12 de abril de 2009

LÍDERES RELIGIOSOS CRISTÃOS OU TEÓLOGOS CONVERTIDOS AO JUDAÍSMO NOS EUA

"Mas Rabino Kuschner, o nome de família Fitzpatrick não soa judeu, indagou um estudante durante o processo de conversão ao Judaísmo. Não se preocupe, ele soará, ele soará; respondeu Kuschner”.
(Do livro: Escolhendo uma vida judaica – Autora: Anita Diamant)






• Asher Wade – Ex-pastor metodista; converteu-se após ter estudado a história do Holocausto em 1978 ao Judaísmo Ortodoxo.
• Shlomo Ben Avraham "Ole" Brunell - Ex-ministro luterano na Finlândia e Austrália. Juntamente com sua esposa Ruth (Ex Runa), 2 filhas adultas, 2 filhas adolescentes e um ex-genro também converteram-se ao Judaísmo Ortodoxo.
• Geza Vermes - Especialista nos Escritos do Mar Morto e ex-padre católico, retornou ao Judaísmo.
• JoAnn Fay - Freira convertida ao Judaísmo em 1980.
• John David Scalamonti – Ex-padre católico, converteu-se em 1972 ao Judaísmo Ortodoxo.
• John Hove – Expastor luterano convertido ao Judaísmo Ortodoxo em 1988.
• Yaakov Parisi – Ex-ministro cristão em Oklahoma (nasceu católico).
• Sheldon Christopher Smith – Ex-pastor pentecostal convertido ao Judaísmo em 1987.
• Thomas Roper – Ex-ministro batista convertido ao Judaísmo Ortodoxo.
• Gavriel Sanders – Ex-ministro pentecostal e missionário em Israel, convertido ao Judaísmo Ortodoxo. Ele serviu como membro do grupo “Judeus para o Judaísmo”, antes de mudar-se para a Costa Leste dos EUA.
• Tonica Marlow – Ex-ministra evangélica e filha de um pastor pentecostal. Ela converteu-se ao Judaísmo Ortodoxo.
• Aharón Calderón – Ex-monge católico de um monastério na América do Sul, converteu-se ao Judaísmo Ortodoxo.
• Armando Quiros – Ex-padre católico convertido ao Judaísmo Ortodoxo.
• Julie Galambush – Ex-ministra batista norte-americano ,converteu-se ao Judaísmo.
• Michael Flanagan – Ex-ministro batista, sua sogra, esposa e 2 filhos adultos, netos e nora converteram-se ao Judaísmo Ortodoxo.
• Ahuva Gray - Serviu como ministra cristã na African American community em Chicago e Los Angelespor 14 anos. Em 1996, ela tornou-se uma judia ortodoxa.
• Nobutaka Hattori – Ex-ministro protestante japonês, converteu-se ao Judaísmo Ortodoxo.
• Carlos Samuel Salas – Ex-ministro metodista, converteu-se ao Judaísmo Ortodoxo.
• David N. Weiss – Ex-ministro presbiteriano (nascido judeu), retornou ao Judaísmo e atualmente é um escritor de sucesso residindo em Los Angeles. [45]
• Abraham Carmel – ex-padre anglicano e católico, converteu-se ao Judaísmo Ortodoxo.
• Mariano Otero – Ex-ministro pentescostal radicado no sul da Flórida, atualmente um contra-missionário.
• Timothy Olivieri – Ex-diácono católico convertido ao Judaísmo Reformista.
• Jack Saunders – Ex-ministro.
• Carole Le Faivre-Rochester – Ex-freira dominicana que converteu-se ao Judaísmo em 1989.
• William G. Dever – Ex-ministro evangélico, convertido ao Judaísmo que tornou-se um especialista na Biblia de fama internacional.
• Yaakov Ephraim Parisi – Ex-ministro pentecostal.
• Ary'el Tsion – Conhecido anteriormente como “Bert Woudwijk”, um pastor messiânico na Holanda.
• Leon Fundo – Ex-pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia.
• Moriya Webster – Ex-membro da Igreja Mundial do Bom Pastor.
• Dov Heller – Ex-ministro e missionário.
• Benjamin Klugger – Ex-missionário pentecostal, atualmente um judeu ortodoxo e líder de uma organização anti-missionária.
• Paul Tan – Ex-ministro evangélico em Singapura e toda sua congregação que estão voltando-se ao Judaísmo.
• Julius Ciss – Ex-missionário judeu messiânico.
• Hector Flores – Ex-ministro evangélico, convertido juntamente com 100 membros de sua igreja em Houston (TX).
• George Belloni – Ex-editor do jornal Messianic Times, retornou ao Judaísmo.
• Samuel Golding – Ex-ministro cristão.
• Kenneth Cox – Ex-padre católico.
• Skipp Porteous – Ex-ministro pentecostal.
• Penina Taylor – Ex-líder judeu messiânico.
• Shmuel Yakobi – Ex-pregador indígena.
• Barrie Wilson – Especialista na Bíblia, autor e educador.
• Lawrence Hamilton – Ex-ministro luterano.
• Celia Futch-Rogow – Ex-ministro metodista.
• Efraim Uba – Nascido católico, tornou-se posteriormente um clérico messiânico na Nigéria e dedepois deixou essa denominação cristã para converter-se ao Judaísmo.

