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17 de novembro de 2018

O QUE É BAT MITZVAH (בת מצוה)?


Descubra a versão feminina do Bar Mitzvah!

O Bat Mitzvah marca a maturidade religiosa das meninas dentro do Judaísmo. Entenda como a cerimônia foi introduzida na tradição. A cerimônia foi criada com o intuito de trazer as mulheres de volta às sinagogas. Assim, a tradição nascida nos anos 1920, fez com que as meninas deixassem de ser dispensadas de estudos religiosos por algumas correntes do Judaísmo. Assim como os meninos, o ritual inclui estudos, leituras e obrigações. Da mesma forma que o bar-mitzvá, exige um curso preparatório. Além disso, pode ser realizada em grupos ou de maneira individual.

5 de outubro de 2018

BATE-PAPO: CONVERSÕES AO JUDAÍSMO NO BRASIL - É POSSÍVEL TORNAR-SE JUDEU?


A concepção judaica diz que judeu é aquele que nasce de mãe judia ou quem se converte de acordo com a Halachá, a Lei Judaica

As conversões ao judaísmo feitas por entidades liberais ou reformistas não são reconhecidas pelos ortodoxos. Sendo assim, um não-judeu que deseja de mente e coração viver dentro da Torá e seus preceitos pode se tornar judeu?  
Reformista, Reconstrucionista e, sob certas circunstâncias, os rabinos conservadores reconhecem a validade das conversões realizadas por rabinos de todos os ramos do Judaísmo. A maioria dos rabinos ortodoxos, no entanto, não reconhece conversões não ortodoxas. Seu rabino patrocinador/tutor discutirá com você quaisquer implicações de conversão sob a orientação dele. A sinceridade deve ser fator fundamental, sempre.

17 de dezembro de 2013

O QUE É HASKALÁ?



Haskalá (em hebraico השכלה; "iluminismo," "intelecto," de sekhel, "senso comum ") é o nome dado ao Iluminismo Judaico, é um movimento surgido no século XVIII. dentro do Judaísmo , e que adotava os valores iluministas, incentivando a integração com a sociedade européia e a valorização da educação secular, aliada ao estudo da história judaica e do hebraico. Haskalah (em hebraico: השכלה, "iluminação" educação "de sekhel" intelecto "," mente "), o Iluminismo judaico, era um movimento entre os judeus europeus nos séculos 18a-19a que defendeu os valores do Iluminismo, que adopta, pressionando para uma melhor integração na sociedade europeia, e crescente no estudo da educação secular, língua hebraica ou história judaica. Haskalah, neste sentido, marcou o início da mais ampla participação dos judeus da Europa com o mundo secular, resultando nos primeiros movimentos políticos e judeus a luta pela emancipação judaica. A divisão do judaísmo ashkenazi em movimentos religiosos ou denominações, especialmente na América do Norte e os países anglófonos, historicamente começou como uma reação à Haskalah. Líderes do movimento foram chamados Haskalah Maskilim (משכילים). Em um sentido mais restrito, Haskalah pode também denotar o estudo do hebraico bíblico e das partes poética, científica e crítica da literatura hebraica. 

QUAIS SÃO AS DIFERENTES DENOMINAÇÕES (VERTENTES) DO JUDAÍSMO?

Atualmente, na América do Norte, os quatro principais ramos do Judaísmo são o Ortodoxo, Conservador, Reformista e Reconstructionista. No entanto, nessas denominações há um grande grau de variação na prática e observância religiosa.




. Ortodoxia é a classificação moderna para a vertente tradicional do Judaísmo que defende o estilo de vida baseado na "Halacha" (Lei Judaica) e considera a Torá  como literalmente a Palavra de Deus. A Halachá se refere ao aspecto legal do judaísmo e também é usada para indicar uma decisão definitiva em qualquer área particular da lei judaica.




. Reforma do Judaísmo (também conhecido como Judaísmo Liberal, Progressista ou Reformista) submete a lei religiosa e os costumes ao julgamento humano; na tentativa de diferenciar entre as facetas da Torá o que são mandatos divinos e aqueles que são específicos para o tempo em que foram escritos. É a maior denominação das quatro na diáspora judaica.


19 de setembro de 2013

AUMENTA O NÚMERO DE LATINOS CONVERSOS AO JUDAÍSMO

Brit Braja (Aliança da Oração), uma congregação online fundada pelo rabino brasileiro Jacques Cukierkorn que atende interessados sobre o Judaísmo de todas as partes do mundo


Eles chegaram à Cidade do México vindos de lugares tão distantes quanto Colômbia e Brasil. Alguns viajaram de Guadalajara. Entre eles, estão um ex- padre católico e um ex- educador cristão . O que eles tinham em comum era a seguinte: Depois de navegarem online e aprender sobre Jacques Cukierkorn, um rabino nascido no Brasil, natural de São Paulo, que vive em Kansas City, Estados Unidos, eles se converteram ou estavam prontos para se converter ao Judaísmo. E eles viajaram à Cidade do México para encontrar o rabino brasileiro, durante uma conferência que contou com palestras , serviços religiosos, misturando-se com os judeus dos Estados Unidos e México e os rituais e cerimônias envolvidos na conversão formal.
O fenômeno dos latino-americanos se convertendo ao Judaísmo explodiu nos últimos anos, entretanto, uma pequena sinagoga judaica é o que representa a missão de Jacques em buscar os fiéis da América Latina. Alguns daqueles que se convertem são descendentes de antepassados ​​judeus que foram forçados a se converter ao catolicismo durante a Inquisição na Espanha e Portugal.


6 de julho de 2013

ENTERRO JUDAICO NO RIO DE JANEIRO VAI PARAR NA JUSTIÇA

Leonardo Laska, de 29 anos, que morreu em um acidente de carro em abril de 2011
Na quase totalidade, a ortodoxia interpreta ao pé da letra a tradição judaica (Morashá), com total descaso às outras denominações judaicas progressistas (Reformista, Conservadora ou Masorti e Reconstrucionista) ou os sentimentos de sua própria comunidade. Somos menos de 1% da população do planeta, há inúmeros inimigos que tentam diariamente nos destruir e, ainda assim, lutamos contra nós mesmos. Cada vez que isso acontece, os inimigos sorriem. É uma lástima. O empresário carioca Júlio Laska está processando a Associação Religiosa Israelita Chevra Kadisha do Rio de Janeiro porque a entidade negou autorização para que seu filho fosse enterrado ao lado do túmulo dos avós. A Chevra Kadisha é responsável pela administração do cemitério judaico de Villar dos Teles, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.
Leonardo Laska, 29, filho de Júlio, morreu em um acidente em abril de 2011. Ele viajava em um ônibus que capotou na rodovia Rio-Santos. O pai alega que tentou enterrá-lo na ala A do cemitério, mas só conseguiu na ala C.


7 de março de 2013

JUDAÍSMO CONSERVADOR EM ISRAEL ALEGA RACISMO CONTRA “JUDEUS POR ESCOLHA”

