5 de abril de 2009

LISTA DE ESTRANGEIROS FAMOSOS CONVERTIDOS AO JUDAÍSMO

Conforme a Halahah (Lei Judaica) somente é judeu aquele indivíduo cuja mãe era judia na ocasião do seu nascimento ou se ele converteu-se oficialmente ao Judaísmo. Uma vez oficializada a conversão, a pessoa é considerada judia em todos os aspectos (responsabilidades e privilégios) e evita-se mencionar o fato para impedir a discriminação entre os judeus de nascimento - "O nome dos conversos é mais aromático que o cheiro dos sacrifícios oferecidos a mim no Templo" (Torah).

Muitas pessoas converteram-se ao Judaísmo após a destruição do Segundo Templo em Jerusalém e, conseqüentemente, durante a expansão romana na Europa. Com o passar dos séculos, seus descendentes expalharam-se por o Velho Mundo e Ásia.




• Abraham ben Abraham Potacki, Polonês, famoso "Ger Tzedek." (ex-católico)
• Moses ben Abraham
• Moses ben Avraham Avinu
• Aquila of Sinope, Tradutor da Bíblia
• Tom Arnold, ator
• Rafael Cansinos Assens, poeta, tradutor e escritor espanhol
• Abraham of Augsburg
• Carroll Baker, atriz vencedora do Emmy Award
• Elizabeth Banks, atriz vencedora do Emmy Award
• Steve Bedwell, comediante australiano
• Polly Bergen, atriz vencedora do Emmy Award
• Dany Boon, comediante francês
• Ralph Michael Brekan, artista pop internacional
• Elizabeth Brewster, poeta canadense
• May Britt, atriz
• Geraldine Brooks ,jornalista australiana vencedora do Pulitzer Prize
• Campbell Brown, repórter norte-americana e âncora da NBC (ex-católico)
• Drew Bundini Brown, treinador assistente do ex- lutador de box Muhammad Ali
• Sarah Brown, atriz
• Eddie Butler, cantor israelense
• Yisrael Campbell, comediante (ex-católico)
• Kate Capshaw, atriz (ex-metodista)
• Nell Carter, cantora e atriz
• Cristian Castro, cantor pop mexicano e candidato ao Grammy Award
• Elizabeth Jane Caulfield, lingïsta e compositora
• Connie Chung, jornalista norte-americana e repórter dos canais NBC, CBS, ABC, CNN, e MSNBC
• Warder Cresson, político
• Jim Croce, cantor e compositor
• William Holmes Crosby, Jr., cientista especializado em Hematologia
• Sammy Davis, Jr., cantor
• William G. Dever, arqueologista
• Jacqueline du Pré, compositora
• Patricia Duff, ativista política
• Hank Eng, político chinês-americano
• Miss Elizabeth (Elizabeth Ann Hulette), gerente de esportes (Wrestling)
• Isla Fisher, modelo e atriz (ex-metodista)
• Luke Ford, jornalista
• Aaron Freeman, jornalista e comediante (ex-católico)
• Soleil Moon Frye, atriz, diretora e escritora norte-americana
• Capers Funnye (ex-metodista)
• Steve Furness
• Lord George Gordon, político
• Carolivia Herron, autora (ex-batista)
• Natan Gamedze, línguista e mermbro da realeza Swazi, agora um rabino ortodoxo
• Sacha Gironde, filósofo francês
• Lars Gustafsson, professor de Filosofia da University of Texas
• Mary Hart (* 1950) apresentadora de televisão
• Carolivia Herron, escritora infantil
• Monica Horan, atriz
• Joel Horlen
• Carolyn Jones, atriz
• Thomas Jones (ex-católico)
• Yitzchak Jordan, rapper convertido ao judaísmo ortodoxo (ex-batista)
• Jon Juaristi, escritor espanhol
• Skip Jutze
• Semei Kakungulu
• Felicity Kendal, atriz
• Cameron Kerry, política, irmã de John Kerry (ex-católica)
• Jamaica Kincaid, autor
• John King, jornalista norte-americano (ex-católico)
• Mathilde Krim, presidente fundadora da amfAR (pesquisa da AIDS)
• Lenny Kuhr, compositor e cantor holandês
• Anthony Lake, diplomata norte-americano
• Dr. Laura, apresentadora de rádio
• Nahida Lazarus, autor alemão
• John Lehr, ator e comediante norte-americano
• Julius Lester, filho de um ministro metodista e escritor de livros infantis (ex-metodista)
• Elliott Maddox, ex-jogador de baseball
• Richard Marceau, político canadense
• Sam McCullum
• Anne Meara (* 1929) atriz e comediante canadense e exposa de Jerry Stiller (ex-católica)
• Adah Isaacs Menken, atriz teatral
• Marilyn Monroe, atriz (ex-Christian Scientist)
• Santa Montefiore, novelista
• Tommy Motolla
• Françoise Mouly designer francesa
• Jeff Newman, ex-jogador de baseball
• Martha Nussbaum, filósofa norte-americana e professora da University of Chicago
• Bob Nystrom, ex-jogador NHL
• Rebecca Pidgeon, atriz, escritora e cantora
• Lorna Patterson, atriz norte-americana
• Bob Plager
• Moses Prado, professor de línguas clássicas na University of Marburg
• Roger Rees, ator
• Mary Doria Russell, autora norte-americana (ex-católica)
• Jackie Sandler, atriz norte-americana
• Jean-Paul Sartre, filósofo
• Norma Shearer, atriz
• Shyne, rapper Belizean–norte-americano
• Karol Sidon, rabino ortodoxo tcheco, escritor e compositor
• Daniel Silva, escritor de suspenses norte-americano
• Dubrovin Stanislav
• Kim Stanley, da biografia "Female Brando: The Legend of Kim Stanley" por Jon Krampner, 2006
• Venetia Stanley, socialite
• Joseph Abraham Steblicki (ex-católico)
• Margo Stilley, atriz norte-americana
• Annette Taddeo, empresário e candidata democrata ao Congresso em 2008
• Elizabeth Taylor, atriz (ex-Christian Scientist)
• Karen Tintori, escritora norte-americana (ex-católica)
• Andre Bernard Tippett, ex-jogador de futebol americano (ex-batista)
• Jacob Tirado
• Ivanka Trump
• Bob Tufts
• Ike Turner, músico norte-americano, filho de um pastor batista
• Chris Van Allsburg, escritor infantil
• Conrad Veidt, ator alemão
• Grace Lee Whitney, atriz (ex-metodista)
• Mare Winningham, atriz e cantora (ex-católica)
• Jackie Wilson, cantor norte-americano
• Steve Yeager
• Catherine Zelazowska, martir polonesa
• Nikki Ziering, modelo

