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20 de maio de 2023

SEFARAD (ESPANHA): 1391-1492


O Castelo de Alcazar, Segóvia, Espanha

Os anos de 1391 e 1492 foram determinantes na história dos judeus de Sefarad, denominação em hebraico para a Península Ibérica. Em 1391 ocorreu a explosão da violência antijudaica, dando início à torrente de conversões forçadas de judeus ao Cristianismo e a uma profunda crise religiosa e social. e, 1492 foi o trágico ano em que os Reis Fernando de Aragão e Isabel de Castela promulgaram o édito de Expulsão que pôs um fim na presença judaica na região.

15 de abril de 2018

COMO SURGIRAM E SE CLASSIFICAM OS JUDEUS SEFARADIM E ASHKENAZIM?

. Pergunta:

Quando surgiu e como se divide estes dois grupos: judeus ashkenazim e judeus sefaradim?


O exílio romano criou comunidades na Europa e no norte da África

18 de fevereiro de 2018

JUDEUS EM PORTUGAL


Sinagoga Beit Eliahu (A Casa de Elias, em hebraico) em Belmonte

A conquista da Lusitânia pelo Império Romano e a posterior destruição de Jerusalém no ano 70 da era comum (DC), que obrigou os judeus a se dispersarem pelo mundo ("Diáspora judaica"), fez com que um grande contingente de hebreus buscassem um novo lar na Península Ibérica (ou para ali fossem deportados, como ocorreu no tempo do imperador Adriano). Embora não se saiba exatamente quando se iniciou tal movimento migratório, a presença de judeus no território que futuramente constituiria Portugal pode ser comprovada pela descoberta de inscrições funerárias na freguesia de Lagos da Beira e em outras regiões no país.

16 de novembro de 2017

Judiarias portuguesas: um reencontro com o passado


Mário Soares, então presidente da República, pediu perdão, simbolicamente, pelas perseguições que os judeus sofreram no país durante os mais de 300 anos de existência do Tribunal da Inquisição


Portugal está-se reconciliando com seu passado judaico. Os primeiros passos nessa direção foram dados em 1989, quando Mário Soares, então presidente da República, pediu perdão, simbolicamente, pelas perseguições que os judeus sofreram no país durante os mais de 300 anos de existência do Tribunal da Inquisição e quase 500 desde o Decreto de Expulsão da população judaica, de 1496, assinado pelo então rei D. Manuel I. Em dezembro de 1996, no Parlamento, durante a Sessão Evocativa desse decreto, foi votada, por unanimidade, a sua revogação simbólica. Virava-se, assim, uma página no relacionamento mútuo e se iniciava um processo contínuo de reconhecimento e reconstrução da presença judaica e sua influência no país. No ano 2000, o então cardeal-patriarca de Lisboa, Dom José Policarpo, fez o mesmo pedido de perdão aos judeus.

19 de setembro de 2013

AUMENTA O NÚMERO DE LATINOS CONVERSOS AO JUDAÍSMO

Brit Braja (Aliança da Oração), uma congregação online fundada pelo rabino brasileiro Jacques Cukierkorn que atende interessados sobre o Judaísmo de todas as partes do mundo


Eles chegaram à Cidade do México vindos de lugares tão distantes quanto Colômbia e Brasil. Alguns viajaram de Guadalajara. Entre eles, estão um ex- padre católico e um ex- educador cristão . O que eles tinham em comum era a seguinte: Depois de navegarem online e aprender sobre Jacques Cukierkorn, um rabino nascido no Brasil, natural de São Paulo, que vive em Kansas City, Estados Unidos, eles se converteram ou estavam prontos para se converter ao Judaísmo. E eles viajaram à Cidade do México para encontrar o rabino brasileiro, durante uma conferência que contou com palestras , serviços religiosos, misturando-se com os judeus dos Estados Unidos e México e os rituais e cerimônias envolvidos na conversão formal.
O fenômeno dos latino-americanos se convertendo ao Judaísmo explodiu nos últimos anos, entretanto, uma pequena sinagoga judaica é o que representa a missão de Jacques em buscar os fiéis da América Latina. Alguns daqueles que se convertem são descendentes de antepassados ​​judeus que foram forçados a se converter ao catolicismo durante a Inquisição na Espanha e Portugal.


