Um dos primeiros questionamentos apresentados pelo estudo é sobre o que é ser judeu. A identidade judaica deveria ser definida pela religião, pela etnia ou pela cultura?
Existem informações que de tão óbvias tornam-se desconhecidas. O sucesso da imigração no Brasil é uma delas. Tomemos, por exemplo, os judeus. Vindos basicamente entre os anos de 1926 a 1942, oriundos de duas ramificações diferentes: os Sefarditas, da península ibérica e os Askenazis que fugiam das ditaduras do leste europeu e do nacional-socialismo de Hitler. Os judeus chegaram ao Brasil, por coincidência, em um ambiente favorável à diversidade religiosa (desde que não fosse africana) e, sobretudo, numa época onde se buscava embranquecer o país. Como se enquadravam no padrão estético requerido, sobretudo os Azkenazis (caucasianos convertidos a fé judaica) se adaptaram e formaram uma das mais prósperas “comunidades étnicas” no seio da sociedade brasileira.