Jerusalém, 28 de fevereiro de 2013



O movimento Conservador Judaico (Masorti) em Israel acusa o Ministério do Interior de racismo e discriminação contra latinos e afro-americanos no que diz respeito à aprovação de solicitações de imigração feitas por convertidos ao Judaísmo. O caso mais famoso, que chamou a atenção e levou o Masorti abordar diretamente o racismo, é o atraso na aceitação do pedido de imigração de um grupo de cerca de 300 convertidos naturais da região de Iquitos, Peru, conhecido como "Judeus da Amazônia".
A lei israelense permite a imigração e naturalização de qualquer pessoa com pelo menos um avô judeu ou que se converta oficialmente ao Judaísmo (autorizado por um tribunal de três rabinos, não especificando a denominação) e pertença pelo menos 9 meses à uma comunidade judaica.
"O problema de Iquitos é claramente uma questão de racismo", disse à Efe Andrew Sacks, diretor da Assembleia Rabínica de Israel, que atribuiu a discriminação ao fato de que "há muitos burocratas do Ministério do Interior empossados pelo partido político Shas (ultra-ortodoxo sefardita) que não estão interessados em receber no país pessoas as quais duvidam". Estas dúvidas, diz ele, surgem quando os convertidos ao Judaísmo são de países em desenvolvimento ou de um contexto de poucas oportunidades econômicas, além da etnia dos candidatos.
"Não é só o caso dos peruanos, que completaram suas conversões em agosto de 2011 e ainda não puderam imigrar. Há também casos na Argentina, Bolívia e Colômbia. Além disso, foi detectado o mesmo problema envolvendo afro-americanos", explicou.
Sabin Hadad, porta-voz do Ministério do Interior, disse à Agência Efe que as acusações de racismo são "um disparate".
"Quem diz que há racismo não entende nada. Em Israel há pessoas de todas as cores", disse Hadad, que frisou, no caso dos judeus de Iquitos, o (Departamento do ) Interior "não rejeitou a imigração de ninguém, entretanto, ainda avalia cada detalhe e espera por uma resposta".
No ano passado, o movimento Masorti alegou ter tido problemas com cerca de 15 casos envolvendo latino americanos, além dos 284 de Iquitos no Peru. Sacks acredita que "se eles fossem europeus, tudo seria diferente".
Em sua opinião, funcionários do Departamento do Interior "são muito cautelosos com as pessoas de cor e os latinos americanos" porque suspeitam que eles tenham se convertido ao Judaísmo "para melhorar sua situação econômica e não por motivos religiosos".
"Se você é branco e tem uma boa situação financeira, não há dúvidas que a sua conversão é legítima. Entretanto, nada que não seja sério envolve estudar durante 5 anos e converter-se!” Exclamou.
Ele também insiste que os funcionários do (Departamento do) Interior não tem o direito de questionar a motivação dos novos judeus, mas apenas determinar se a conversão ocorreu dentro dos padrões e, se assim for, apenas em casos excepcionais (como a de um requerente com histórico de crimes graves) podem negar a nacionalização.
Sacks disse que o problema também afeta o Movimento de Reformista, mas salienta que a grande maioria das conversões na América Latina ocorrem através do Movimento Masorti (Conservador).
Sandra Kochmann, nascida e criada no Paraguai é a primeira mulher rabina no Brasil (também do Movimento Conservador), também acredita que "qualquer pessoa de cor que tem tido uma conversão correta enfrenta algum obstáculo na hora de apresentar os papéis, pois em Israel "duvidam que pessoas de cor ou da América do Sul não fizeram a conversão porque se identificam com o Judaísmo, mas sim para deixar seus países".
Contra essa interpretação está Jack Corcos, diretor da Agência Judaica encarregado de aprovar a idoneidade dos migrantes, que rejeita o argumento do racismo. "O problema (com Iquitos) é que trata-se de um grande grupo, o que levanta questões sobre seus motivos, se fazem isso porque querem ser judeus ou porque eles querem a nacionalidade judaica", explicou ele.
A Agência Judaica tem apoiado a nacionalização do grupo peruano e acredita que "não há nenhuma razão para ter de esperar tanto tempo", especialmente quando centenas de membros da comunidade de Iquitos emigraram para Israel em duas levas, em 2001 e 2005.
Niki Maor, advogada que representa vários casos de convertidos que enfrentam problemas para imigrar, não acredita que seja caso de racismo, mas sim a quantidade de pessoas no grupo peruano.
"A conversão e chegada de muitos judeus etíopes mostra que não é uma questão de oportunidade econômica ou raça", diz ele, e observa que "em conversões individuais geralmente não há problemas", a menos que as pessoas residam ilegalmente em Israel.
As dúvidas com relação ao (Departamento do) Interior deve, diz ele, que o grupo é muito grande e os rabinos que os converteram não são ortodoxos; a única denominação judaica em Israel com autoridade legal, mas sim conservadores.
"Se o rabino-chefe tivesse ido ao Peru e realizado as conversões, não haveria problemas", especulou.

Fonte: Ana Cárdenes - EFE

8 de dezembro de 2012

SUPREMA CORTE DE ISRAEL QUEBRA MONOPÓLIO ORTODOXO SOBRE AS CONVERSÕES

Por Jacques Pinto - JERUSALÉM, 31 mar 2005 (AFP)





A Suprema Corte de Israel abriu uma brecha no monopólio do rabinado ortodoxo sobre as conversões, ao publicar nesta quinta-feira (31) um decreto reconhecendo de fato a validade das conversões feitas por outras tendências derivadas do judaísmo, desde que estas sejam realizadas no exterior, não em Israel.

Esta decisão permitirá a pessoas convertidas pelas correntes Reformista ou Conservadora beneficiar-se da Lei do Retorno. O decreto foi imediatamente criticado pelos partidos ortodoxos e elogiado pelos laicos e pela esquerda.

A Lei do Retorno concede a qualquer judeu o direito de se estabelecer em Israel. Para a legislação israelense, são judias as pessoas de mãe judia ou as convertidas.

No entanto, desde a criação do Estado hebreu, em 1948, o rabinado ortodoxo manteve o controle sobre as conversões realizadas no país, exigindo que sejam feitas segundo o estrito cumprimento da Halachá (lei judaica).

Os diversos governos que se sucederam em Israel sempre haviam se resguardado, até agora, de questionar este monopólio do rabinado ortodoxo sobre as conversões no Estado hebreu, principalmente por causa do papel de árbitro que exerciam frequentemente os partidos ortodoxos no cenário político.

Em teoria, o Estado aceitava a validade das conversões feitas no exterior, mas na prática, o ministério do Interior, controlado durante muito tempo pelos partidos religiosos, exercia uma constante oposição.

O decreto desta quinta-feira, aprovado por sete votos, entre eles o do presidente da Suprema Corte Aharon Barak, contra quatro, encerra um caso aberto há seis anos por quinze pessoas.

Estas pessoas, instaladas legalmente em Israel, mas consideradas não judias, empreenderam uma conversão através dos movimentos reformista e conservador e viajaram ao exterior para completar este processo dentro destas comunidades.

Quando voltaram a Israel, elas solicitaram o benefício da Lei do Retorno, que lhes foi recusado a pretexto de que sua conversão havia sido iniciada em Israel. Mas a Suprema Corte acabou lhes dando razão.

"Segundo a Lei do Retorno, será considerada judia uma pessoa que viajou a Israel e que empreendeu uma conversão dentro de uma comunidade judaica reconhecida no exterior, onde foi finalizar seu processo de conversão depois de ter estudado o judaísmo dentro das tendências reformista ou conservadora em Israel", de acordo com o decreto emitido pela Suprema Corte nesta quinta-feira.

Os quinze requerentes poderão agora se beneficiar da ajuda substancial em matéria de alojamento e instalação concedida pelo governo aos novos imigrantes que vieram a Israel e se encaixam na Lei do Retorno.



Este decreto é crucial para os movimentos Reformista e Conservador do judaísmo. Nascidas na Alemanha, estas duas tendências têm uma interpretação bem menos rígida da lei judaica que os ortodoxos, e questionam alguns preceitos do Talmude. Minoritárias em Israel, elas são majoritárias nos Estados Unidos, onde vive quase a metade da comunidade judaica mundial.

O deputado Elie Yishai, líder do partido ultra ortodoxo Shass, não duvidou em comparar a decisão emitida nesta quinta-feira pela máxima instância jurídica do país a "um atentado terrorista com cinturão de explosivos contra a identidade do povo judeu".

Por sua vez, o deputado Yossef Lapid, dirigente do partido laico Shinui (oposição), elogiou o decreto da Suprema Corte, "que acaba com uma injustiça histórica contra as tendências reformista e conservadora".

14 de junho de 2012

OS MOVIMENTOS NO JUDAÍSMO




Uma das verdadeiras dificuldades que as pessoas que procuram o judaísmo têm é decidir qual movimento dentro do judaísmo escolher. No Brasil, fala-se em três movimentos principais; além destes, há o que podemos chamar de instituições religiosas tradicionais não filiadas a nenhum dos movimentos mas que carregam as tradições de onde vieram seus fundadores (Rússia, Romênia, Bessarábia, Hungria, Portugal, Egito, Líbano, etc.); bem como alguns judeus que não se filiam a nenhum dos grupos. Esta seção inclui informação sobre os três movimentos principais, por ordem alfabética: Conservador (ou Massortí), Ortodoxo e Reformista. Ao redor do mundo há ainda outros movimentos menores do judaísmo, como o movimento Reconstrucionista, por exemplo, que praticamente só existe nos EUA. Para informação específica sobre conversão para qualquer um dos movimentos, acesse o link "Mais Informações Sobre Conversão ao Judaísmo." O foco desta seção é a informação sobre os movimentos. É muito difícil generalizar acerca desses grupos, pois existe uma grande diversidade dentro de cada um dos movimentos. Assim, o primeiro e melhor passo para um candidato à conversão é pesquisar sobre cada grupo que lhe pareça interessante e, especialmente, conversar com o rabino ou dirigentes do movimento em questão a fim de agendar uma entrevista, ou mesmo uma visita à respectiva sinagoga local para assistir a um serviço religioso. Caso não existam sinagogas em sua cidade, é aconselhável entrar em contato inicialmente por meio de e-mail ou telefone e seguir os passos anteriormente citados. As descrições abaixo não são declarações oficiais de cada movimento e por isso constituem somente o ponto de vista do nosso site sobre cada um dos três principais grupos. Sugerimos que você contate os movimentos diretamente para receber uma declaração oficial e as regras de conversão de cada um. 