5 de abril de 2009

LISTA DE ESTRANGEIROS FAMOSOS CONVERTIDOS AO JUDAÍSMO

Conforme a Halahah (Lei Judaica) somente é judeu aquele indivíduo cuja mãe era judia na ocasião do seu nascimento ou se ele converteu-se oficialmente ao Judaísmo. Uma vez oficializada a conversão, a pessoa é considerada judia em todos os aspectos (responsabilidades e privilégios) e evita-se mencionar o fato para impedir a discriminação entre os judeus de nascimento - "O nome dos conversos é mais aromático que o cheiro dos sacrifícios oferecidos a mim no Templo" (Torah).

Muitas pessoas converteram-se ao Judaísmo após a destruição do Segundo Templo em Jerusalém e, conseqüentemente, durante a expansão romana na Europa. Com o passar dos séculos, seus descendentes expalharam-se por o Velho Mundo e Ásia.




• Abraham ben Abraham Potacki, Polonês, famoso "Ger Tzedek." (ex-católico)
• Moses ben Abraham
• Moses ben Avraham Avinu
• Aquila of Sinope, Tradutor da Bíblia
• Tom Arnold, ator
• Rafael Cansinos Assens, poeta, tradutor e escritor espanhol
• Abraham of Augsburg
• Carroll Baker, atriz vencedora do Emmy Award
• Elizabeth Banks, atriz vencedora do Emmy Award
• Steve Bedwell, comediante australiano
• Polly Bergen, atriz vencedora do Emmy Award
• Dany Boon, comediante francês
• Ralph Michael Brekan, artista pop internacional
• Elizabeth Brewster, poeta canadense
• May Britt, atriz
• Geraldine Brooks ,jornalista australiana vencedora do Pulitzer Prize
• Campbell Brown, repórter norte-americana e âncora da NBC (ex-católico)
• Drew Bundini Brown, treinador assistente do ex- lutador de box Muhammad Ali
• Sarah Brown, atriz
• Eddie Butler, cantor israelense
• Yisrael Campbell, comediante (ex-católico)
• Kate Capshaw, atriz (ex-metodista)
• Nell Carter, cantora e atriz
• Cristian Castro, cantor pop mexicano e candidato ao Grammy Award
• Elizabeth Jane Caulfield, lingïsta e compositora
• Connie Chung, jornalista norte-americana e repórter dos canais NBC, CBS, ABC, CNN, e MSNBC
• Warder Cresson, político
• Jim Croce, cantor e compositor
• William Holmes Crosby, Jr., cientista especializado em Hematologia
• Sammy Davis, Jr., cantor
• William G. Dever, arqueologista
• Jacqueline du Pré, compositora
• Patricia Duff, ativista política
• Hank Eng, político chinês-americano
• Miss Elizabeth (Elizabeth Ann Hulette), gerente de esportes (Wrestling)
• Isla Fisher, modelo e atriz (ex-metodista)
• Luke Ford, jornalista
• Aaron Freeman, jornalista e comediante (ex-católico)
• Soleil Moon Frye, atriz, diretora e escritora norte-americana
• Capers Funnye (ex-metodista)
• Steve Furness
• Lord George Gordon, político
• Carolivia Herron, autora (ex-batista)
• Natan Gamedze, línguista e mermbro da realeza Swazi, agora um rabino ortodoxo
• Sacha Gironde, filósofo francês
• Lars Gustafsson, professor de Filosofia da University of Texas
• Mary Hart (* 1950) apresentadora de televisão
• Carolivia Herron, escritora infantil
• Monica Horan, atriz
• Joel Horlen