28 de março de 2009

CULTURA DA ANDALUSIA (AL-ANDALUS) - INFLUÊNCIA JUDAICA NA PENÍNSULA IBÉRICA

Durante a Reconquista da Península Ibérica pelos reis católicos (Fernando de Aragão e Isabela de Castela), uma outra importante influência cultural, originada no Oriente Médio, estava presente em Al-Andalus (Nome dado à península em árabe na época - Ano 711): OS JUDEUS.



Beneficiando-se de uma relativa tolerância étnica e religiosa, devido à lei islâmica, em comparação com países cristãos, que formam um importante grupo étnico, com as suas próprias tradições, ritos, e música e, provavelmente, reforçou o elemento básico da cultura e da forma musical de Al -Andalus (Península Ibérica). Alguns como o flamenco "palos Peteneras" e "saetas" são atribuídos à uma direta origem judaica.

15 de março de 2009

JUDEUS EM PORTUGAL




A conquista da Lusitania pelo Império Romano e a posterior destruição de Jerusalém em 70 d.C., que obrigou os judeus a se dispersarem pelo mundo ("Diáspora judaica"), fez com que um grande contingente de hebreus buscassem um novo lar na Península Ibérica (ou para ali fossem deportados, como ocorreu no tempo do imperador Adriano). Embora não se saiba exatamente quando se iniciou tal movimento migratório, a presença de judeus no território que futuramente constituiria Portugal pode ser comprovada a partir do século VI d.C., pela descoberta de inscrições funerárias na freguesia de Lagos da Beira.