JUDAÍSMO CONSERVADOR/MASSORTÍ:

Este movimento é conhecido como Conservative Judaism nos EUA e como Movimento Massortí em outras partes do mundo. Nos EUA, representa cerca de 40% a 45% dos judeus filiados a um dos movimentos. O judaísmo conservador/massortí entende que o cumprimento da lei judaica (Halachá) por parte dos judeus é obrigatório. Portanto, os judeus conservadores têm a obrigação de obedecer a todos os ensinamentos (mitsvót, literalmente “mandamentos”) do judaísmo, como por exemplo, as leis relativas ao Shabat e a uma dieta casher. O movimento conservador/massortí defende que a lei judaica, por sua própria natureza, é passível de evolução na medida em que os indivíduos aprendem mais com a interpretação da Torá (em um sentido estrito, o Pentateuco, os cinco primeiros livros da Bíblia Hebraica; em um sentido amplo, o conjunto de todas as leis e tradições judaicas). Desse modo, o movimento conservador/massortí propõe novas interpretações à lei judaica. Assim como no movimento reformista, o serviço é igualitário e inclusivo: homens e mulheres sentam-se juntos nos serviços religiosos, compõem o minián (quorum mínimo de dez pessoas judias adultas para a realização de um serviço religioso público) e sobem ao púlpito para ler na Torá. Pode-se andar de carro no Shabat para ir à sinagoga e as mulheres podem ser ordenadas como rabinas. Na prática, muitos judeus conservadores/massortís são mais flexíveis no cumprimento de todas as leis religiosas, ou as obedecem somente em parte. A maior parte do serviço religioso nas sinagogas é feita em hebraico, com a inclusão de trechos traduzidos da liturgia ou de outras reflexões inspiradoras feitas na língua natal. O Judaísmo conservador/massortí é geralmente visto, talvez injustamente, como um meio termo entre os ortodoxos, à sua direita, e os reformistas, à sua esquerda. Os rabinos conservadores/massortís não celebram nem participam de casamentos ecumênicos ou inter-religiosos, que são os casamentos entre um judeu e um não-judeu. Vale a pena esclarecer que o casamento entre uma pessoa judia com outra nascida não-judia mas que se converteu ao judaísmo é um casamento judaico; assim sendo, um rabino conservador realizará esta união normalmente. No caso de conversão, os rabinos conservadores/massortís exigem que um candidato do sexo masculino faça o brit milá (circuncisão ritual); no caso do indivíduo já ser circuncidado, deve-se realizar uma cerimônia de hatafát dám para se retirar uma gota de sangue do pênis, “completando” então o brit milá. O mesmo é exigido dentro do movimento ortodoxo e reformista. Além disso, deve-se realizar a tevilá, ou seja, o ritual de imersão em um local de água corrente (na maioria das sinagogas há uma micvá, uma espécie de piscina alimentada por água das chuvas, especialmente preparada para este fim) e o comparecimento perante um bet din, uma corte religiosa. As candidatas também devem passar pelo mesmo ritual de imersão e comparecer perante o bêt din (veja a seção "O Processo de Conversão" para mais detalhes). Em geral os rabinos conservadores/massortís reconhecem as conversões feitas por rabinos de outros movimentos desde que as exigências ritualísticas tenham sido realizadas. As conversões nesse movimento são reconhecidas pelo Estado de Israel para efeitos de Aliá, a Lei do Retorno. Há diversos websites que representam o movimento conservador/massortí. Assim como os demais movimentos, o judaísmo conservador/massortí é composto de várias organizações. Nos EUA, isso inclui, por exemplo, a Rabbinical Assembly (Assembléia Rabínica), a Association of Conservative Rabbis (Associação dos Rabinos Conservadores) e a United Synagogue of Conservative Judaism, que é a associação das congregações conservadoras/massortís. O maior seminário rabínico do movimento é o JTS (Jewish Theological Seminary). No Brasil não há um website específico para todo o movimento conservador/massortí; cada sinagoga ou congregação tem o seu próprio site, entre os quais estão a ARI (Associação Religiosa Israelita) e a CJB (Congregação Judaica do Brasil) no Rio de Janeiro; a Comunidade Shalom e a CIP (Congregação Israelita Paulista) em São Paulo, sendo que esta última está filiada tanto ao movimento conservador/massortí quanto ao movimento reformista. 

JUDAÍSMO ORTODOXO:

 Nos EUA o judaísmo ortodoxo representa cerca de 10% dos judeus filiados. Judeus ortodoxos aceitam integralmente a Halachá e, diferentemente dos judeus conservadores/massortís, entendem que ela não é passível de modificação. A ortodoxia entende que as 613 mitsvót contidas na Torá são obrigatórias para todos os judeus. Eles acreditam que a Torá foi revelada diretamente por D-us; em decorrência disso, as suas leis são divinas e devem ser obedecidas. Assim, os ortodoxos são os mais tradicionais entre todos os grupos judaicos. Homens e mulheres sentam-se separados por uma mechitzá (divisória) nos serviços religiosos; somente os homens compõem o minián (quorum mínimo de dez homens judeus adultos para a realização de um serviço religioso público) e sobem ao púlpito para ler na Torá. Não é permitido andar de carro no Shabat nem para ir à sinagoga e não há rabinas ortodoxas. Na prática, os judeus ortodoxos tendem a cumprir as leis judaicas em áreas como manter o Shabat e seguir uma dieta casher. As exigências para a conversão ortodoxa são as mesmas que as do judaísmo conservador/massortí. A principal diferença entre eles é que os rabinos ortodoxos geralmente não aceitam as conversões praticadas por rabinos não-ortodoxos (conservadores/massortís e reformistas), pois não reconhecem o bet din (corte religiosa) formado para avaliar os conhecimentos e a convicção do candidato. Este fato tem causado uma polêmica considerável dentro da comunidade judaica, e é importante que os candidatos potenciais à conversão estejam cientes deste problema. As dificuldades surgem em casos específicos. Aqui vai um exemplo: uma mãe nascida não-judia foi convertida por um rabino não-ortodoxo e se casou com um homem judeu. Os filhos deste matrimônio foram criados como judeus, são considerados judeus pela comunidade em geral, mas não pelo movimento ortodoxo, pois a conversão da mãe não é reconhecida pelos ortodoxos (os filhos de uma mãe judia são automaticamente considerados judeus, mesmo que não tenham sido criados como judeus). Conseqüentemente, se um desses filhos desejar se casar com uma pessoa ortodoxa, um rabino ortodoxo se recusará a celebrar o casamento sem uma prévia conversão ortodoxa. Os rabinos ortodoxos não celebram nem comparecem a um casamento ecumênico. Cabe ressaltar que, em Israel, as conversões realizadas por todos os movimentos (ortodoxo, conservador/massortí e reformista) dentro e fora do Estado de Israel são legalmente reconhecidas, conferindo aos convertidos o direito de Aliá, a Lei de Retorno, que defende o direito de todo judeu morar em Israel. No entanto, o judaísmo ortodoxo é o único movimento cujos casamentos feitos em Israel são reconhecidos oficialmente; os casamentos feitos pelos demais movimentos só são reconhecidos em Israel se forem realizados no exterior. Há diversas organizações ortodoxas ao redor do mundo, com práticas diferentes. A Orthodox Union é a maior delas. No Brasil não há um website específico para todo o movimento; a organização mais conhecida é o Beit Chabad, que também tem alguns websites regionais. 