• Carolyn Jones, atriz
• Thomas Jones (ex-católico)
• Yitzchak Jordan, rapper convertido ao judaísmo ortodoxo (ex-batista)
• Jon Juaristi, escritor espanhol
• Skip Jutze
• Semei Kakungulu
• Felicity Kendal, atriz
• Cameron Kerry, política, irmã de John Kerry (ex-católica)
• Jamaica Kincaid, autor
• John King, jornalista norte-americano (ex-católico)
• Mathilde Krim, presidente fundadora da amfAR (pesquisa da AIDS)
• Lenny Kuhr, compositor e cantor holandês
• Anthony Lake, diplomata norte-americano
• Dr. Laura, apresentadora de rádio
• Nahida Lazarus, autor alemão
• John Lehr, ator e comediante norte-americano
• Julius Lester, filho de um ministro metodista e escritor de livros infantis (ex-metodista)
• Elliott Maddox, ex-jogador de baseball
• Richard Marceau, político canadense
• Sam McCullum
• Anne Meara (* 1929) atriz e comediante canadense e exposa de Jerry Stiller (ex-católica)
• Adah Isaacs Menken, atriz teatral
• Marilyn Monroe, atriz (ex-Christian Scientist)
• Santa Montefiore, novelista
• Tommy Motolla
• Françoise Mouly designer francesa
• Jeff Newman, ex-jogador de baseball
• Martha Nussbaum, filósofa norte-americana e professora da University of Chicago
• Bob Nystrom, ex-jogador NHL
• Rebecca Pidgeon, atriz, escritora e cantora
• Lorna Patterson, atriz norte-americana
• Bob Plager
• Moses Prado, professor de línguas clássicas na University of Marburg
• Roger Rees, ator
• Mary Doria Russell, autora norte-americana (ex-católica)
• Jackie Sandler, atriz norte-americana
• Jean-Paul Sartre, filósofo
• Norma Shearer, atriz
• Shyne, rapper Belizean–norte-americano
• Karol Sidon, rabino ortodoxo tcheco, escritor e compositor
• Daniel Silva, escritor de suspenses norte-americano
• Dubrovin Stanislav
• Kim Stanley, da biografia "Female Brando: The Legend of Kim Stanley" por Jon Krampner, 2006
• Venetia Stanley, socialite
• Joseph Abraham Steblicki (ex-católico)
• Margo Stilley, atriz norte-americana
• Annette Taddeo, empresário e candidata democrata ao Congresso em 2008
• Elizabeth Taylor, atriz (ex-Christian Scientist)
• Karen Tintori, escritora norte-americana (ex-católica)
• Andre Bernard Tippett, ex-jogador de futebol americano (ex-batista)
• Jacob Tirado
• Ivanka Trump
• Bob Tufts
• Ike Turner, músico norte-americano, filho de um pastor batista
• Chris Van Allsburg, escritor infantil
• Conrad Veidt, ator alemão
• Grace Lee Whitney, atriz (ex-metodista)
• Mare Winningham, atriz e cantora (ex-católica)
• Jackie Wilson, cantor norte-americano
• Steve Yeager
• Catherine Zelazowska, martir polonesa
• Nikki Ziering, modelo

28 de março de 2009

CULTURA DA ANDALUSIA (AL-ANDALUS) - INFLUÊNCIA JUDAICA NA PENÍNSULA IBÉRICA

Durante a Reconquista da Península Ibérica pelos reis católicos (Fernando de Aragão e Isabela de Castela), uma outra importante influência cultural, originada no Oriente Médio, estava presente em Al-Andalus (Nome dado à península em árabe na época - Ano 711): OS JUDEUS.