. Perseguições aos judeus

Com o advento do Cristianismo, leis discriminatórias contra os judeus começaram a ser aprovadas - primeiro, pelos romanos, e depois pelos bárbaros Visigodos que invadiram a península em 409 d.C.. Entre outras coisas, foram proibidos os casamentos mistos entre judeus e cristãos e até mesmo instituída uma conversão forçada ao cristianismo (a qual não parece ter surtido grande efeito, visto que outras conversões em massa foram realizadas ao longo da História).
Em 711 d.C., tropas mouras invadem a Península Ibérica e derrotam os visigodos. Os mouros foram encarados como libertadores pelos judeus, uma visão até certo ponto correta, visto que cristãos, judeus e sabeus (uma categoria nebulosa que incluía os hindus, por exemplo), eram incluídos pelos muçulmanos no grupo dos "Povos do Livro" (Bíblia, Torá etc). Os indivíduos que professavam tais crenças podiam continuar a praticá-las sob domínio islâmico, desde que pagassem uma taxa (a jizya) aos governantes e respeitassem as leis islâmicas.

. Da Reconquista ao sequestro dos inocentes

Com a Reconquista da Península Ibérica pelos cristãos, os judeus passaram a temer novamente pela sua sorte. Todavia, pelo menos em Portugal até meados do século XV, eles gozaram de relativa liberdade, embora tivessem de pagar impostos escorchantes. Obtiveram mesmo grande destaque na vida pública portuguesa, como diplomatas, conselheiros reais, administradores, médicos, matemáticos, astrônomos, comerciantes e banqueiros (embora a maior parte da população judaica fosse composta de pessoas com profissões bem mais modestas, a saber, alfaiates, sapateiros, tecelões, pastores e pequenos comerciantes). Tal projeção começou a gerar descontentamento entre o povo, que sentia estar "a cristandade submetida à jurisdição judaica" (conforme queixou-se um frade em carta a Dom Afonso V). Tal clima de insatisfação generalizou-se e os judeus começaram a ser vítimas de perseguições e violência por parte de populares.
A situação na Espanha a partir de meados do século XIV já prenunciava o destino que esperava os judeus portugueses. Em Toledo, em 1355, 12 mil judeus morreram vítimas de perseguição religiosa; o número atingiu 50 mil em Palma de Mallorca, em 1391. Com o início das operações da Inquisição em 1478, o temor se espalhou entre os judeus da Espanha. Temendo pela própria sorte, milhares se converteram ao catolicismo, enquanto outro tanto buscou refúgio em Portugal. O volume de refugiados aumentou dramaticamente quando em 1492 foi decretada a expulsão dos judeus da Espanha.
Esse grande contigente de fugitivos sem bens e dinheiro (alguns historiadores avaliam que após a Expulsão, os judeus constituíam cerca de 1/4 da população portuguesa), acirrou os ânimos dos portugueses. Além da ira popular, os imigrantes tiveram de lidar com a esperteza de Dom João II, que vislumbrou uma oportunidade de lucrar com a desgraça alheia: o rei instituiu a cobrança de dois escudos por cada imigrante, para que pudessem permanecer em Portugal por oito meses. Como ao fim do prazo de permanência os judeus não conseguiram sair de Portugal (não havia navios suficientes para transportá-los - ou assim foi dito), o rei ordenou que fossem vendidos como escravos. As crianças entre dois e dez anos foram tiradas de seus pais, batizadas e levadas para colonizar a ilha de São Tomé e Príncipe (onde ainda vivem seus descendentes, os quais, como prova de extrema resistência cultural, ainda conservam alguns costumes judaicos).

