17 de novembro de 2017

É ser racista querer um cônjuge judeu? Ou vice e versa?


Judaísmo não é raça nem religião. É uma identidade de almas


. Pergunta:

Eu estava explicando a um colega de trabalho não-judeu que eu só namoro homens judeus, porque não casaria com um não-judeu. Ele me acusou de ser racista. Fui pega de surpresa e não sabia o que lhe dizer. Como você responderia a uma acusação dessas?


O CASAMENTO JUDAICO TRADICIONAL: NA ÍNTEGRA


Estas são as regras de um casamento judaico tradicional


. O Dia do Casamento:

O dia do casamento judaico para os noivos é como um Yom Kipur pessoal. É passado em jejum, oração, atos de bondade (tsedacá) e reflexão espiritual. A tradição nos diz que neste dia D'us perdoa completamente ambos pelas transgressões cometidas em suas vidas, para que possam começar suas vidas de casados em um estado totalmente puro.


Por que os judeus lavam as mãos ao saírem do cemitério?


Lavamos as mãos porque a água é o símbolo da vida, reafirmando assim nossa crença de que a vida é mais forte do que a morte

Certamente não por motivos de higiene. A morte não é suja; a morte é uma parte natural, lógica e orgânica da vida. Lavamos as mãos porque a água é o símbolo da vida, reafirmando assim nossa crença de que a vida é mais forte do que a morte.
Após lavar as mãos, deixamos que elas se sequem naturalmente, sem usar uma toalha. Simbolicamente, demonstramos assim nosso desejo de jamais obliterar nossos laços com o falecido e, pelo contrário, conservá-lo em nossa memória para todo o sempre.

Fonte: Congregação Israelita Paulista (CIP)

Associativismo local estreita laços judaicos no Rio


O ano da criação do Estado de Israel (1948) foi também o da fundação da Confederação das Entidades Representativas da Coletividade Israelita do Brasil, atual Confederação Israelita do Brasil (Conib), sediada em São Paulo. No município do Rio de Janeiro, vínculos ainda mais duradouros traduzem a singularidade da cultura judaica e a forma como ela tem sido incorporada ao ambiente da cidade. Como a primeira sinagoga carioca, que precedeu em muito tempo a imigração maciça. Não existe consenso sobre o ano de fundação da União Shel Guemilut Hassadim; enquanto historiadores afirmam que foi em 1866, a entidade aponta o ano de 1840. A transferência da Praça Onze para Botafogo, onde está até hoje, aconteceu em 1949.
Mas a primeira grande sinagoga do Rio surgiria apenas em 1932. O Grande Templo, na Rua Tenente Possolo, é referência arquitetônica na região central. Sua construção resultou de uma coleta, realizada em doses homeopáticas, entre a primeira leva de prestamistas instalados no Rio. Um concurso, feito em 1928, teve como vencedor o arquiteto Mario Vodrel, um italiano de origem não judaica, que se inspirou nas sinagogas de Florença e de Trieste para reproduzir aqui o estilo mediterrâneo.


Judeus no Rio de Janeiro, uma experiência plural


Desde 2010, o Dia Nacional da Imigração Judaica (18 de março), instituído pela Lei Federal nº 4.153, celebra a contribuição dos judeus ao Brasil. Nada mais justo, já que sua relação com o país é das mais antigas. Embora não tenham constituído comunidades organizadas até o advento da República, milhares de cristãos-novos, oriundos da Península Ibérica, desembarcaram no Rio. A partir de 1810, ano em que o Império Português revogou sua expulsão de todos os territórios da coroa, os imigrantes reconhecidamente judeus passaram a chegar no Brasil. O principal fator de impulsão veio com a Constituição de 1824, que inaugurou a tolerância em relação a outras religiões além do catolicismo. A partir de então, representações importantes, como a sinagoga da União Shel Guemilut Hassadim (para os historiadores, 1866; para a União, 1840) e a Aliança Israelita Universal (1867), começaram a surgir, em especial na Praça Onze. Até meados do século XX, a área foi o porto seguro desses imigrantes no Rio de Janeiro.


Cabalá - Não se vence escuridão com escuridão: Se vence escuridão com luz

O que eu aprendi é que nunca vamos vencer a escuridão com mais escuridão. Tem que acender a luz. Esses acontecimentos mexem muito com o emocional. Dá revolta mesmo. Mas temos que aprender a ter tolerância. Não ser mais uma voz de intolerância.
Os americanos mataram Saddam Hussein. Resolveu o problema? Não. Piorou. Se espalhou. Não era o Saddam Hussein. É o ódio que ainda existe dentro de nós. Esse é o verdadeiro inimigo. O ódio. O lado negativo que nos faz pensar somente em nós mesmos.


O que eu aprendi é que nunca vamos vencer a escuridão com mais escuridão. Tem que acender a luz

Vem na cabeça revolta. Vem raiva. Vamos lutar contra. Cantar. Pensar num Salmo. Lutar contra o mau pensamento. Até mesmo no vale da sombra da morte não temerei o mal porque Você está comigo. A mudança acontece mais internamente que externamente. O externo é manifestação do nosso interno.
Temos dentro de nós raiva, inveja, preconceito, pré-julgamento, ódio. No mundo externo aparece um maluco atropelando todo mundo. É um reflexo do nosso interno, saiba disso.


Fonte: Shmuel Lemle em 15/07/16 15:41 (https://extra.globo.com/noticias/religiao-e-fe/shmuel-lemle/)