JUDAÍSMO REFORMISTA:

Nos EUA os reformistas representam cerca de 45% dos judeus filiados e são o maior grupo judaico norte-americano. No Brasil não há estatísticas a respeito, mas trata-se de um grupo minoritário. Embora não haja dados estatísticos precisos, acredita-se que a maioria dos judeus filiados sejam conservadores/massortí, e provavelmente a parcela de ortodoxos seja maior aqui do que nos EUA. É muito grande o número de judeus não-praticantes e/ou não filiados a quaisquer dos movimentos. Os judeus reformistas aceitam a lei judaica, porém colocam ênfase na autonomia moral dos indivíduos que decidem quais leis têm significado religioso para eles. No judaísmo reformista, o estudo da Torá, do Talmud e da Halachá são estimulados e considerados a fonte maior da tradição judaica, com o foco maior nas ações sociais e éticas baseadas nos escritos dos profetas. É importante mencionar que todos os movimentos judaicos apóiam e mantêm inúmeras entidades de cunho social, pois o conceito de tsedacá, justiça social, é fundamental dentro do povo judeu e considerado uma mitsvá, um mandamento. Geralmente, o serviço religioso reformista nem sempre é feito inteiramente em hebraico, como nos movimentos ortodoxo e conservador/massortí; muitas orações são feitas na língua natal e podem ser incluídos textos inspiradores. Assim como no movimento conservador/massortí, o serviço religioso é igualitário: homens e mulheres sentam-se juntos nos serviços religiosos, compõem o minián (quorum mínimo de dez pessoas judias adultas para a realização de um serviço religioso público) e sobem ao púlpito para ler na Torá. Pode-se andar de carro no Shabat para ir à sinagoga e as mulheres podem ser ordenadas como rabinas. O movimento reformista é muitas vezes considerado, inclusive por alguns dos seus próprios membros, como o mais flexível em termos de práticas religiosas. Por exemplo, a dieta casher é estimulada, mas não obrigatória. Atualmente todas as instituições judaicas reformistas oferecem comida casher dentro de suas sedes, numa tendência geral, dentro do movimento, de retorno às práticas tradicionais. O judaísmo reformista aceita a matrilinearidade (filhos de uma mãe judia são judeus), mas defende também a patrilinearidade sob certas condições. Assim sendo, considera também que os filhos de um pai judeu com uma mãe não-judia são judeus desde que tenham sido criados dentro do judaísmo, participem da vida judaica e se identifiquem publicamente como judeus por meio de diversas ações religiosas formais. Portanto, para o movimento reformista os filhos de um casamento desta natureza não precisam se converter para serem reconhecidos como judeus. O reconhecimento da patrilinearidade não é compartilhado pelos movimentos conservador/massortí e ortodoxo, que não reconhecem esses filhos como judeus. Conservadores e ortodoxos seguem apenas a matrilinearidade, ou seja, só reconhecem como judeus os filhos de uma mãe judia, seja ela nascida judia ou convertida de acordo com cada movimento. O potencial de problemas aqui é óbvio. O movimento reformista conta com o maior número de convertidos entre todos os movimentos. Famílias compostas por casamentos inter-religiosos são aceitas, e nos EUA há um programa efetivo para alcançar e incluir estas famílias no meio judaico. As conversões realizadas por rabinos reformistas, dentro e fora de Israel, são reconhecidas pelo Estado de Israel, conferindo aos convertidos o direito de Aliá, a Lei de Retorno, que defende o direito de todo judeu morar em Israel. Para mais informações, visite os websites do Movimento Reformista e da World Union for Progressive Judaism (WUPJ). No Brasil a única organização a representar o movimento reformista é a WUPJ for Latin America (em português, inglês e espanhol). 

IMPORTANTE! 

Por fim, é fundamental ressaltar que o chamado "judaísmo messiânico" não é um movimento judaico. Apesar de assim se auto-intitular, não faz parte do povo judeu e é completamente estranho ao mesmo, uma vez que nega a Unicidade de D-us (um dos princípios fundamentais do judaísmo) e desconsidera inúmeros requisitos necessários para a identificação do Messias. Esta premissa é compartilhada por todos os movimentos: “judaísmo messiânico” não é judaísmo. 

Créditos: Texto adaptado do site em inglês www.convert.org com a permissão de Barbara Shair Tradução: Fábio Lacerda Edição: Adriana Lacerda, Uri Lam e Mariane Dinis Adaptação para o judaísmo brasileiro: Uri Lam Agradecimentos especiais: Uri Lam, Mariane Dinis e Fernanda Goulart

15 de março de 2012

UNIÃO DAS CONGREGAÇÕES JUDAICO MESSIÂNICAS NO BRASIL - UMJC





Congregações no Brasil:


. Belo Horizonte - MG Congregação Judaico-Messiânica Har Tzion, UMJC Rabino Marcelo Miranda www.ensinandodesiao.org.br Tel.: 31-3498-1761 Serviços: Sextas: 7:30 pm; Sábado: 10:00 am Reuniões: Rua Funchal 185 Bairro Ouro Preto, Belo Horizonte MG 31310-440 

. São Paulo - SP Congregacao Judaico Messianica Beit Mashiach, UMJC Líder Gilberto Branco www.beitmashiach.org info@beitmashiach.org Tel.: 55 (11) 3312-0176 Fax: 55 (11) 3326-4022 Serviços: Sexta: 19:30 pm & Sábado: 10:00 am Torah Service Reuniões: Rua Joaquim Murtinho, 252, Bairro do Bom Retiro

3 de janeiro de 2010

SINAGOGAS NO RIO DE JANEIRO




Sinagoga Kehilat Yaacov (Denominação: Ortodoxa)
R. Cap. Alvares da Silva, 15
Copacabana, RJ
Tel: 2255-0191, 2236-3922
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


Sinagoga Kehilat Moriah (Denominação: Ortodoxa)
R. Pompeu Loureiro, 48
Tel.: 2235-3110
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


Congregação Religiosa Israelita Sinagoga Beth-El (Denominação: Ortodoxa)
R. Barata Ribeiro, 489
Tel.: 2548-5545
Email: bethel.sinagoga@ig.com.br
http://www.sinagogabethel.com.br


Sinagoga Maimônides (Denominação: Ortodoxa)
R. Barata Ribeiro, 489
Tel.: 2548-3413
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


Sociedade Educacional Beneficente Binyan Olam (Denominação: Ortodoxa)
R. Lacerda Coutinho, 53
http://www.nigraph.com.br/binyanolam
binyanolamrj@highway.com.br
Tel.: 2255-2764
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


Centro Cultural Israelita Bircat Abraham
cciba@ig.com.br
Tel.: 3208-5663 - 3208-5664
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


Sinagoga Agudat Israel (Denominação: Ortodoxa)
R. Nascimento Silva, 109
Ipanema / Leblon
Tel.: 2294-3138
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


Associação Cultural Beneficente Beit Lubavitch (Denominação: Ortodoxa)
lubavitch.rio@openlink.com.br
Tel: 2294-3138, 2267-5567
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


Sinagoga Beit Aaron (Denominação: Ortodoxa)
R. Gago Coutinho, 48
Laranjeiras / Botafogo
Tel: 2225-3507
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


União Israelita Shel Guemilut Hassadim (Denominação: Ortodoxa)
R. Rodrigo de Brito, 37
Laranjeiras / Botafogo
sinagoga.shel@openlink.com.br
Tel: 2541-7449 – 2541-7391
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:

Associacao Religiosa Israelita - ARI (Denominação: Reformada)
Rua General Severiano 170
Rio de Janeiro RJ 22290-040
Brazil
Tel: 55 21 543 6320, 55 21 295 6599
Fax.: 55 21 542 6499
Email: ariadm@openlink.com.b
Rabino Sergio Margulies
rabsm@openlink.com.br
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:

Grande Templo Israelita do Rio de Janeiro (Denominação: Ortodoxa)
R. Tenente Possolo, 8
Centro / Tijuca
Tel: 2232-3656
Fax:
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Website:
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Sinagoga Ben Yehuda Monte Sinai (Denominação: Ortodoxa)
R. São Francisco Xavier, 104
Centro / Tijuca
Tel: 2284-9812
Fax:
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Website:
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Associação Beneficente Israelita União (Denominação: Ortodoxa)
R. Sta. Alexandrina, 446
Centro / Tijuca
Tel: 2273-7626, 2502-5522
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:

Sociedade Israelita Religiosa Beneficente Sefaradita do Rio de Janeiro – Templo União Israel (Denominação: Ortodoxa)
R. José Higino, 375
Centro / Tijuca
tuirj@ig.com.br
Tel: 2288-1753, 2238-3995
Fax:
Email:
Website:
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Sociedade Israelita Templo Sidon (Denominação: Ortodoxa)

R. Conde de Bonfim, 521
Centro / Tijuca
Tel: 2268-3392
Fax:
Email:
Website:
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Sinagoga Família Safra (Denominação: Ortodoxa)
R. Afonso Pena, 171
Centro / Tijuca
Tel: 2569-3958
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


Sinagoga Talmud Torah Hertzlia (Denominação: Ortodoxa)
R. Ibituruna, 37
Centro / Tijuca
Tel.: 2569-0505
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