Beneficiando-se de uma relativa tolerância étnica e religiosa, devido à lei islâmica, em comparação com países cristãos, que formam um importante grupo étnico, com as suas próprias tradições, ritos, e música e, provavelmente, reforçou o elemento básico da cultura e da forma musical de Al -Andalus (Península Ibérica). Alguns como o flamenco "palos Peteneras" e "saetas" são atribuídos à uma direta origem judaica.

15 de março de 2009

JUDEUS EM PORTUGAL




A conquista da Lusitania pelo Império Romano e a posterior destruição de Jerusalém em 70 d.C., que obrigou os judeus a se dispersarem pelo mundo ("Diáspora judaica"), fez com que um grande contingente de hebreus buscassem um novo lar na Península Ibérica (ou para ali fossem deportados, como ocorreu no tempo do imperador Adriano). Embora não se saiba exatamente quando se iniciou tal movimento migratório, a presença de judeus no território que futuramente constituiria Portugal pode ser comprovada a partir do século VI d.C., pela descoberta de inscrições funerárias na freguesia de Lagos da Beira.

. Perseguições aos judeus

Com o advento do Cristianismo, leis discriminatórias contra os judeus começaram a ser aprovadas - primeiro, pelos romanos, e depois pelos bárbaros Visigodos que invadiram a península em 409 d.C.. Entre outras coisas, foram proibidos os casamentos mistos entre judeus e cristãos e até mesmo instituída uma conversão forçada ao cristianismo (a qual não parece ter surtido grande efeito, visto que outras conversões em massa foram realizadas ao longo da História).
Em 711 d.C., tropas mouras invadem a Península Ibérica e derrotam os visigodos. Os mouros foram encarados como libertadores pelos judeus, uma visão até certo ponto correta, visto que cristãos, judeus e sabeus (uma categoria nebulosa que incluía os hindus, por exemplo), eram incluídos pelos muçulmanos no grupo dos "Povos do Livro" (Bíblia, Torá etc). Os indivíduos que professavam tais crenças podiam continuar a praticá-las sob domínio islâmico, desde que pagassem uma taxa (a jizya) aos governantes e respeitassem as leis islâmicas.

. Da Reconquista ao sequestro dos inocentes

Com a Reconquista da Península Ibérica pelos cristãos, os judeus passaram a temer novamente pela sua sorte. Todavia, pelo menos em Portugal até meados do século XV, eles gozaram de relativa liberdade, embora tivessem de pagar impostos escorchantes. Obtiveram mesmo grande destaque na vida pública portuguesa, como diplomatas, conselheiros reais, administradores, médicos, matemáticos, astrônomos, comerciantes e banqueiros (embora a maior parte da população judaica fosse composta de pessoas com profissões bem mais modestas, a saber, alfaiates, sapateiros, tecelões, pastores e pequenos comerciantes). Tal projeção começou a gerar descontentamento entre o povo, que sentia estar "a cristandade submetida à jurisdição judaica" (conforme queixou-se um frade em carta a Dom Afonso V). Tal clima de insatisfação generalizou-se e os judeus começaram a ser vítimas de perseguições e violência por parte de populares.
A situação na Espanha a partir de meados do século XIV já prenunciava o destino que esperava os judeus portugueses. Em Toledo, em 1355, 12 mil judeus morreram vítimas de perseguição religiosa; o número atingiu 50 mil em Palma de Mallorca, em 1391. Com o início das operações da Inquisição em 1478, o temor se espalhou entre os judeus da Espanha. Temendo pela própria sorte, milhares se converteram ao catolicismo, enquanto outro tanto buscou refúgio em Portugal. O volume de refugiados aumentou dramaticamente quando em 1492 foi decretada a expulsão dos judeus da Espanha.
Esse grande contigente de fugitivos sem bens e dinheiro (alguns historiadores avaliam que após a Expulsão, os judeus constituíam cerca de 1/4 da população portuguesa), acirrou os ânimos dos portugueses. Além da ira popular, os imigrantes tiveram de lidar com a esperteza de Dom João II, que vislumbrou uma oportunidade de lucrar com a desgraça alheia: o rei instituiu a cobrança de dois escudos por cada imigrante, para que pudessem permanecer em Portugal por oito meses. Como ao fim do prazo de permanência os judeus não conseguiram sair de Portugal (não havia navios suficientes para transportá-los - ou assim foi dito), o rei ordenou que fossem vendidos como escravos. As crianças entre dois e dez anos foram tiradas de seus pais, batizadas e levadas para colonizar a ilha de São Tomé e Príncipe (onde ainda vivem seus descendentes, os quais, como prova de extrema resistência cultural, ainda conservam alguns costumes judaicos).