. Da Expulsão ao Pogrom de Lisboa

Com a ascensão de Dom Manuel I ao trono português, em 1495, os castelhanos escravizados foram libertados. Todavia, o casamento anunciado do rei com a princesa Isabel da Espanha colocou os judeus novamente em clima de tensão. Isto porque o contrato de casamento incluía uma cláusula que exigia a expulsão dos hereges (mouros e judeus) do território português. O rei tentou fazer com que a princesa reconsiderasse (já que precisava dos capitais e do conhecimento técnico dos judeus para o seu projeto de desenvolvimento de Portugal), mas foi tudo em vão. Em 5 de Dezembro de 1496, Dom Manuel assinou o decreto de expulsão dos hereges, concedendo-lhes prazo até 31 de Outubro de 1497 para deixar Portugal. Aos judeus, o rei permitiu que optassem pela conversão ou desterro, esperando assim que muitos se batizassem, ainda que apenas "pro forma".
Os judeus, no entanto, não se deixaram convencer e em grande maioria resolveram abandonar o país. O rei, ao ver ir por terra sua estratégia, manda então fechar todos os portos de Portugal para impedir a fuga - menos o porto de Lisboa.
Foi ali que se concentraram cerca de 20 mil judeus, que esperavam transporte para abandonar o país. Em Abril de 1497, o rei manda seqüestrar as crianças judias menores de 14 anos, para serem criadas por famílias cristãs, o que foi feito com grande violência. Em Outubro de 1497, os que ainda assim resistiram a conversão, foram arrastados à pia batismal pelo populacho, incitado por clérigos fanáticos e com a complacência das forças policiais.
Foram desses batismos em massa e à força que surgiram os marranos, ou cripto-judeus, que praticavam o judaísmo em segredo mas professavam publicamente a fé católica. Os "cristãos novos" nunca foram realmente bem aceitos pela população "cristã velha", que desconfiava (justificadamente) da sinceridade da fé dos conversos. Essa desconfiança evoluiu para a violência explícita em 1506, quando ocorreu o Pogrom de Lisboa. A peste grassava na cidade desde Janeiro, fazendo dezenas de vítimas por dia, e em Abril, insuflados por clérigos fanáticos que culpavam os "cristãos novos" pela calamidade, o populacho investiu contra eles, matando mais de dois mil deles, entre homens, mulheres e crianças.

. A nova diáspora

Para os judeus portugueses, o Pogrom de Lisboa foi a gota d'água final. Iniciava-se nova diáspora judaica, tendo alguns rumado para o norte da Europa, onde fundaram comunidades nos Países Baixos e Alemanha. Outros se dirigiram para o sul da França (Bordéus, Biarritz, Tartas etc), e até mesmo para a Inglaterra. Alguns judeus preferiram retornar ao Oriente Médio, tendo sido bem recebidos pelos turcos otomanos.
Os judeus portugueses também chegaram com os holandeses na Capitania luso-brasileria de Nova Lusitânia, Pernambuco, e consecutivamente a toda região setentrional do Nordeste brasileiro, outrora conquistado aos portugueses pela Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais, entre os anos de 1630 à 1654, onde fundaram no Recife, capital da Nova Holanda, a primeira sinagoga das Américas, a Sinagoga Kahal Zur Israel, sob a direção do grande Hakham Isaac Aboab da Fonseca, que foi autor dos primeiros textos literários e religiosos escritos em língua hebraica nas Américas. Com a reconquista portuguesa do Nordeste setentrional do Brasil, e a proibição de praticar o judaismo, a comunidade dispersou-se, sendo que alguns voltaram para Amsterdão, outros migraram para outras colonias holandesas nas Américas do Sul, Central e do Norte e uma parcela permaneceu, refugiando-se nos sertões, interior do Nordeste Brasileiro onde se converteram em cripto-judeus.
Em Nova York, que foi colonia holandesa com o nome de Nova Amsterdão, chegaram do Recife um grupo de 23 judeus em Setembro de 1654, onde fundaram a primeira comunidade judaica dessa cidade.
Embora a presença judaica no continente americano date de um século e meio antes da conquista da Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais ao Nordeste brasileiro, os judeus convertidos (cristãos-novos) fizeram parte da expedição portuguesa que, sob o comando do capitão Pedro Álvares Cabral, "descobriu" o Brasil em 22 de Abril de 1500.

. Na Segunda Guerra Mundial


Com a tomada dos Países Baixos e da França pelos nazistas em 1940, milhares de judeus buscaram refúgio em Portugal (que se manteve neutro durante o conflito). Estima-se que entre junho de 1940 e maio de 1941, 40.000 judeus tenham passado pelo país.[1]
Este grande fluxo de refugiados havia sido precedido por outro menor, a partir de 1933, quando a ascensão de Adolf Hitler ao poder na Alemanha fez com que muitos judeus e adversários do nazismo, temendo por suas vidas no crescente clima de anti-semitismo, deixassem o país.
O Estado português, então sob a liderança de Oliveira Salazar, não via com bons olhos esse movimento imigratório e impôs-lhe restrições crescentes, particularmente no tocante a concessão de vistos. A partir de 1942, no auge do conflito e da perseguição aos judeus, o governo determinou a internação em zonas específicas (Caldas da Rainha, Ericeira, Figueira da Foz e Curia) de todos os estrangeiros que houvessem entrado clandestinamente no país. A circulação destes estrangeiros para fora destas zonas de internamento era restrita, e só podia ser efetuada com permissão da polícia política portuguesa, a PIDE.

