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24 de março de 2019

A REBELDIA DE LILITH (לילי)


Lilith (לילי) está presente em várias culturas e sua história é muito conhecida no meio hermético judaico

No ano de 325 d.C foi realizado o I Concílio de Nicéia, presidido pelo imperador romano Constantino. O Concílio teve como objetivo reunir bispos de todas as regiões onde em que havia cristãos para discutir e definir temas fundamentais do Cristianismo, tais como a data da Páscoa, e se Cristo era um ser criado (doutrina de Arius) ou não criado, e sim igual e eterno como Deus Seu Pai (doutrina de Atanásio). Além de condenar, rejeitar e retirar da Bíblia os chamados evangelhos apócrifos (ou gnósticos), aqueles que, segundo o Concílio foram escritos sem a "inspiração Divina"por irem contra os dogmas estabelecidos pelos bispos.

9 de março de 2018

SIGNIFICADO DA MÃO DE HAMSÁ NO JUDAÍSMO


Hamsá é considerado um amuleto contra o mau-olhado para os adeptos do Judaísmo e do Islamismo


. O que é Hamsá:

HamsaHamsa ou hamsá é uma palavra de origem árabe e significa “cinco” na tradução literal para a língua portuguesa, em referência aos cinco dedos da mão humana.
Também conhecido como “mão de Deus”, “chamsá”, “mão de Fátima” ou “mão de Hameshh” (5 em Hebraico), o Hamsá é considerado um amuleto contra o mau-olhado para os adeptos do judaísmo e do islamismo.

21 de agosto de 2013

SIMCHAT TORÁ - A ALEGRIA DA TORÁ


União e igualdade de direitos são temas-chave de Shemini Atsêret e Simchat Torá, datas nas quais nos alegramos com a Torá. A melhor maneira de celebrar Simchat Torá seria dedicar os dois dias à leitura da Torá. Mas é justamente o contrário que ocorre. Todos os judeus, sem exceção, pegam a Torá fechada e dançam com ela nos braços.
O ato encerra uma grande lição: se os festejos fossem realizados com a Torá aberta, com sua leitura, haveria distinções entre um judeu e outro, pois a compreensão e o conhecimento de cada um são diferentes. Com a Torá fechada, mostramos a união e a igualdade de todos os judeus, unidos pela mesma alegria. O texto não é lido, mas todos sabem que é algo precioso e, por isso, dançam juntos e em total alegria.


PRIMEIRO DE TISHREI: O ANIVERSÁRIO DO MUNDO COMO O CONHECEMOS - ROSH HASHANÁ (CABEÇA DO ANO)




O mês de Tishrei é o sétimo no calendário judaico. Isso pode parecer estranho, pois Rosh Hashaná, o Novo Ano, é no primeiro e segundo dia de Tishrei. A razão é que a Torá fez o mês de Nissan o primeiro do ano, para enfatizar a importância histórica da libertação do Egito, que aconteceu no décimo quinto dia daquele mês, e que assinalou o nascimento de nossa nação. Entretanto, de acordo com a tradição, o mundo foi criado em Tishrei, ou mais exatamente, Adam (Adão) e Chava (Eva) foram criados no primeiro dia de Tishrei, que foi o sexto dia da Criação, e é a partir deste mês que o ciclo anual se inicia. Por isso, Rosh Hashaná é celebrado nesta época.
Há doze meses no ano, e há doze Tribos em Israel. Cada mês do ano judaico tem sua Tribo representativa. O mês de Tishrei é o mês da Tribo de Dan. Isto tem um significado simbólico, pois quando Dan nasceu, sua mãe Lea disse: "D'us julgou-me e também atendeu à minha voz." Dan e Din (Yom HaDin, Dia do Julgamento) são ambos derivados da mesma raiz, simbolizando que Tishrei é a época do Julgamento Divino e do perdão. Similarmente, cada mês do calendário judaico tem seu signo no Zodíaco (em hebraico mazal). O mazal de Tishrei é a Balança. Este é o símbolo do Dia do Julgamento, quando D'us pesa as boas e as más ações do ser humano.
Embora cada Lua Nova seja anunciada e abençoada na sinagoga no Shabat que a precede, a Lua Nova de Tishrei não é anunciada nem abençoada, pois o próprio D'us a abençoa. O aspecto místico de Rosh Hashaná é indicado nas Escrituras: "Soe o shofar na Lua Nova, em ocultamento do dia de nossa festa."