. Da Expulsão ao Pogrom de Lisboa

Com a ascensão de Dom Manuel I ao trono português, em 1495, os castelhanos escravizados foram libertados. Todavia, o casamento anunciado do rei com a princesa Isabel da Espanha colocou os judeus novamente em clima de tensão. Isto porque o contrato de casamento incluía uma cláusula que exigia a expulsão dos hereges (mouros e judeus) do território português. O rei tentou fazer com que a princesa reconsiderasse (já que precisava dos capitais e do conhecimento técnico dos judeus para o seu projeto de desenvolvimento de Portugal), mas foi tudo em vão. Em 5 de Dezembro de 1496, Dom Manuel assinou o decreto de expulsão dos hereges, concedendo-lhes prazo até 31 de Outubro de 1497 para deixar Portugal. Aos judeus, o rei permitiu que optassem pela conversão ou desterro, esperando assim que muitos se batizassem, ainda que apenas "pro forma".
Os judeus, no entanto, não se deixaram convencer e em grande maioria resolveram abandonar o país. O rei, ao ver ir por terra sua estratégia, manda então fechar todos os portos de Portugal para impedir a fuga - menos o porto de Lisboa.
Foi ali que se concentraram cerca de 20 mil judeus, que esperavam transporte para abandonar o país. Em Abril de 1497, o rei manda seqüestrar as crianças judias menores de 14 anos, para serem criadas por famílias cristãs, o que foi feito com grande violência. Em Outubro de 1497, os que ainda assim resistiram a conversão, foram arrastados à pia batismal pelo populacho, incitado por clérigos fanáticos e com a complacência das forças policiais.
Foram desses batismos em massa e à força que surgiram os marranos, ou cripto-judeus, que praticavam o judaísmo em segredo mas professavam publicamente a fé católica. Os "cristãos novos" nunca foram realmente bem aceitos pela população "cristã velha", que desconfiava (justificadamente) da sinceridade da fé dos conversos. Essa desconfiança evoluiu para a violência explícita em 1506, quando ocorreu o Pogrom de Lisboa. A peste grassava na cidade desde Janeiro, fazendo dezenas de vítimas por dia, e em Abril, insuflados por clérigos fanáticos que culpavam os "cristãos novos" pela calamidade, o populacho investiu contra eles, matando mais de dois mil deles, entre homens, mulheres e crianças.