14 de março de 2009

FORMATURA ALFABETIZAÇÃO EM HEBRAICO NÍVEL 1

FOI REALIZADA EM JANEIRO DE 2009, PELO INSTRUTOR LEONARDO FERREIRA, MEMBRO DO TEMPLO BETH-EL OF JERSEY CITY, A CERIMÔNIA DE FORMATURA DA PRIMEIRA TURMA DE ALFABETIZAÇÃO EM HEBRAICO NÍVEL 1 (PARA NÃO JUDEUS) NA COMUNIDADE BRASILEIRA EM NEWARK, NEW JERSEY. MAZEL TOV!!



















1 de março de 2009

MARILYN MONROE: JUDIA POR OPÇÃO

CERTIFICADO DE CONVERSÃO AO JUDAÍSMO DA ATRIZ NORTE-AMERICANA MARILYN MONROE: JUDIA POR OPÇÃO



Marilyn Monroe, convertida ao Judaísmo ao casar-se com o célebre escritor judeu Arthur Múller, foi um dos maiores símbolos sexuais do século 20. Seu nome verdadeiro era Norma Jeane Mortensen, filha de Gladys Baker, que trabalhava nos estúdios RKO como editora de filmes.

Devido às internações de sua mãe por problemas psicológicos, Norma Jeane passou grande parte de sua infância em casas de família e orfanatos até que, em 1937, ela se mudou para a casa de Grace Mckee Goddard, amiga da família. Em 1942, o marido de Grace foi transferido para a costa Leste, e o casal não tinha condições financeiras para levá-la com eles.

A solução para a jovem de 16 anos foi se casar no dia 19 de julho de 1942, com James Dougherty de 21 anos, com quem estava namorando há seis meses. Dois anos depois James, na Marinha, foi transferido para o Pacífico Sul.

Após a sua partida, Norma Jeane tentou a carreira de atriz, em pequenas aparições. O divórcio veio meses antes de assinar seu primeiro contrato com a Twentieth Century Fox em 26 de agosto de 1946.

Adotou então o nome de Marilyn Monroe e tingiu o cabelo de loiro. Sua estréia no cinema foi com um papel irrelevante em "The Shocking Miss Pilgrim" em 1947. No mesmo ano participou de "Torrentes de Ódio" e "Idade perigosa". Depois disso, a Fox cancelou seu contrato e Marilyn foi para a Columbia, onde só permaneceu por seis meses.





Em 1949, sem dinheiro, concordou em posar nua para um calendário. O sucesso foi tão grande que ela acabou ilustrando a primeira capa da revista Playboy em 1953. Tinha 1,66 metro de altura, 94 centímetros de busto, 61 de cintura e 89 de quadril.

Fez seu primeiro papel de destaque em 1951, no filme "O Segredo das Viúvas". No ano seguinte, participou de "O Inventor da Mocidade". Seu nome começou a atrair multidões aos cinemas. Foi assim em "Como Agarrar um Milionário" (1953), "Os Homens Preferem as Loiras" (1953), "O Pecado Mora ao Lado" (1955) e "Quanto Mais Quente Melhor" (1959) - este, com direção de Billy Wilder, foi considerado "a melhor comédia de todos os tempos". Nele a atriz atuou ao lado de Tony Curtiss e Jack Lemmon.

Em 14 de janeiro de1954, Marilyn se casou com o ex-jogador de beisebol Joe Di Maggio, uma lenda do esporte nos Estados Unidos. Durante sua lua de mel, em Tóquio, Marilyn fez uma performance para os militares que estavam servindo na Coréia.

Joe, ciumento, não agüentou a exposição da esposa. Nove meses depois, em outubro de 1954, veio o divórcio. Em 1956, a atriz se casou com o dramaturgo Arthur Miller. Em 1961, após perder um bebê, os dois se separaram. No mesmo ano ela fez seu último filme, "Os Desajustados". Em 1962, durante as filmagens de "Something´s Got to Give", Marilyn foi demitida devido aos constantes atrasos. O diretor Billy Wilder fez um célebre protesto: "Tenho uma tia-avó na Áustria que é pontualíssima, mas ninguém pagaria um centavo para vê-la".