3 de julho de 2010

RESGATANDO OS VESTÍGIOS DA DIÁSPORA JUDAICA EM BARBADOS - CARIBE

Fonte: Patricia Borns, correspondente do Globo | 01 de junho de 2008



Michael Stoner, um arqueólogo da Carolina do Sul, foi cavar nas imediações da Sinagoga Nidhe Israel, entre as mais antigas sinagogas no Hemisfério Ocidental desde a sua fundação em 1654 por judeus sefaraditas expulsos da então colônia de Portugal, o Brasil

Bridgetown, Barbados - Se Baruch Spinoza vivesse hoje, ele teria que engolir suas palavras. "Nada restava deles, nem mesmo a memória", disse o filósofo do século 17 sobre os judeus da Espanha e Portugal, que durante a Inquisição foram expulsos ou forçados a assumir identidades cristãs.
Mas aqui na capital, Michael Stoner, um arqueólogo da Carolina do Sul, foi cavar nas imediações da Sinagoga Nidhe Israel, entre as mais antigas sinagogas no Hemisfério Ocidental desde a sua fundação em 1654 por judeus sefaraditas expulsos da então colônia de Portugal, o Brasil. Planejava recuperar a casa de um rabino enterrado no estacionamento da sinagoga, mas encontrei outra coisa, disse o arqueólogo. "Era segunda-feira e eu estava trabalhando sozinho quando dois turistas israelenses caminharam até mim", recorda Stoner. "Eles observaram por um minuto, em seguida, um deles disse: 'micvê" (Espécie de 'piscina' ritual).

Assim foi. Micvê, um banho ritual de purificação do corpo, outrora tão importantes para a vida judaica que a sua construção era uma prioridade maior do que uma sinagoga. Durante as próximas três semanas, toneladas de entulho foram retiradas e uma escada toda de granito e mármore surgiu,
levando até o banho construído no século 17. Medindo cerca de 8 metros por 4 metros, o espaço é pavimentado com granito vermelho, azulejos e ladeada por nichos onde as lâmpadas teriam sido
colocadas. A fonte que alimentava o banho ainda está ativa e a água ainda pura.
"Eu não esperava isso. Nada. Nada", disse Stoner, um aluno de Doutorado na Universidade West
Indies - UWI, um dos três campi, cuja sede fica em Barbados.
A escavação realizada pelo departamento da universidade da história e foi somente possível com o apoio da comunidade judaica local e do magnata britânico Michael Tabor e sua esposa, Doreen, que
possuem uma casa na ilha. 


Enquanto a comunidade judaica em Barbados caiu, hoje, para somente 16 famílias, um cemitério ao lado do sítio arqueológico atesta a presença de judeus sefaraditas. As inscrições nas sepulturas em português e data hebraica marcando o início dos anos 1600, quando os judeus brasileiros especializados no comércio do açúcar foram recebidos na ilha, uma vez que buscavam uma nova cultura de exportação.
"Os sefaraditas possuíam o conhecimento tão necessário e capital de base ", disse Karl Watson, um arqueólogo e professor da UWI, que dirigiu a escavação e pesquisa a vida judaica em Barbados, enquanto recolhe material para seu próximo livro. "Você pode crescer a grama, mas se você não pode processar um bom produto, você estará desperdiçando seu tempo. 




No auge do açúcar boom, cerca de 800 judeus, prosperaram no transporte e comércio nos polos de Bridgetown e Speightstown. No entanto, até o século 20, os sinais de sua presença foram todos perdidos.
A escrita privilegia a manutenção da história no cemitério local. Influenciado por instituições sediadas em Boston (MA), o museu utiliza multimídia interativa que visa interpretar a vida judaica na ilha desde o início até os dias atuais. Entretanto, a escavação continua com a lavagem e catalogação de milhares de artefatos descobertos, incluindo pedaços de pedra e de um molde de joalheiro. (Reproduções das pulseiras serão vendidas na loja do museu).
Peneirando a terra, Stoner recorda uma escavação que fez na Carolina do Sul, onde descobriu a primeira casa de Charleston, datada em 1678. A cerâmica encontrada no local o levou para a ilha do Caribe, onde escava desde então.
"Eu trabalhei em alguns projetos interessantes, mas esta é a descoberta mais importante encontrar que eu já fiz ", disse ele.