. A nova diáspora

Para os judeus portugueses, o Pogrom de Lisboa foi a gota d'água final. Iniciava-se nova diáspora judaica, tendo alguns rumado para o norte da Europa, onde fundaram comunidades nos Países Baixos e Alemanha. Outros se dirigiram para o sul da França (Bordéus, Biarritz, Tartas etc), e até mesmo para a Inglaterra. Alguns judeus preferiram retornar ao Oriente Médio, tendo sido bem recebidos pelos turcos otomanos.
Os judeus portugueses também chegaram com os holandeses na Capitania luso-brasileria de Nova Lusitânia, Pernambuco, e consecutivamente a toda região setentrional do Nordeste brasileiro, outrora conquistado aos portugueses pela Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais, entre os anos de 1630 à 1654, onde fundaram no Recife, capital da Nova Holanda, a primeira sinagoga das Américas, a Sinagoga Kahal Zur Israel, sob a direção do grande Hakham Isaac Aboab da Fonseca, que foi autor dos primeiros textos literários e religiosos escritos em língua hebraica nas Américas. Com a reconquista portuguesa do Nordeste setentrional do Brasil, e a proibição de praticar o judaismo, a comunidade dispersou-se, sendo que alguns voltaram para Amsterdão, outros migraram para outras colonias holandesas nas Américas do Sul, Central e do Norte e uma parcela permaneceu, refugiando-se nos sertões, interior do Nordeste Brasileiro onde se converteram em cripto-judeus.
Em Nova York, que foi colonia holandesa com o nome de Nova Amsterdão, chegaram do Recife um grupo de 23 judeus em Setembro de 1654, onde fundaram a primeira comunidade judaica dessa cidade.
Embora a presença judaica no continente americano date de um século e meio antes da conquista da Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais ao Nordeste brasileiro, os judeus convertidos (cristãos-novos) fizeram parte da expedição portuguesa que, sob o comando do capitão Pedro Álvares Cabral, "descobriu" o Brasil em 22 de Abril de 1500.

. Na Segunda Guerra Mundial


Com a tomada dos Países Baixos e da França pelos nazistas em 1940, milhares de judeus buscaram refúgio em Portugal (que se manteve neutro durante o conflito). Estima-se que entre junho de 1940 e maio de 1941, 40.000 judeus tenham passado pelo país.[1]
Este grande fluxo de refugiados havia sido precedido por outro menor, a partir de 1933, quando a ascensão de Adolf Hitler ao poder na Alemanha fez com que muitos judeus e adversários do nazismo, temendo por suas vidas no crescente clima de anti-semitismo, deixassem o país.
O Estado português, então sob a liderança de Oliveira Salazar, não via com bons olhos esse movimento imigratório e impôs-lhe restrições crescentes, particularmente no tocante a concessão de vistos. A partir de 1942, no auge do conflito e da perseguição aos judeus, o governo determinou a internação em zonas específicas (Caldas da Rainha, Ericeira, Figueira da Foz e Curia) de todos os estrangeiros que houvessem entrado clandestinamente no país. A circulação destes estrangeiros para fora destas zonas de internamento era restrita, e só podia ser efetuada com permissão da polícia política portuguesa, a PIDE.

14 de março de 2009

FORMATURA ALFABETIZAÇÃO EM HEBRAICO NÍVEL 1

FOI REALIZADA EM JANEIRO DE 2009, PELO INSTRUTOR LEONARDO FERREIRA, MEMBRO DO TEMPLO BETH-EL OF JERSEY CITY, A CERIMÔNIA DE FORMATURA DA PRIMEIRA TURMA DE ALFABETIZAÇÃO EM HEBRAICO NÍVEL 1 (PARA NÃO JUDEUS) NA COMUNIDADE BRASILEIRA EM NEWARK, NEW JERSEY. MAZEL TOV!!



















1 de março de 2009

MARILYN MONROE: JUDIA POR OPÇÃO

CERTIFICADO DE CONVERSÃO AO JUDAÍSMO DA ATRIZ NORTE-AMERICANA MARILYN MONROE: JUDIA POR OPÇÃO



Marilyn Monroe, convertida ao Judaísmo ao casar-se com o célebre escritor judeu Arthur Múller, foi um dos maiores símbolos sexuais do século 20. Seu nome verdadeiro era Norma Jeane Mortensen, filha de Gladys Baker, que trabalhava nos estúdios RKO como editora de filmes.

Devido às internações de sua mãe por problemas psicológicos, Norma Jeane passou grande parte de sua infância em casas de família e orfanatos até que, em 1937, ela se mudou para a casa de Grace Mckee Goddard, amiga da família. Em 1942, o marido de Grace foi transferido para a costa Leste, e o casal não tinha condições financeiras para levá-la com eles.