Uma das mais célebres performances de Marilyn foi "Parabéns a você", de maneira sensualíssima para o presidente americano John Fitzgerald Kennedy, no Madison Square Garden. O fato reforçou os rumores de que ambos teriam sido amantes.

Quatro meses depois do episódio, Marilyn foi encontrada morta, segurando o telefone, ao lado de um vidro de barbitúricos. A hipótese de seu envolvimento amoroso com o presidente Kennedy e seu irmão Robert ganhou força, quando encontraram sua casa vasculhada - supostamente por agentes do FBI -, antes da chegada da polícia, no dia de sua morte.

A estrela, que deixou o mundo aos 36 anos, personificou o glamour hollywoodiano dos anos 50. Sua aparente vulnerabilidade e inocência, junto com sua inata sensualidade, a tornaram uma das mulheres mais desejadas do século 20.

MARILYN MONROE: JUDIA POR OPÇÃO

A ATRIZ NORTE-AMERICANA MARILYN MONROE CONVERTEU-SE OFICIALMENTE AO JUDAÍSMO AO CASAR-SE COM O FAMOSO ESCRITOR ARTHUR MILLER




A atriz Marilyn Monroe, convertida ao Judaísmo ao casar-se com o célebre escritor judeu Arthur Miller, da mesma que fez a matriarca bíblica Ruth, foi um dos maiores símbolos sexuais do século 20. Seu nome verdadeiro era Norma Jeane Mortensen, filha de Gladys Baker, que trabalhava nos estúdios RKO como editora de filmes.

Devido às internações de sua mãe por problemas psicológicos, Norma Jeane passou grande parte de sua infância em casas de família e orfanatos até que, em 1937, ela se mudou para a casa de Grace Mckee Goddard, amiga da família. Em 1942, o marido de Grace foi transferido para a costa Leste, e o casal não tinha condições financeiras para levá-la com eles.

A solução para a jovem de 16 anos foi se casar no dia 19 de julho de 1942, com James Dougherty de 21 anos, com quem estava namorando há seis meses. Dois anos depois James, na Marinha, foi transferido para o Pacífico Sul.

Após a sua partida, Norma Jeane tentou a carreira de atriz, em pequenas aparições. O divórcio veio meses antes de assinar seu primeiro contrato com a Twentieth Century Fox em 26 de agosto de 1946.

Adotou então o nome de Marilyn Monroe e tingiu o cabelo de loiro. Sua estréia no cinema foi com um papel irrelevante em "The Shocking Miss Pilgrim" em 1947. No mesmo ano participou de "Torrentes de Ódio" e "Idade perigosa". Depois disso, a Fox cancelou seu contrato e Marilyn foi para a Columbia, onde só permaneceu por seis meses.

Em 1949, sem dinheiro, concordou em posar nua para um calendário. O sucesso foi tão grande que ela acabou ilustrando a primeira capa da revista Playboy em 1953. Tinha 1,66 metro de altura, 94 centímetros de busto, 61 de cintura e 89 de quadril.

Fez seu primeiro papel de destaque em 1951, no filme "O Segredo das Viúvas". No ano seguinte, participou de "O Inventor da Mocidade". Seu nome começou a atrair multidões aos cinemas. Foi assim em "Como Agarrar um Milionário" (1953), "Os Homens Preferem as Loiras" (1953), "O Pecado Mora ao Lado" (1955) e "Quanto Mais Quente Melhor" (1959) - este, com direção de Billy Wilder, foi considerado "a melhor comédia de todos os tempos". Nele a atriz atuou ao lado de Tony Curtiss e Jack Lemmon.

Em 14 de janeiro de1954, Marilyn se casou com o ex-jogador de beisebol Joe Di Maggio, uma lenda do esporte nos Estados Unidos. Durante sua lua de mel, em Tóquio, Marilyn fez uma performance para os militares que estavam servindo na Coréia.