24 de maio de 2010

LADINO: LÍNGUA DOS JUDEUS FALADA NA ESPANHA & PORTUGAL

ANTES DAS COMUNIDADES JUDAICAS SEREM DIZIMADAS PELA INQUISIÇÃO NA PENÍNSULA IBÉRICA E SEUS SOBREVIVENTES SE ESPALHAREM PELO MUNDO.



VERSÃO ORIGINAL EM LADINO:

Ocho Candelikas

Hanukah linda sta aki, ocho kandelas para mi,
Hanukah Linda sta aki, ocho kandelas para mi.

Una kandelika, dos kandelikas, tres kandelikas,
kuatro kandelikas, sintyu kandelikas,
seis kandelikas, siete kandelikas, ocho kandelas para
mi.

Muchas fiestas vo fazer, con alegrias i plazer.
Muchas fiestas vo fazer, con alegrias i plazer.

Una kandelika, dos kandelikas, tres kandelikas,
kuatro kandelikas, sintyu kandelikas,
seis kandelikas, siete kandelikas, ocho kandelas para
mi.

Los pastelikos vo kumer, con almendrikas i la myel
Los pastelikos vo kumer, con almendrikas i la myel.

Una kandelika, dos kandelikas, tres kandelikas, kuatro kandelikas,
sintyu kandelikas, seis kandelikas, siete kandelikas, ocho candelas para mi.

9 de janeiro de 2010

DIÁSPORA JUDAICA

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre




Diáspora judaica (no hebraico tefutzah, "dispersado", ou גלות galut "exílio") refere-se à dispersão dos judeus pelo mundo , e a formação das comunidades judaicas fora da Palestina (por dois mil anos) por consequência disso.


Primeira diáspora (Galut Bavel)

De acordo com a Bíblia, a Diáspora é fruto da idolatria e rebeldia do povo de Israel e Judá para com Deus, o que fez com que este os tirasse da terra que lhes prometera e os dispersasse pelo mundo até que o povo de Israel retornasse para a obediência a Deus, onde seriam restaurados como uma nação soberana e senhora do mundo .
Geralmente se atribui o ínicio da primeira diáspora judaica ao ano de 586 a.C., quando Nabucodonosor II — imperador babilônico — invadiu o Reino de Judá, destruindo a Jerusalém, e o Templo; e deportando os judeus para a Babilônia. Mas esta dispersão se inicia antes, em 722 a.C., quando o reino de Israel ao norte é destruído pelos assírios e as dez tribos de Israel são levadas como cativas à Assíria e Judá passa a pagar altissmos impostos para evitar a invasão, o que não será possivel negociar com Nabucodonosor II.



Diáspora na Babilônia

Com a conquista de Judá cerca de quarenta mil judeus foram deportados para a Babilônia, onde floresceram como comunidade e mantiveram suas práticas e costumes religiosos, associados à outros costumes herdados dos babilônios. A assimilação fez com que o hebraico perdesse sua importância em função do idioma aramaico que tornou-se a língua comum. Com a queda do poder babilônico e a ascensão do imperador persa Ciro I, este permitiu que algumas comunidades judaicas retornassem para a Judéia, mas a grande maioria da população judaica preferiria permanecer em Babilônia onde tinham uma sociedade constituída do que retornar às vicissitudes da reconstrução de um país.
Com o domínio romano sobre a Judéia, a maior parte dos judeus que viviam na Judéia emigrou para Babilônia, que se tornou o maior centro comunitário judaico no mundo até o século XI. Ao vencerem os partas em 226, os persas novamente conquistam a Babilônia, mas os judeus permanecem com uma relativa autonomia sob a liderança do exilarca ou Resh Galuta (Príncipe do Exílio), descendente de Davi. No século IV é compilado o Talmud Babilônico, e tem início a crise caraíta.
A comunidade judaica na Babilônia perdurou solidamente através da história, influenciando o judaísmo mundial também na segunda diáspora e só deixará de existir com a emigração dos judeus do Iraque no século XX.