A solução para a jovem de 16 anos foi se casar no dia 19 de julho de 1942, com James Dougherty de 21 anos, com quem estava namorando há seis meses. Dois anos depois James, na Marinha, foi transferido para o Pacífico Sul.

Após a sua partida, Norma Jeane tentou a carreira de atriz, em pequenas aparições. O divórcio veio meses antes de assinar seu primeiro contrato com a Twentieth Century Fox em 26 de agosto de 1946.

Adotou então o nome de Marilyn Monroe e tingiu o cabelo de loiro. Sua estréia no cinema foi com um papel irrelevante em "The Shocking Miss Pilgrim" em 1947. No mesmo ano participou de "Torrentes de Ódio" e "Idade perigosa". Depois disso, a Fox cancelou seu contrato e Marilyn foi para a Columbia, onde só permaneceu por seis meses.





Em 1949, sem dinheiro, concordou em posar nua para um calendário. O sucesso foi tão grande que ela acabou ilustrando a primeira capa da revista Playboy em 1953. Tinha 1,66 metro de altura, 94 centímetros de busto, 61 de cintura e 89 de quadril.

Fez seu primeiro papel de destaque em 1951, no filme "O Segredo das Viúvas". No ano seguinte, participou de "O Inventor da Mocidade". Seu nome começou a atrair multidões aos cinemas. Foi assim em "Como Agarrar um Milionário" (1953), "Os Homens Preferem as Loiras" (1953), "O Pecado Mora ao Lado" (1955) e "Quanto Mais Quente Melhor" (1959) - este, com direção de Billy Wilder, foi considerado "a melhor comédia de todos os tempos". Nele a atriz atuou ao lado de Tony Curtiss e Jack Lemmon.

Em 14 de janeiro de1954, Marilyn se casou com o ex-jogador de beisebol Joe Di Maggio, uma lenda do esporte nos Estados Unidos. Durante sua lua de mel, em Tóquio, Marilyn fez uma performance para os militares que estavam servindo na Coréia.

Joe, ciumento, não agüentou a exposição da esposa. Nove meses depois, em outubro de 1954, veio o divórcio. Em 1956, a atriz se casou com o dramaturgo Arthur Miller. Em 1961, após perder um bebê, os dois se separaram. No mesmo ano ela fez seu último filme, "Os Desajustados". Em 1962, durante as filmagens de "Something´s Got to Give", Marilyn foi demitida devido aos constantes atrasos. O diretor Billy Wilder fez um célebre protesto: "Tenho uma tia-avó na Áustria que é pontualíssima, mas ninguém pagaria um centavo para vê-la".

Uma das mais célebres performances de Marilyn foi "Parabéns a você", de maneira sensualíssima para o presidente americano John Fitzgerald Kennedy, no Madison Square Garden. O fato reforçou os rumores de que ambos teriam sido amantes.

Quatro meses depois do episódio, Marilyn foi encontrada morta, segurando o telefone, ao lado de um vidro de barbitúricos. A hipótese de seu envolvimento amoroso com o presidente Kennedy e seu irmão Robert ganhou força, quando encontraram sua casa vasculhada - supostamente por agentes do FBI -, antes da chegada da polícia, no dia de sua morte.

A estrela, que deixou o mundo aos 36 anos, personificou o glamour hollywoodiano dos anos 50. Sua aparente vulnerabilidade e inocência, junto com sua inata sensualidade, a tornaram uma das mulheres mais desejadas do século 20.

MARILYN MONROE: JUDIA POR OPÇÃO

A ATRIZ NORTE-AMERICANA MARILYN MONROE CONVERTEU-SE OFICIALMENTE AO JUDAÍSMO AO CASAR-SE COM O FAMOSO ESCRITOR ARTHUR MILLER




A atriz Marilyn Monroe, convertida ao Judaísmo ao casar-se com o célebre escritor judeu Arthur Miller, da mesma que fez a matriarca bíblica Ruth, foi um dos maiores símbolos sexuais do século 20. Seu nome verdadeiro era Norma Jeane Mortensen, filha de Gladys Baker, que trabalhava nos estúdios RKO como editora de filmes.