Joe, ciumento, não agüentou a exposição da esposa. Nove meses depois, em outubro de 1954, veio o divórcio. Em 1956, a atriz se casou com o dramaturgo Arthur Miller. Em 1961, após perder um bebê, os dois se separaram. No mesmo ano ela fez seu último filme, "Os Desajustados". Em 1962, durante as filmagens de "Something´s Got to Give", Marilyn foi demitida devido aos constantes atrasos. O diretor Billy Wilder fez um célebre protesto: "Tenho uma tia-avó na Áustria que é pontualíssima, mas ninguém pagaria um centavo para vê-la".

Uma das mais célebres performances de Marilyn foi "Parabéns a você", de maneira sensualíssima para o presidente americano John Fitzgerald Kennedy, no Madison Square Garden. O fato reforçou os rumores de que ambos teriam sido amantes.

Quatro meses depois do episódio, Marilyn foi encontrada morta, segurando o telefone, ao lado de um vidro de barbitúricos. A hipótese de seu envolvimento amoroso com o presidente Kennedy e seu irmão Robert ganhou força, quando encontraram sua casa vasculhada - supostamente por agentes do FBI -, antes da chegada da polícia, no dia de sua morte.

A estrela, que deixou o mundo aos 36 anos, personificou o glamour hollywoodiano dos anos 50. Sua aparente vulnerabilidade e inocência, junto com sua inata sensualidade, a tornaram uma das mulheres mais desejadas do século 20.

28 de fevereiro de 2009

A PRESENÇA JUDAICA NA AMAZÔNIA - OS JUDEUS SEFARADITAS

ONDAS MIGRATÓRIAS DOS JUDEUS MARROQUINOS AO NORTE DO BRASIL



O Brasil recebeu cinco ondas de imigração judaica. A primeira ocorreu em 1630, quando Pernambuco foi tomado pelos holandeses. Nos 24 anos de dominação holandesa no Nordeste, eles fundaram a primeira colônia hebraica e a primeira sinagoga na América. Sob um governo de tolerância religiosa, os judeus chegaram a constituir 50% da população branca pernambucana nesse período.

Com a derrota dos holandeses, os judeus perderam seus negócios. Expulsos, ajudaram a fundar Nova Amsterdã, hoje Nova York. Dessa fase, sobraram apenas as ruínas da sinagoga pernambucana. A segunda leva deixou marcas mais profundas, embora não aparentes. No início do século XIX, judeus marroquinos emigraram para a Amazônia. Eles foram atraídos pela promessa de liberdade de culto e por uma campanha publicitária internacional feita pelo governo da então província do Grão-Pará. Em 1880, chegaram a Manaus. A assimilação desses sefarditas (como são chamados os judeus do norte da África) foi tamanha que, atualmente, a proporção de descendentes de judeus entre a população branca da Região Norte é a maior do país.

Uma investigação genética dos brasileiros feita pela Universidade Federal de Minas Gerais mostra que 16% da população da Amazônia que se declara branca tem algum judeu entre seus antepassados. É uma proporção muito maior do que a exibida por São Paulo, onde vivem 60% dos 120.000 judeus brasileiros, ou por Pernambuco, estado no qual essa cifra não supera 2%. A razão para haver tantos descendentes de judeus na Amazônia se deve a uma peculiaridade. Nos primeiros anos do século XIX, praticamente só entraram no Brasil sefarditas do sexo masculino. Os mais ricos conseguiram abrir lojas de secos e molhados em Belém e outras cidades da região. A maioria, porém, adotou a profissão de regatão, como é conhecido o caixeiro-viajante que troca mercadorias industrializadas por produtos da floresta, como látex e peles de animais. Os regatões sefarditas só traziam a família para o Brasil ou se casavam com judias depois que acumulavam dinheiro. No meio-tempo, faziam como os portugueses: amancebavam-se com índias, caboclas e até mesmo mulheres brancas católicas.