Sociedade Israelita Sinagoga Beirutense (Denominação: Ortodoxa)
R. Carvalho Alvim, 467
Centro / Tijuca
Tel: 2582-6106, 2582-6107, 254-8898
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


União Beneficente Magen David (Denominação: Ortodoxa)
R. Visc. Cabo Frio, 29
Centro / Tijuca
Tel.: 2258-6172
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


Lar da Velhice Israelita Religiosa (Denominação: Ortodoxa)
Av. Geremário Dantas, 278
Jacarepaguá/
Barra Tijuca
Tel: 3392-5703, 3392-1230
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


Congregação Judaica do Brasil – CJB (Denominação: Liberal)
R. Prof. Milward, 65
Jacarepaguá/Barra Tijuca
http://www.cjb.org.br
cjb@marlin.com.br
Tel: 2493-5735
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:

Sinagoga Beit Yehuda Meir (Denominação: Ortodoxa)
R. Lucídio Lago, 326
Méier
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


Sinagoga Ahavat Shalom (Denominação: Ortodoxa)
R. Juvenal Galeno, 29
Olaria
Tel: 2560-5424
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


Sinagoga Centro Isr. Niterói (Denominação: Ortodoxa)
R. Visc. Uruguai, 255
Niterói
Tel: 2620-8598
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


Sinag. da Yeshiva Colegial (Denominação: Ortodoxa)
R. Cel. Duarte Silveira, 1246
Petrópolis
Tel: (24) 2237-6952
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


Congregação Judaica P´Nei Or
ryallouz@compuland.com.br

Sinagoga Isr. Brasileira (Denominação: Ortodoxa)
Av. Aureliano Coutinho, 48
Petrópolis
Tel: 24-2242-6707
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


Sinagoga Shalom (Denominação: Ortodoxa)
Av. Oliveira Botelho, 112
Teresópolis
Tel: 2642-6919
Fax:
Email:
Website:
Rabbi:


Sociedade União Isrelense de Campos dos Goytacazes (Denominação: Ortodoxa)
R. Consº. Otaviano, 84/404
Campos dos Goytacazes
Tel: (24) 2722-1727
Fax:
Email:
Website:
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25 de setembro de 2008

DENOMINAÇÕES JUDAICAS: MOVIMENTO ORTODOXO

JUDAÍSMO ORTODOXO.


Jovem "haredi" (Ortodoxo em Hebraico) examina um "Etrog" (Fruta aromática da família do limão), usada durante as comemorações do "Sukkot" (Festa dos Tabernáculos)

Nos EUA o judaísmo ortodoxo representa cerca de 10% dos judeus filiados. Judeus ortodoxos aceitam integralmente a Halachá e, diferentemente dos judeus conservadores/massortís, entendem que ela não é passível de modificação. A ortodoxia entende que as 613 mitsvót contidas na Torá são obrigatórias para todos os judeus. Eles acreditam que a Torá foi revelada diretamente por D-us; em decorrência disso, as suas leis são divinas e devem ser obedecidas. Assim, os ortodoxos são os mais tradicionais entre todos os grupos judaicos. Homens e mulheres sentam-se separados por uma mechitzá (divisória) nos serviços religiosos; somente os homens compõem o minián (quorum mínimo de dez homens judeus adultos para a realização de um serviço religioso público) e sobem ao púlpito para ler na Torá. Não é permitido andar de carro no Shabat nem para ir à sinagoga e não há rabinas ortodoxas. Na prática, os judeus ortodoxos tendem a cumprir as leis judaicas em áreas como manter o Shabat e seguir uma dieta casher.

As exigências para a conversão ortodoxa são as mesmas que as do judaísmo conservador/massortí. A principal diferença entre eles é que os rabinos ortodoxos geralmente não aceitam as conversões praticadas por rabinos não-ortodoxos (conservadores/massortís e reformistas), pois não reconhecem o bet din (corte religiosa) formado para avaliar os conhecimentos e a convicção do candidato. Este fato tem causado uma polêmica considerável dentro da comunidade judaica, e é importante que os candidatos potenciais à conversão estejam cientes deste problema.

As dificuldades surgem em casos específicos. Aqui vai um exemplo: uma mãe nascida não-judia foi convertida por um rabino não-ortodoxo e se casou com um homem judeu. Os filhos deste matrimônio foram criados como judeus, são considerados judeus pela comunidade em geral, mas não pelo movimento ortodoxo, pois a conversão da mãe não é reconhecida pelos ortodoxos (os filhos de uma mãe judia são automaticamente considerados judeus, mesmo que não tenham sido criados como judeus). Conseqüentemente, se um desses filhos desejar se casar com uma pessoa ortodoxa, um rabino ortodoxo se recusará a celebrar o casamento sem uma prévia conversão ortodoxa. Os rabinos ortodoxos não celebram nem comparecem a um casamento ecumênico.



Cabe ressaltar que, em Israel, as conversões realizadas por todos os movimentos (ortodoxo, conservador/massortí e reformista) dentro e fora do Estado de Israel são legalmente reconhecidas, conferindo aos convertidos o direito de Aliá, a Lei de Retorno, que defende o direito de todo judeu morar em Israel. No entanto, o judaísmo ortodoxo é o único movimento cujos casamentos feitos em Israel são reconhecidos oficialmente; os casamentos feitos pelos demais movimentos só são reconhecidos em Israel se forem realizados no exterior.

Há diversas organizações ortodoxas ao redor do mundo, com práticas diferentes. A Orthodox Union é a maior delas. No Brasil não há um website específico para todo o movimento; a organização mais conhecida é o Beit Chabad, que também tem alguns websites regionais.

DENOMINAÇÕES JUDAICAS: MOVIMENTO REFORMISTA

Uma das verdadeiras dificuldades que as pessoas que procuram o Judaísmo têm é decidir qual movimento escolher

Os judeus reformistas aceitam a lei judaica, porém colocam ênfase na autonomia moral dos indivíduos que decidem quais leis têm significado religioso para eles



No Brasil, fala-se em três movimentos principais; além destes, há o que podemos chamar de instituições religiosas tradicionais não filiadas a nenhum dos movimentos mas que carregam as tradições de onde vieram seus fundadores (Rússia, Romênia, Bessarábia, Hungria, Portugal, Egito, Líbano, etc.); bem como alguns judeus que não se filiam a nenhum dos grupos.

Judaísmo Reformista/Progressista

Nos EUA os reformistas representam cerca de 45% dos judeus filiados e são o maior grupo judaico norte-americano. No Brasil não há estatísticas a respeito, mas trata-se de um grupo minoritário. Embora não haja dados estatísticos precisos, acredita-se que a maioria dos judeus filiados sejam conservadores/massortí, e provavelmente a parcela de ortodoxos seja maior aqui do que nos EUA. É muito grande o número de judeus não-praticantes e/ou não filiados a quaisquer dos movimentos.

Lei Judaica

Os judeus reformistas aceitam a lei judaica, porém colocam ênfase na autonomia moral dos indivíduos que decidem quais leis têm significado religioso para eles. No judaísmo reformista, o estudo da Torá, do Talmud e da Halachá são estimulados e considerados a fonte maior da tradição judaica, com o foco maior nas ações sociais e éticas baseadas nos escritos dos profetas.

É importante mencionar que todos os movimentos judaicos apóiam e mantêm inúmeras entidades de cunho social, pois o conceito de tsedacá, justiça social, é fundamental dentro do povo judeu e considerado uma mitsvá, um mandamento.
Hebraico e vernacular

Geralmente, o serviço religioso reformista nem sempre é feito inteiramente em hebraico, como nos movimentos ortodoxo e conservador/massortí; muitas orações são feitas na língua natal e podem ser incluídos textos inspiradores. Assim como no movimento conservador/massortí, o serviço religioso é igualitário: homens e mulheres sentam-se juntos nos serviços religiosos, compõem o minián (quorum mínimo de dez pessoas judias adultas para a realização de um serviço religioso público) e sobem ao púlpito para ler na Torá. Pode-se andar de carro no Shabat para ir à sinagoga e as mulheres podem ser ordenadas como rabinas.
Flexibilidade

O movimento reformista é muitas vezes considerado, inclusive por alguns dos seus próprios membros, como o mais flexível em termos de práticas religiosas. Por exemplo, a dieta casher é estimulada, mas não obrigatória. Atualmente todas as instituições judaicas reformistas oferecem comida casher dentro de suas sedes, numa tendência geral, dentro do movimento, de retorno às práticas tradicionais.
Matrilinearidade/patrilinearidade

O judaísmo reformista aceita a matrilinearidade (filhos de uma mãe judia são judeus), mas defende também a patrilinearidade sob certas condições. Assim sendo, considera também que os filhos de um pai judeu com uma mãe não-judia são judeus desde que tenham sido criados dentro do judaísmo, participem da vida judaica e se identifiquem publicamente como judeus por meio de diversas ações religiosas formais. Portanto, para o movimento reformista os filhos de um casamento desta natureza não precisam se converter para serem reconhecidos como judeus.

