judeus). Conseqüentemente, se um desses filhos desejar se casar com uma pessoa ortodoxa, um rabino ortodoxo se recusará a celebrar o casamento sem uma prévia conversão ortodoxa. Os rabinos ortodoxos não celebram nem comparecem a um casamento ecumênico.



Cabe ressaltar que, em Israel, as conversões realizadas por todos os movimentos (ortodoxo, conservador/massortí e reformista) dentro e fora do Estado de Israel são legalmente reconhecidas, conferindo aos convertidos o direito de Aliá, a Lei de Retorno, que defende o direito de todo judeu morar em Israel. No entanto, o judaísmo ortodoxo é o único movimento cujos casamentos feitos em Israel são reconhecidos oficialmente; os casamentos feitos pelos demais movimentos só são reconhecidos em Israel se forem realizados no exterior.

Há diversas organizações ortodoxas ao redor do mundo, com práticas diferentes. A Orthodox Union é a maior delas. No Brasil não há um website específico para todo o movimento; a organização mais conhecida é o Beit Chabad, que também tem alguns websites regionais.