Segunda Diáspora

A Segunda Diáspora aconteceu muitos anos depois, no ano 70 d.C. Os romanos destruiram Jerusalém, e isso acarretou uma nova diáspora, fazendo os judeus irem para outros países da Ásia Menor ou sul da Europa. As comunidades judaicas estabelecidas nos países do Leste Europeu ficam conhecidas como Asquenazi (netos de Noé). Os judeus do norte da África (sefaradins) migram para a península Ibérica (Espanha e Portugal). Expulsos de lá pelo crescente cristianismo do século XV, migram para os Países Baixos, Bálcãs, Turquia, Palestina e, estimulados pela colonização européia, chegam ao continente americano.


Sionismo - Criação do Estado de Israel




6 milhões de judeus foram exterminados nos campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Isso impulsionou a reconstituição de um Estado próprio, depois de quase 2 mil anos da saída dos judeus. A diáspora terminou em 1948, com a criação de Israel sobre a Palestina. Em 1996 estimou-se que haja 4,5 milhões de judeus vivendo em Israel, cerca de 5,5 milhões nos Estados Unidos, 700 mil mil na França, 500 mil no Reino Unido, 185 mil na Argentina, 96.700 mil no Brasil, e 75 mil no Chile.
Movimentos anti-sionistas
As visões judaicas a respeito da diáspora (tefutzah) se misturam. Enquanto a maioria dos judeus ortodoxos apoia o sionismo (retorno a Israel), outros se opõem ao conceito de moderna nação como um Estado secular e acreditam que esta só poderá existir após a chegada do Messias,como por exemplo os Neturei Karta.

28 de março de 2009

CULTURA DA ANDALUSIA (AL-ANDALUS) - INFLUÊNCIA JUDAICA NA PENÍNSULA IBÉRICA

Durante a Reconquista da Península Ibérica pelos reis católicos (Fernando de Aragão e Isabela de Castela), uma outra importante influência cultural, originada no Oriente Médio, estava presente em Al-Andalus (Nome dado à península em árabe na época - Ano 711): OS JUDEUS.



Beneficiando-se de uma relativa tolerância étnica e religiosa, devido à lei islâmica, em comparação com países cristãos, que formam um importante grupo étnico, com as suas próprias tradições, ritos, e música e, provavelmente, reforçou o elemento básico da cultura e da forma musical de Al -Andalus (Península Ibérica). Alguns como o flamenco "palos Peteneras" e "saetas" são atribuídos à uma direta origem judaica.

16 de novembro de 2008

O LADINO OU JUDEU-ESPANHOL

A LÍNGUA FALADA PELA COMUNIDADE JUDAICA DE ORIGEM IBÉRICA HÁ CINCO SÉCULOS ATRÁS VIVE UMA TENTATIVA DE RENASCIMENTO




Quinhentos anos passaram desde que se ouvia e falava esta língua em Portugal e Espanha. Chama-se Ladino e era a língua sefardita dos judeus ibéricos, feita de mesclas de castelhano e português medievais com hebraico. O Ladino foi extinto na Península Ibérica há cinco séculos, mas estima-se que ainda é falado por cerca de cento e cinquenta mil indivíduos em comunidades sefarditas em Israel, Turquia, nos Balcãs, Oriente Próximo e norte de Marrocos. Também é conhecido como espanhol sefardita e judeoespanhol.