O reconhecimento da patrilinearidade não é compartilhado pelos movimentos conservador/massortí e ortodoxo, que não reconhecem esses filhos como judeus. Conservadores e ortodoxos seguem apenas a matrilinearidade, ou seja, só reconhecem como judeus os filhos de uma mãe judia, seja ela nascida judia ou convertida de acordo com cada movimento. O potencial de problemas aqui é óbvio.
Conversões



Uma das etapas da cerimônia de conversão ao Judaísmo: Mulher imersa no "Mikveh" (Banho ritual)

O movimento reformista conta com o maior número de convertidos entre todos os movimentos. Famílias compostas por casamentos inter-religiosos são aceitas, e nos EUA há um programa efetivo para alcançar e incluir estas famílias no meio judaico.

As conversões realizadas por rabinos reformistas, dentro e fora de Israel, são reconhecidas pelo Estado de Israel, conferindo aos convertidos o direito de Aliá, a Lei de Retorno, que defende o direito de todo judeu morar em Israel.

Para mais informações, visite os websites do Movimento Reformista e da World Union for Progressive Judaism (WUPJ). No Brasil a única organização a representar o movimento reformista é a WUPJ for Latin America (em português, inglês e espanhol).
PERIGO: JUDAÍSMO MESSIÂNICO




Nenhuma denominação judaica oficial (Ortodoxa, Conservadora, Reformista e Reconstrucionista) reconhece o "Judaísmo Messiânico", que foi fundado em meados do Século XX por evangélicos. Seus seguidores não têm direito à Lei do Retorno (Aliah)


IMPORTANTE! Por fim, é fundamental ressaltar que o chamado "judaísmo messiânico" não é um movimento judaico. Apesar de assim se auto-intitular, não faz parte do povo judeu e é completamente estranho ao mesmo, uma vez que nega a Unicidade de D-us (um dos princípios fundamentais do judaísmo) e desconsidera inúmeros requisitos necessários para a identificação do Messias. Esta premissa é compartilhada por todos os movimentos: “judaísmo messiânico” não é judaísmo.

Os fundadores do "Judaísmo Messiânico" sequer foram judeus





Créditos:

Texto adaptado do site em inglês www.convert.org com a permissão de Barbara Shair
Tradução: Fábio Lacerda
Edição: Adriana Lacerda, Uri Lam e Mariane Dinis
Adaptação para o judaísmo brasileiro: Uri Lam
Agradecimentos especiais: Uri Lam, Mariane Dinis e Fernanda Goulart

DENOMINAÇÕES JUDAICAS: MOVIMENTO CONSERVADOR (MASORTI)

Movimento "Masorti" (Tradicional em Hebraico) - O Movimento masorti é o nome dado a linha conservadora do judaísmo pelo Estado de Israel.



Corrente do Judaísmo. Surgido ao final do século XIX o Movimento Conservador ficou conhecido como a denominação “do meio” no Judaísmo americano do século XX. Ou seja, um meio termo entre a “esquerda” religiosa representada pelo Movimento Reformista e a “direita” representada pela Ortodoxia. O judaísmo conservador, também conhecido como judaísmo Masorti, é uma denominação moderna do judaísmo que surgiu nos Estados Unidos, no início do séc. XX.


O judaísmo conservador se caracteriza por:

* Um comprometimento com as leis e costumes judaicos tradicionais
* Um ensinamento deliberadamente não fundamentalista dos princípios judaicos de fé.
* Uma atitude positiva frente à cultura moderna.
* Uma integração dos métodos rabínicos tradicionais de estudo e com o método cientifico modernos.

O judaísmo conservador tem suas raízes na escola de pensamento conhecida como judaísmo histórico positivo, desenvolvido na Alemanha nos idos de 1850, como reacção às posições religiosas mais liberais assumidas pelo judaísmo reformista. O termo conservador foi escolhido para indicar que os judeus devem conservar a tradição judaica, ao invés de reformá-la ou abandoná-la. O termo não implica em que os participantes do movimento sejam politicamente conservadores. Dado este potencial para confusão, um número de rabinos conservadores propôs renomear o movimento (dentro) e fora dos Estados Unidos, ele é conhecido como judaísmo Masorti (termo hebraico para “Tradicional”).



HISTÓRIA:

Como o judaísmo reformista, o movimento conservador desenvolveu-se na Europa e nos Estados Unidos, no séc. XIX, quando os judeus reagiram às mudanças advindas do Iluminismo e da emancipação judaica. Na Europa o movimento era conhecido por judaísmo histórico positivo, e ainda é conhecido como “escola histórica.”

O judaísmo histórico positivo, o precursor do judaísmo conservador, desenvolveu-se como uma escola de pensamento entre 1840 e 1850, na Alemanha. Seu principal fundador foi o Rabino Zecharias Frankel, que rompeu com o judaísmo reformista alemão em 1845, pela rejeição do movimento reformista à primazia da língua hebraica nas orações judaicas. Em 1854, Frankel tornou-se o chefe do Seminário Teológico Judaico de Breslau, Alemanha. No seminário, Frankel ensinava que a lei judaica não era estática, ao contrário, sempre se desenvolvera em resposta à mudança de condições. Ele chamou seu enfoque de “Judaísmo Histórico Positivo”, que significa que a pessoa deveria ter uma atitude positiva na aceitação da lei e tradição judaicas como normativas, ainda que devesse estar aberto ao desenvolvimento da lei do mesmo modo como ela sempre se desenvolveu historicamente. Frankel rejeitava as inovações do judaísmo reformista como sem base suficiente na história judaica e na prática comunitária.

Entretanto, o uso por Frankel de métodos modernos de estudo histórico na análise de textos judaicos e desenvolvimento da lei judaica, colocaram-no à parte do judaísmo neo-ortodoxo, que estava se desenvolvendo na mesma época sob a liderança do Rabino Samson Raphael Hirsch. Na segunda metade do séc. XIX, os debates ocorridos no judaísmo europeu replicaram nos Estados Unidos. O judaísmo conservador começou, de maneira semelhante, como uma reacção à rejeição do judaísmo reformista à lei e à prática judaicas tradicionais. As diferenças entre as vertentes mais modernas e tradicionais do judaísmo americano vieram à tona em 1883, no “Trefa Banquet” – onde crustáceos e outros pratos não casher foram servidos na celebração da formatura da primeira classe do Hebrew Union College, em Cincinnati. A adopção da Plataforma ideológica radical de Pittsburgh, em 1885, que rejeitava a observância dos mandamentos rituais e das idéias de povo judeu e a nacionalidade judaica como “anacronismo”, criou um permanente atrito entre o movimento reformista e os judeus americanos mais tradicionais. Em 1886, os rabinos Sabato Morais e H. Pereira Mendes fundaram o Seminário Teológico Judaico (JTS), na cidade de Nova York, como uma alternativa mais tradicional ao Seminário Reformista Hebrew Union College. A breve afiliação do seminário com as congregações tradicionais que estabeleceram a União das Congregações Ortodoxas da América, em 1898, deveu-se fortemente à rejeição ortodoxa do enfoque académico, ou seja a possibilidade de estudar com os mesmos critérios da Universidade de Judaísmo do seminário com relação ao estudo judaico.

Na virada do século, o seminário fechou uma fonte de fundo permanente e passou a ordenar uma média de não mais que um rabino por ano. A sorte do judaísmo conservador passou por uma alteração dramática quando, em 1902, o famoso estudioso Solomon Schechter aceitou o convite para se tornar presidente do JTS, atraindo um corpo docente importante tornando-se um centro de renome, de alta reputação de estudo judaico. Em 1913, o movimento conservador fundou seu braço congregacional. A United Synagogue da América.

O judaísmo conservador passou por um rápido crescimento na primeira metade do séc. XX, tornando-se a maior denominação judaica americana. Sua combinação de inovação moderna (como assentos mistos – homens e mulheres sentando junto e prática tradicional) foi particularmente atractiva para a primeira e segunda gerações dos imigrantes judeus do leste europeu, que achavam a ortodoxia restritiva, mas o judaísmo reformista estranho. Depois da Segunda Guerra Mundial, o judaísmo conservador continuou a prosperar. Os anos 50 e início dos 60 apresentaram um “boom” na construção de sinagogas quando os judeus americanos se mudaram para os subúrbios.