Devido às internações de sua mãe por problemas psicológicos, Norma Jeane passou grande parte de sua infância em casas de família e orfanatos até que, em 1937, ela se mudou para a casa de Grace Mckee Goddard, amiga da família. Em 1942, o marido de Grace foi transferido para a costa Leste, e o casal não tinha condições financeiras para levá-la com eles.

A solução para a jovem de 16 anos foi se casar no dia 19 de julho de 1942, com James Dougherty de 21 anos, com quem estava namorando há seis meses. Dois anos depois James, na Marinha, foi transferido para o Pacífico Sul.

Após a sua partida, Norma Jeane tentou a carreira de atriz, em pequenas aparições. O divórcio veio meses antes de assinar seu primeiro contrato com a Twentieth Century Fox em 26 de agosto de 1946.

Adotou então o nome de Marilyn Monroe e tingiu o cabelo de loiro. Sua estréia no cinema foi com um papel irrelevante em "The Shocking Miss Pilgrim" em 1947. No mesmo ano participou de "Torrentes de Ódio" e "Idade perigosa". Depois disso, a Fox cancelou seu contrato e Marilyn foi para a Columbia, onde só permaneceu por seis meses.

Em 1949, sem dinheiro, concordou em posar nua para um calendário. O sucesso foi tão grande que ela acabou ilustrando a primeira capa da revista Playboy em 1953. Tinha 1,66 metro de altura, 94 centímetros de busto, 61 de cintura e 89 de quadril.

Fez seu primeiro papel de destaque em 1951, no filme "O Segredo das Viúvas". No ano seguinte, participou de "O Inventor da Mocidade". Seu nome começou a atrair multidões aos cinemas. Foi assim em "Como Agarrar um Milionário" (1953), "Os Homens Preferem as Loiras" (1953), "O Pecado Mora ao Lado" (1955) e "Quanto Mais Quente Melhor" (1959) - este, com direção de Billy Wilder, foi considerado "a melhor comédia de todos os tempos". Nele a atriz atuou ao lado de Tony Curtiss e Jack Lemmon.

Em 14 de janeiro de1954, Marilyn se casou com o ex-jogador de beisebol Joe Di Maggio, uma lenda do esporte nos Estados Unidos. Durante sua lua de mel, em Tóquio, Marilyn fez uma performance para os militares que estavam servindo na Coréia.

Joe, ciumento, não agüentou a exposição da esposa. Nove meses depois, em outubro de 1954, veio o divórcio. Em 1956, a atriz se casou com o dramaturgo Arthur Miller. Em 1961, após perder um bebê, os dois se separaram. No mesmo ano ela fez seu último filme, "Os Desajustados". Em 1962, durante as filmagens de "Something´s Got to Give", Marilyn foi demitida devido aos constantes atrasos. O diretor Billy Wilder fez um célebre protesto: "Tenho uma tia-avó na Áustria que é pontualíssima, mas ninguém pagaria um centavo para vê-la".

Uma das mais célebres performances de Marilyn foi "Parabéns a você", de maneira sensualíssima para o presidente americano John Fitzgerald Kennedy, no Madison Square Garden. O fato reforçou os rumores de que ambos teriam sido amantes.

Quatro meses depois do episódio, Marilyn foi encontrada morta, segurando o telefone, ao lado de um vidro de barbitúricos. A hipótese de seu envolvimento amoroso com o presidente Kennedy e seu irmão Robert ganhou força, quando encontraram sua casa vasculhada - supostamente por agentes do FBI -, antes da chegada da polícia, no dia de sua morte.

A estrela, que deixou o mundo aos 36 anos, personificou o glamour hollywoodiano dos anos 50. Sua aparente vulnerabilidade e inocência, junto com sua inata sensualidade, a tornaram uma das mulheres mais desejadas do século 20.