2 de outubro de 2021

POR QUE A TRINDADE É INCOMPATÍVEL COM O JUDAÍSMO, SE DIZ QUE DEUS É 1, MAS DIVIDIDO EM 3 DIVINDADES?


Nada sobre a Trindade se encaixa no Judaísmo - não funciona. Os cristãos podem acreditar como quiserem, afinal, é uma doutrina que claramente faz sentido para eles, mas não faz sentido para os judeus

Porque Deus é 1 e totalmente indivisível - não por 2, não por 3. Deus não é uma pessoa de forma alguma - nem um, nem dois, nem três, nem qualquer outro número. Nada sobre a Trindade se encaixa no Judaísmo - não funciona. Os cristãos podem acreditar como quiserem, afinal, é uma doutrina que claramente faz sentido para eles, mas não faz sentido para os judeus. O Judaísmo tem como base o "Monoteísmo Ético", ou seja, um dos seus pilares é baseado no comportamento de cada indivíduo que, consequentemente, reflete na humanidade (coletividade) em geral.


A Trindade ou a Santíssima Trindade é o ponto central da doutrina cristã, um de seus mistérios mais difíceis de decifrar e entender

. Visão cristã:

A Trindade ou a Santíssima Trindade é o ponto central da doutrina cristã, um de seus mistérios mais difíceis de decifrar e de entender. Embora o Cristianismo seja uma religião monoteísta, contraditoriamente ela defende o ponto de vista da Trindade – um só Deus na forma de três seres diferentes: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. O Judaísmo e o Islamismo, bem como outras igrejas cristãs, igualmente monoteístas, não professam esta mesma fé na Trindade. Os que acreditam neste dogma baseiam-se em passagens da Bíblia, principalmente as que se referem ao batismo de Jesus, durante o qual uma pomba branca, supostamente o Espírito Santo, teria se derramado sobre o Messias. Esta expressão, porém, não está presente em nenhum ponto dos textos bíblicos, ou seja, é uma denominação criada exclusivamente pela Igreja Católica.

Estas três pessoas que integram a Trindade têm em comum a mesma natureza sagrada, igual nobreza, generosidade e santidade. Mas a Igreja também designa para cada uma delas tarefas distintas. Ao Pai cabe a Criação do Universo, a salvação tem mais a ver com o Filho e o processo de purificação espiritual é um papel desempenhado pelo Espírito Santo. Todos têm o mesmo poder e nenhum deles se sobrepõe ao outro. Este dogma católico é inquestionável, pois é determinante na crença cristã.

A Igreja justifica filosoficamente este conceito, valendo-se de Aristóteles. Jesus, entendido como um Deus, só poderia, segundo a concepção aristotélica de ‘substância’ – segundo a qual cada ser é composto de uma substância distinta, própria da categoria a qual ele pertence – ser concebido por outro Deus, no caso o Espírito Santo. Segundo esta concepção, “o corpo de Jesus” não poderia ser igual ao dos outros homens, mas sim “fluídico”. Além disso, os que crêem nesta idéia consideram o corpo material um mal, portanto totalmente incompatível com a Natureza Divina de Jesus, um Deus “feito homem”.

Embora a Igreja se baseie na Bíblia e em filósofos como Aristóteles, ela não aconselha nenhuma tentativa de se decifrar este mistério, pois prefere mantê-lo envolto em uma aura sobrenatural. Santo Agostinho, porém, um dos doutores da Igreja, tentou compreender a todo custo esta questão, mas acabou concluindo que a mente do Homem ainda é muito limitada para entender Deus e seus enigmas pelos métodos racionais conhecidos. A Igreja inclusive separou uma data em seu calendário de festas religiosas para a celebração da Santíssima Trindade, uma das festividades mais importantes do ano litúrgico.

A Trindade ou a Santíssima Trindade é o ponto central da doutrina cristã, um de seus mistérios mais difíceis de decifrar e entender. Embora o Cristianismo seja uma religião monoteísta, contraditoriamente ela defende o ponto de vista da Trindade – um só Deus na forma de três seres diferentes: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. O Judaísmo e o Islamismo, bem como outras igrejas cristãs, igualmente monoteístas, não professam esta mesma fé na Trindade. Os que acreditam neste dogma baseiam-se em passagens da Bíblia, principalmente as que se referem ao batismo de Jesus, durante o qual uma pomba branca, supostamente o Espírito Santo, teria se derramado sobre o Messias. Esta expressão, porém, não está presente em nenhum ponto dos textos bíblicos, ou seja, é uma denominação criada exclusivamente pela Igreja Católica.

Estas três pessoas que integram a Trindade têm em comum a mesma natureza sagrada, igual nobreza, generosidade e santidade. Mas a Igreja também designa para cada uma delas tarefas distintas. Ao Pai cabe a Criação do Universo, a salvação tem mais a ver com o Filho e o processo de purificação espiritual é um papel desempenhado pelo Espírito Santo. Todos têm o mesmo poder e nenhum deles se sobrepõe ao outro. Este dogma católico é inquestionável, pois é determinante na crença cristã.