A coalizão conservadora se rompeu em 1963, quando defensores da filosofia reconstrucionista do Rabino Mordechai Kaplan se retiram do movimento para formar um judaísmo reconstrucionista distinto. Kaplan tinha sido um líder do JTS durante 54 anos, e pressionou reformas e inovações litúrgicas na prática ritual dentro da estrutura do judaísmo conservador. Frustrados com a predominância das vozes mais tradicionalistas no JTS, os companheiros de Kaplan decidiram que as ideias do reconstrucionismo seriam melhor aproveitadas através da criação de uma denominação separada. Em 1968, a ruptura se formalizou com o estabelecimento do Reconstructionist Rabbinical College.

Nos anos 70 e início dos anos 80 o judaísmo conservador estava dividido quanto a assuntos referentes à igualdade de género. Em 1973, o Comitê de Lei e Conduta Judaica votou, sem adoptar uma teshuva (responsa rabínica), permitindo que mulheres contassem para minian, mas deixando a decisão de ser ou não igualitárias para cada congregação individualmente. Após toda uma década de debates, em 1983 o JTS votou por admitir a ordenação de mulheres como rabinas conservadoras. Certos oponentes desta decisão deixaram o movimento conservador para formar a União pelo Judaísmo Tradicional, grupo que hoje não tem expressão.

Nos anos 90, a University of Judaism em Los Angeles estabeleceu a Ziegler School of Rabinic Studies como uma escola rabínica independente. Na época da Pesquisa sobre a População Judaica Nacional de 1990, o judaísmo conservador permanecia sendo a maior denominação na América, com 45% de famílias judaicas afiliadas a uma sinagoga conservadora (comparados aos 35% de reformistas e 16% de ortodoxo). Dez anos mais tarde, o NJPS demonstrou que o movimento conservador tinha sofrido sério desgaste, com somente 33% dos judeus americanos filiados a uma sinagoga pertencendo a uma sinagoga conservadora. Pela primeira vez em cerca de um século, o judaísmo conservador não era mais a maior denominação na América. Ao mesmo tempo, entretanto, certas instituições conservadoras, em particular escolas, demonstraram crescimento significativo. Líderes conservadores concordam que estas tendências indicam que o movimento havia alcançado uma encruzilhada na chegado do séc. XXI.





CRENÇA:

Durante a maior parte da história do movimento, o judaísmo conservador evitou publicar explicações sistemáticas sobre os princípios judaicos de fé. Isto era uma tentativa consciente de manter uma ampla coligação. Esta preocupação foi posta de lado em grande parte depois que a ala à esquerda do movimento se separou em 1968 para formar o movimento de reconstrucionista, e depois que a ala à direita se separou em 1985 para formar a União pelo Judaísmo Tradicional.

Em 1988, o conselho de liderança do judaísmo conservador finalmente emitiu uma declaração oficial de fé, Emet Ve-Emuna: Declaração dos Princípios do Judaísmo Conservador. De acordo com o judaísmo rabínico clássico, os judeus devem manter certos credos. Entretanto, a tradição judaica nunca desenvolveu nenhum catecismo obrigatório. Assim, é difícil, se não impossível, destacar somente credo formal da pessoa e mantê-lo como obrigatório. Ao contrário, Emet Ve-Emunah permite uma gama de credos judaicos que os rabinos conservadores acreditam serem autenticamente judeus e justificáveis, destacando o pluralismo e adversidade judaica.

Assim Emet Ve-Emuna afirma a crença em Deus e na inspiração divina da Torá; entretanto também afirma a legitimidade de múltiplas interpretações sobre esses assuntos. Ateísmo, visões trinitárias de Deus e politeísmos estão todos descartados. O judaísmo conservador rejeita explicitamente o relativismo, mas rejeita também o literalismo e o fundamentalismo.






DEUS:

O judaísmo conservador afirma o monoteísmo. Seus membros têm várias crenças sobre a natureza de Deus, e nenhum entendimento sobre Deus é mandatário. Entre as crenças afirmadas estão: racionalismo mainonideano; misticismo cabalista; panteismo chassídico (neo-chassidismo, renovação judaica); teísmo limitado (como em “Quando coisas ruins acontecem às pessoas boas”, de Harold Kushner); pensamento orgânico no estilo de Whitehead and Hartshorne, processo teológico a.k.a (tal como rabinos Max Kadushin e William E. Kaufman).

O naturalismo religioso de Mordechai Kaplan (judaísmo reconstrucionista) costumava ter um lugar influente no movimento, mas uma vez que o reconstrucionismo desenvolveu um movimento independente, esta influência se enfraqueceu. Folhetos de uma recente conferência da Rabbinical Assembly sobre teologia foram editados como suplemento especial do jornal Conservative Judaism (inverno de 1999); os editores observam que o naturalismo de Kaplan parece ter caído na tela do radar do movimento.

CRENÇA:

Em concordância com o judaísmo tradicional, o judaísmo conservador mantém que Deus inspirou os profetas para escreverem a Torá (os cinco livros de Moisés) e a Bíblia hebraica. Entretanto, por razões teológicas, a maioria dos judeus conservadores rejeita a idéia judaica tradicional que Deus ditou as palavras da Torá a Moisés no Monte Sinai, em uma revelação verbal. A revelação divina, entretanto, enquanto mantida como real, é aceita geralmente como não verbal – quer dizer, a revelação não incluía as palavras em particular dos textos divinos. O judaísmo conservador admite uma vasta gama de visões quanto ao assunto da revelação.

Os judeus conservadores sentem-se à vontade com as decisões do estudo cientifico da Bíblia, incluindo a hipótese documentária, a ideia de que o texto actual da Torá foi composto de diversas fontes anteriores produzidas em diferentes momentos da história do povo de Israel. Eles vão além e as autoridades rabínicas do movimento e comentário da Torá oficial (Etz Hayim: Um Comentário da Torá) afirma que os judeus deveriam fazer uso de uma análise histórica e literária crítica moderna para compreender como a Bíblia se desenvolveu.

Os judeus conservadores reconciliam estas crenças, mantendo que Deus, de alguma forma, revelou Sua vontade a Moisés e aos profetas posteriores. Entretanto, relatos da revelação devem ter passado através dos séculos de muitas maneiras, inclusive documentos escritos, folclore, poemas épicos, etc. Esses relatos foram eventualmente compilados para formar a Torá e, a partir daí, os outros livro do Tanach (Bíblia hebraica).






REVELAÇÃO:

Em concordância com o judaísmo tradicional, o judaísmo conservador mantém que Deus inspirou os profetas para escreverem a Torá (os cinco livros de Moisés) e a Bíblia hebraica. Entretanto, por razões teológicas, a maioria dos judeus conservadores rejeita a idéia judaica tradicional que Deus ditou as palavras da Torá a Moisés no Monte Sinai, em uma revelação verbal. A revelação divina, entretanto, enquanto mantida como real, é aceita geralmente como não verbal – quer dizer, a revelação não incluía as palavras em particular dos textos divinos. O judaísmo conservador admite uma vasta gama de visões quanto ao assunto da revelação.

Os judeus conservadores sentem-se à vontade com as decisões do estudo cientifico da Bíblia, incluindo a hipótese documentária, a ideia de que o texto actual da Torá foi composto de diversas fontes anteriores produzidas em diferentes momentos da história do povo de Israel. Eles vão além e as autoridades rabínicas do movimento e comentário da Torá oficial (Etz Hayim: Um Comentário da Torá) afirma que os judeus deveriam fazer uso de uma análise histórica e literária crítica moderna para compreender como a Bíblia se desenvolveu.

Os judeus conservadores reconciliam estas crenças, mantendo que Deus, de alguma forma, revelou Sua vontade a Moisés e aos profetas posteriores. Entretanto, relatos da revelação devem ter passado através dos séculos de muitas maneiras, inclusive documentos escritos, folclore, poemas épicos, etc. Esses relatos foram eventualmente compilados para formar a Torá e, a partir daí, os outros livro do Tanach (Bíblia hebraica).