A definição cultural de judeu não segue integralmente a genética. Só é considerado como tal quem tem mãe judia e pratica a religião judaica. Por esse motivo, a maioria dos descendentes dos regatões sefarditas não é reconhecida como parte dessa comunidade. E a própria lógica da miscigenação fez com que os laços com a cultura hebraica fossem completamente perdidos nas gerações seguintes. Muitos nem sequer sabem que descendem de judeus. Outros, ainda, se dizem judeus, mas praticam o cristianismo. Em muitos casos, o ambiente isolado da Amazônia esmoreceu a religiosidade dos imigrantes, que tinham dificuldade para praticar sua fé. A primeira sinagoga de Belém só foi inaugurada em 1824, catorze anos depois da chegada dos primeiros sefarditas. O cemitério judaico de Belém, o primeiro do país, foi inaugurado somente em 1848. Para manterem vivas suas tradições, os imigrantes mais fervorosos passaram a copiar a Torá, o livro sagrado dos judeus, e outros textos religiosos a mão em cadernos comuns. Em celebrações religiosas, como a da circuncisão, a cachaça substituía o vinho. Pela tradição, esse ritual deve ser realizado oito dias após o nascimento do menino. Na Amazônia, eles aconteciam com até dez anos de atraso. No início do século XX, um menino foi circuncidado aos 12 anos, porque o pai esperou que nascessem seus irmãos para ir uma vez só da floresta até Belém. O aspecto paradoxal é que, se o isolamento na floresta diluiu a religiosidade de parte dos sefarditas, ele propiciou a preservação de seu idioma, o hakitía. Hoje, a língua subsiste apenas em determinadas localidades da Amazônia e no próprio Marrocos. “A importância da floresta na manuntenção do hakitía é inestimável”, diz o lingüista Mohamed El-Madkouri Maatoui, da Universidade Autônoma de Madri.

No fim do século XIX, os sefarditas enriqueceram com o ciclo da borracha. Os mais bem-sucedidos mandaram seus filhos estudar no Rio de Janeiro. Em 1890, as notícias da súbita prosperidade do Pará motivaram uma nova onda de imigração judaica. Em boa parte, ela foi financiada pelos que já estavam estabelecidos no país. A população judaica no interior do Pará cresceria, assim, exponencialmente. Para se ter uma idéia, metade dos 14.000 habitantes de Cametá, um entreposto comercial da Amazônia, era constituída por sefarditas. O êxito financeiro dos imigrantes provocou uma onda de anti-semitismo. Há relatos de ataques feitos a residências e lojas de imigrantes entre 1889 e 1901. As agressões começavam com passeatas e terminavam com depredações. Embora tenham sido chamadas de mata-judeus, não há registro de que tenham resultado no assassinato de ninguém.

O isolamento imposto aos sefarditas na Amazônia chamou a atenção de rabinos no Marrocos, no início do século XX. Para fiscalizar o cumprimento das normas religiosas pela comunidade estabelecida na floresta, Shalom Emanuel Muyal foi enviado à região, em 1908. Dois anos depois de chegar a Manaus, Muyal foi vitimado por uma doença tropical, provavelmente febre amarela. E aqui reside um aspecto curiosíssimo do sincretismo brasileiro: depois de sua morte, sabe-se lá o motivo, ele ganhou fama de milagreiro entre os católicos locais. Muyal foi enterrado num canto do principal cemitério de Manaus (não havia cemitérios judaicos na capital amazonense naquele tempo) e sua sepultura tornou-se alvo de peregrinações. A fim de evitar que as velas acesas pelos fiéis danificassem a laje do túmulo, o rabino da sinagoga de Manaus mandou construir um muro ao seu redor. Os católicos não se deram por vencidos: passaram a usar o obstáculo como suporte para placas e quadros em que pedem graças e agradecem pelos pedidos que teriam sido atendidos por Muyal. “É impressionante: ele se tornou o santo judeu dos católicos da Amazônia”, admite Isaac Dahan, da sinagoga de Manaus. A devoção é tanta que, nos anos 60, uma tentativa de trasladar os restos mortais do rabino milagreiro para Israel foi abortada em virtude das manifestações indignadas dos amazonenses.

Quando o ciclo da borracha terminou, no início do século XX, as famílias judias mais ricas de Belém mudaram-se para o Rio de Janeiro. “Lá, há uma espécie de sucursal da nossa comunidade”, diz o rabino Moyses Elmescany, da capital paraense. Boa parte da influência dos judeus na Amazônia foi apagada. A sinagoga de Cametá, por exemplo, foi engolida pelo Rio Tocantins e não foi reconstruída. Hoje, nenhum dos habitantes da cidade segue o judaísmo. Em localidades como Óbidos, Breves e Muaná, no Pará, e Tefé e Humaitá, no Amazonas, existem apenas sepulturas. Da procura por uma extensão da Terra Prometida na Amazônia, restaram genes escondidos.

Fonte: http://veja.abril.com.br/080306/p_062.html.