RENASCIMENTO DO LADINO


O ladino ou judeu-espanhol, a língua falada pela comunidade judaica de origem ibérica, vive uma tentativa de recuperação em Istambul depois de décadas de falta de uso, que o Instituto Cervantes está apoiando através das Primeiras Jornadas da Cultura Sefaradi, que tiveram lugar recentemente na Turquia.
A maior parte dos turistas espanhóis que visita Istambul pensa que talvez só possam ouvir seu idioma dos hábeis comerciantes do Grande Bazar, dispostos a aprender a língua de Cervantes para bajular seus clientes.
Mas não, na antiga capital otomana existe uma grande comunidade cuja língua materna é também o espanhol. Trata-se dos sefaradis: os judeus expulsos da Espanha em 1492 em virtude do édito de Alhambra e que conservaram sua língua e seus costumes através dos séculos.
'Aqueles que os mandam embora perdem, eu ganho', conta-se que disse o sultão otomano Bayaceto II quando abriu suas portas à chegada dos sefardis e era verdade, pois os judeus-espanhóis contribuíram no desenvolvimento econômico do império que os acolheu.
As Primeiras Jornadas da Cultura Sefardi organizadas pelo Instituto Cervantes de Istambul tiveram precisamente o objetivo de ajudar na conservação do ladino. Para comemorar o 60º aniversário do semanário sefardi Shalom, as colocações das jornadas versaram sobre a imprensa em ladino e contaram com a presença, entre outros, do catedrático da Universidade Ben Gurion Tamar Alexandre e a pesquisadora Elena Romero.
Mas apesar do ladino ser a língua materna dos 20.000 sefardis da Turquia, sofre um severo abandono por parte dos jovens que preferem falar em turco, o idioma oficial e mais corrente no país.
'Até a geração dos que nasceram nos anos 60, o ladino era uma das línguas que se falava nos lares sefardis. No entanto, agora fala-se cada vez menos porque já não é a língua que se fala nas casas, de forma que, se um jovem sefaradi quer aprender ladino deve matricular-se num curso', explica Karen Gerson Sarhon com ligeira tristeza em sua língua judeu-espanhola, que recorda muito o castelhano antigo.
Sarhon é a responsável pelo suplemento em ladino 'El Amaneser' ('O Amanhecer') e diretora do Sentro de Investigasiones sobre la Kultura Sefardi Otomana-Turka e uma das personalidades mais empenhadas na defesa da cultura do judeu-espanhol.
Para Sarhon existem vários fatores pelos quais se foi abandonando o judeu-espanhol, entre eles se destacam a influência do francês durante o século XIX, o abandono do alfabeto 'Rashi' pelo ladino e a implantação da educação nacional turca após a instauração da República por Mustafá Kemal Atatürk.
'Quando foi fundada a República da Turquia, houve uma mudança na filosofia da comunidade sefardi e seus dirigentes decidiram que a comunidade se abrisse e se integrasse na sociedade turca', explica Sarhon.
‘Os sefardis queriam deixar claro que eram cidadãos turcos de fé judaica, mas leais à República da Turquia' — diz a intelectual, acrescentando — ‘Assim se puseram a aprender o turco porque ainda que o falassem pouco, tinham um forte sotaque espanhol'.
Este abandono se produziu também por uma queda do prestígio da língua ladina —agravada pela imigração de muitos sefaradis a Israel, onde o hebraico se sobrepôs ao judeu-espanhol, o que perdurou até os anos 90.
'Estávamos a ponto de perder toda nossa cultura, mas o trabalho de diferentes pessoas em todo o mundo conseguiu que agora começássemos a ver certa recuperação', afirma Sarhon.
De fato, alguns desses jovens sefaradis que já não falam ladino em casa se matriculam em cursos de espanhol moderno.
'Se aprendem o espanhol moderno a herança sefaradi será acessível para eles porque uma língua não é uma coisa abstrata, mas é através da língua que se produz a cultura e a forma de pensar. E nós somos um povo mediterrâneo que fala espanhol' reitera.
Sefarad, a terra espanhola que os judeus espanhóis deixaram para trás há séculos, segue na mente dos sefardis’, diz ela.
'Quando um sefaradi vai à Espanha, seu sentimento é muito curioso porque não se sente num país alheio, porém como em casa', assegura Sarhon.
Se os jovens sefaradis da Turquia conseguem não esquecer sobre suas origens, o ladino poderá experimentar um renascimento porque, como afirma um refrão judeu-espanhol título do periódico 'El Amaneser': 'Kuando muncho eskurese es para amaneser'. (Publicado em Iton Gadol e traduzido por Szyja Lorber para o jornal Visão Judaica).