HALACHA (LEI JUDAICA):

O judaísmo conservador vê a lei judaica como normativa e obrigatória. Entretanto, toma a posição de que a halachá pode e deve evoluir para ir de encontro à mudança da realidade da vida judaica. O judaísmo conservador, portanto, vê que esses códigos legais judaicos devem ser vistos através das lentes da crítica académica. Como observava Solomon Schechter, “por maior valor literário que um código possa ter, isto não lhe dá infalibilidade, nem isenta o estudante ou o rabino que faça uso dele da obrigação de examinar cada parágrafo por seus próprios méritos e o sujeitar às mesmas normas de interpretação que sempre foram aplicadas à tradição”. Os judeus conservadores acreditam que seu ponto de vista quanto à lei judaica como evolutiva e adaptável é de facto consistente com a tradição judaica. O judaísmo conservador mantém que ambos requisitos, éticos e rituais, são normativos. Os judeus conservadores portanto estão obrigados a observar leis rituais, incluindo o Shabat; manter-se Casher; a prática de reza três vezes ao dia; observar as festas judaicas e os eventos do ciclo de vida.

Diversos estudos têm demonstrado que há uma grande brecha entre o que o movimento conservador ensina e o que a maioria da comunidade tem incorporado às suas vidas diárias. A prática judaica conservadora é frequentemente indistinguível daquela do judaísmo reformista com respeito à observância das leis do Shabat ou do cashrut. Os judeus conservadores que são moderadamente ligados, entretanto, estão mais de acordo em seguir a doutrina conservadora na observância do ciclo de vida ou feriados (tal como ir à sinagoga nos dois dias de Rosh Hashaná ou manter as leis de Pessach). Há um significativo grupo de judeus conservadores comprometidos, formado por lideranças leigas, rabinos, chazanim, educadores e aqueles formados por escolas religiosas do movimento e acampamentos, que levam a lei judaica muito seriamente. Estudos recentes têm demonstrado um crescimento na observância dos membros do movimento.

Há um artigo em separado que detalha a responsa conservadora, opiniões legais e normas do judaísmo conservador e Masorti. A responsa conservadora foi redigida pelo Rabbinical Assembly’s Committee on Jewish Law and Standards.






VISÕES DE OUTRAS DENOMINAÇÕES JUDAICAS:

O judaísmo conservador contrasta com outras denominações em duas áreas maiores de diferença:

Com referência ao grau de revelação da Torá: aqui o judaísmo conservador mantém que a crença ortodoxa na revelação verbal da Torá escrita e oral não é necessária ou mandatária para a crença judaica. Entretanto, eles também rejeitam a visão reformista da Torá como sendo somente inspiração humana. Ao contrário, aceitam a crença na divindade da revelação não verbal da Torá escrita como visão judaica correcta, histórica e autêntica. Nesta visão, a Torá oral é considerada inspirada pela Torá, mas não necessariamente de origem divina.

Com relação à interpretação da Halachá (lei judaica): Devida a tradição legal do judaísmo, as diferenças fundamentais entre as modernas denominações judaicas também envolvem a interpretação e a aplicação da lei e da tradição judaica. O judaísmo conservador acredita que seu enfoque é a mais autêntica expressão do judaísmo como ele era tradicionalmente praticado. Os judeus conservadores acreditam que os movimentos à sua esquerda, como o judaísmo reformista e o reconstrucionista, têm errado ao rejeitar a autoridade tradicional da lei e da tradição judaicas. Eles acreditam que os movimentos judaicos ortodoxos, à direita teológica, têm errado em refrear ou parar o desenvolvimento histórico da lei judaica: “O judaísmo conservador acredita que o estudo dos textos judaicos indica que o judaísmo tem estado constantemente envolvido no sentido de ir ao encontro das necessidades do povo judeu em circunstâncias variadas, e que a autoridade halachica central pode continuar a evolução da halachica hoje.” O movimento conservador faz um esforço consciente para usar as fontes históricas para determinar que tipo de mudanças têm ocorrido na tradição judaica, como e por que ocorreram, e em que contexto histórico. Com tais informações, eles acreditam que podem compreender melhor a maneira apropriada para os rabinos interpretarem e aplicarem a lei judaica às nossas condições hoje em dia.

Mordechai Waxman, um líder da Rabbinical Assembly, escreve que “a reforma tem afirmado o direito de interpretação, mas rejeita a autoridade da tradição legal. A ortodoxia apega-se rapidamente ao princípio da autoridade, mas tem em gerações recentes e na nossa própria rejeitado o direito a quaisquer interpretações menores. A visão conservadora é que ambas são necessária para um judaísmo vivo. Portanto, o judaísmo conservador mantém-se ligado à tradição legal judaica, mas reafirma o direito de seu corpo rabínico agir como um todo para interpretar e aplicar a lei judaica.” (Mordecai Waxman Tradition and Change: The Development of Conservative Judaism)

Um dos líderes do movimento conservador escreveu sobre enfoques legais do movimento, comparando a halacha a um jogo de xadrez. Nos séc. XVI e XVII (correlato à publicação de Shulkan Aruch e seus comentários), o movimento ortodoxo colocou um domo de vidro sobre o tabuleiro. Os judeus conservadores simplesmente tiraram o domo e começaram as mover as peças novamente de acordo com as normas. Os judeus reformistas rejeitam as normas do jogo. O judaísmo conservador vê os processos pelo qual o judaísmo reformista e o reconstrucionista fazem mudanças nas tradições judaicas como inválidos. Assim, o judaísmo conservador rejeita a descendência por parte de pai e manteria que uma criança filha de mãe não judia que cresceu como judeu reconstrucionista ou reformista não é legalmente judia e deveria passar pela conversão para tornar-se judeu. Da mesma forma, enquanto os serviços reformistas e reconstrucionistas ou outros rituais não são inerentemente inválidos, se eles não estiverem de acordo com os requisitos da halacha (p. ex. um serviço que omita uma reza legalmente necessária), eles não seriam reconhecidos como legalmente significantes. Apesar do desacordo do movimento conservador com os movimentos mais liberais, ele está de acordo com o pluralismo judaico e respeita o direito dos judeus reconstrucionistas e reformistas de praticarem o judaísmo de sua própria maneira. Assim o movimento conservador reconhece seu clero como rabinos, ainda que frequentemente não aceite suas decisões específicas como válidas.

Em contraste, enquanto o judaísmo conservador vê o enfoque ortodoxo sobre a halachá como rígida e muito diferente ao precedente passado, também o vê como legalmente válido. Deste modo um judeu conservador poderia satisfazer suas obrigações halachicas participando de rituais ortodoxos. O judaísmo ortodoxo, entretanto, vê o enfoque conservador à halacha como inválida. Em particular, eles criticam a posição conservadora de que o precedente halachico não é obrigatório e o uso de posições minoritárias na literatura rabínica como suporte às normas conservadoras. Uma crítica mais profunda é que o processo conservador é dirigido mais por um desejo de alcançar resultados preferidos pelos seculares do que pelas considerações haláchicas tradicionais. Como resultado, o judaísmo ortodoxo não reconhece os rituais conservadores e alguns elementos do judaísmo ortodoxo não reconhecem os rabinos conservadores como rabinos autênticos.






OITO PERSPECTIVAS DE COMPORTAMENTO:

. Segundo o Rabino Jerome Epstein:

* 1) O Judeu Masorti ideal apoia uma sinagoga Masorti, participando de suas actividades.
* 2) O Judeu Masorti ideal estuda, pelo menos uma hora por semana.
* 3) O Judeu Masorti ideal emprega os valores judaicos aprendidos para orientar seu comportamento, mesmo quando entram em conflito com seus sentimentos ou inclinações pessoais.
* 4) O Judeu Masorti ideal incrementa sua vida judaica, graças ao seu compromisso com o Judaísmo e a uma séria consideração dos valores judaicos, agregando um mínimo de três mitzvot novas por ano.
* 5) O Judeu Masorti ideal emprega os valores de tikun olam para ajudar no contínuo reparo do mundo.
* 6) O Judeu Masorti ideal só toma decisões sobre o comportamento judaico após ter considerado seu efeito em klal Israel.
* 7) O Judeu Masorti ideal aumenta seus vínculos e conexões com Israel.
* 8) O Judeu Masorti ideal estuda para aumentar seu conhecimento do hebraico.

Muitas pessoas pensam equivocadamente que o Judaísmo Masorti é um Judaísmo “em que cada um escolhe o que lhe apetece” – em que não há regras nem expectativas. Entretanto, na verdade, o Judaísmo Masorti é comprometido com a tradição judaica e com a observância das mitzvot.

Os ensinamentos de nosso Movimento deveriam afetar a forma como vivemos nossas vidas – porque se o Judaísmo não der forma às nossas decisões diárias e ao nosso estilo de vida, então não faz sentido. O Judeu Masorti ideal é um judeu que se esforça, um judeu que está sempre a crescer em compromisso e em conhecimento. Cada um de nós deveria subir continuamente pela escada da observância. O Judaísmo Masorti pede-nos para aprendermos e crescermos.