A Igreja justifica filosoficamente este conceito, valendo-se de Aristóteles. Jesus, entendido como um Deus, só poderia, segundo a concepção aristotélica de ‘substância’ – segundo a qual cada ser é composto de uma substância distinta, própria da categoria a qual ele pertence – ser concebido por outro Deus, no caso o Espírito Santo. Segundo esta concepção, “o corpo de Jesus” não poderia ser igual ao dos outros homens, mas sim “fluídico”. Além disso, os que crêem nesta idéia consideram o corpo material um mal, portanto totalmente incompatível com a Natureza Divina de Jesus, um Deus “feito homem”.

Embora a Igreja se baseie na Bíblia e em filósofos como Aristóteles, ela não aconselha nenhuma tentativa de se decifrar este mistério, pois prefere mantê-lo envolto em uma aura sobrenatural. Santo Agostinho, porém, um dos doutores da Igreja, tentou compreender a todo custo esta questão, mas acabou concluindo que a mente do Homem ainda é muito limitada para entender Deus e seus enigmas pelos métodos racionais conhecidos. A Igreja inclusive separou uma data em seu calendário de festas religiosas para a celebração da Santíssima Trindade, uma das festividades mais importantes do ano litúrgico.

Segundo o Catolicismo, Deus Pai foi incriado, ou seja, não tem começo nem final; Deus Filho se origina do Pai por toda a eternidade, dele foi gerado, mas não criado; Deus Espírito Santo vem do Pai e do Filho, é uma espécie de sopro divino que surge do amor divino que flui entre o Pai e o Filho, ele é o próprio amor personalizado, inicialmente revelado no batismo de Jesus e depois no Pentecostes, quando se derrama sobre os discípulos do Mestre. Na visão da Igreja, Ele está dentro de cada um sob a forma da caridade.

. O que é monoteísmo? 

O termo Monoteísmo etimologicamente tem origem nas palavras gregas mónos = único, théos = deus. Os monoteístas seguem apenas uma religião e creem em uma única divindade. Ao contrário do Politeísmo, que acredita em vários deuses, o Monoteísmo defende a existência de um só deus criador de todo o universo. 

Mas é importante ressaltar que dentro das religiões monoteístas existem diferenças entre as concepções de deus pregada por cada uma delas. Embora seja uma corrente mais moderna do que o politeísmo e que abriga religiões mais novas, o Monoteísmo reúne as religiões com o maior número de seguidores em todo o mundo. 

Há quem defenda que o Monoteísmo se origina na narrativa bíblica dos hebreus e que Abraão tenha sido o seu fundador. Por isso as religiões monoteístas, por vezes, também são chamadas de Abraamicas. No entanto, alguns estudiosos apontam que a primeira religião a adotar o Monoteísmo foi zoroastrismo, fundada pelo profeta Zoroastro, na antiga Pérsia.

De todas as religiões monoteístas, o Islamismo é a que mais cresce em todo o mundo. Presente em pelo menos 80 países, a religião Islã se baseia nos ensinamentos do profeta Maomé. Sua doutrina prega submissão e obediência à lei de um único deus (Alah). 

Dentro do próprio Islamismo existem vertentes diferentes, das quais as mais conhecidas são as sunitas e as xiitas. Seus ensinamentos encontram-se no Alcorão, livro sagrado dos muçulmanos e que, segundo a fé islã, reúne mensagens divinas recebidas por Maomé.

De todas as religiões monoteístas, o Judaísmo é a mais antiga. Assim como o Cristianismo, os judeus têm como livro sagrado a Bíblia, no entanto, eles se baseiam nos livros do antigo testamento. Como símbolo sagrado os judeus adotam o Menorá, um candelabro de sete braços. Os templos judaicos, chamados sinagogas, abrigam uma arca que simboliza a ligação entre deus e os judeus. As sinagogas são locais de preces e de estudos e onde são realizados os cultos e rituais sagrados pelos sacerdotes chamados rabinos.

Existe outro entendimento do monoteísmo que propaga deus como base ética da sociedade. Tal concepção é a do monoteísmo ético, que defende que o comportamento e a conduta humana a ser seguida é ditada por deus.

: Outras concepções do Monoteísmo:

. Judaico: Prega a unicidade de deus e não admite que existe outro deus único;

. Islâmico: Acredita em deus (Alah, em árabe) como o único, inigualável;

. Trinitário: Presente em parte do cristianismo, esse entendimento defende e existência de um deus onipotente, onipresente e onisciente, que subsiste no pai, no filho e no espírito santo;

. Deísmo: Crê em uma divindade responsável por criar a natureza, um deus impessoal;

. Monismo: Acredita num deus pessoal;

. Panteísmo: Entende deus como o universo;

. Panenteísmo: Vê o universo como pertencente a um deus onipotente e onipresente, que transcende;

. Substancial: Sustenta que há uma única forma subjacente de deus e os deuses são formas dessa única substância.

. Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Sant%C3%ADssima_Trindade

http://www.paginaoriente.com/anoeclesiastico/trindadesanta.htm

http://www.lepanto.com.br/ApSSTr.html

https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/religiao/monoteismo

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