4 de julho de 2013

FARAÓ EGÍPCIO ORDENA ÀS PARTEIRAS QUE MATEM OS JUDEUS RECÉM-NASCIDOS



O faraó ordenou que trouxessem ao palácio as duas mulheres judias encarregadas de ajudar as mães a ter os bebês. Chamavam-se Shifra e Puá. Ordenou-lhes: "Shifra e Puá, façam com que não nasçam mais meninos judeus vivos! Quando forem chamadas à casa de uma judia prestes a dar à luz e for um menino, asfixiem-no e digam à mãe: "Sentimos muito, mas seu filho nasceu morto!"
O faraó pensou: "Pronto, não haverá mais meninos judeus."
Por que o faraó ordenou a morte somente dos varões? Poderia ter ordenado a morte de meninas! Mas os sábios feiticeiros o haviam avisado: "vemos nas estrelas, Majestade, que está para nascer um menino que libertará todos os escravos judeus e os tirará do Egito." Por isso, o faraó decidiu matar todos os meninos judeus, na esperança de que o futuro líder se encontrasse entre eles. Não ocorreu ao faraó que as parteiras pudessem desobedecer-lhe. Afinal, bem se sabia no Egito que todo aquele que se atrevesse a desobedecer o poderoso faraó seria condenado à morte.  Acontece que Shifra e Puá decidiram ignorar a ordem, pois eram tsadikaniot (justas), mulheres de bem. Afirmaram: "Estamos dispostas a morrer antes de matar meninos judeus, D’us nos livre!"
Quando o faraó ficou sabendo que nenhum menino judeu estava nascendo morto, chamou Shifra e Puá para repreendê-las: "Por que estão deixando viver os meninos judeus?"
Elas responderam: "Não é nossa culpa, Majestade. Nunca somos chamadas a tempo. As mulheres judias fazemTefilá (rezam) para que seus filhos nasçam rapidamente e em paz. Quando nos chamam já é demasiado tarde; os bebês já nasceram!"


14 de março de 2012

O QUE É HANUKÁ?

Os judeus guardam o feriado por oito dias em honra a vitória histórica dos Macabeus e ao milagre do óleo.




A palavra hebraica Chanuká quer dizer "dedicação." No segundo século antes de Cristo, o regime sírio-greco de Antiocus procurava afastar os judeus do Judaísmo com a esperanças de assimilá-los ao helenismo, a cultura Grega. Antiocus proibiu aspectos da observância judaica, incluindo o estudo da Torá, o que enfraquecia a fundação da vida e prática judaica. Durante este período, muitos dos judeus começaram a se assimilar à cultura grega, passando a possuir nomes gregos e se casando com não-judeus. Em resposta, um grupo de colonos judeus levou para as colinas de Judéia uma revolta contra esta ameaça para a vida judaica. Liderados por Matitiahu, e mais tarde por seu filho "Judá, o Macabeu", este pequeno grupo de piedosos judeus comandaram uma guerra contra o exército sírio. Antiocus enviou milhares de tropas bem armadas para esmagar a rebelião, mas os Macabeus venceram e tiraram os estrangeiros de sua terra. Os lutadores judeus entraram em Jerusalém em dezembro, 164 A.C. 



O Templo Sagrado estava destruído, sujo e profanado por soldados estrangeiros. Eles limparam o Templo e reinauguraram-lo no 25° dia do mês judaico de Kislev. Quando chegou o tempo de iluminar novamente a Menorá, eles procuraram no Templo inteiro, mas só encontraram um jarro pequeno de óleo com a autentificação do Sumo-Sacerdote. Milagrosamente, o pequeno jarro de óleo queimou por oito dias, até que um novo suplemento de óleo pôde ser trazido. Daí em diante, os judeus guardam o feriado por oito dias em honra à histórica vitória e ao milagre do óleo. Hoje em dia, a observância de Chanuká é caracterizada pela iluminação de uma menorá especial de Chanuká, com oito ramificações (mais uma vela ajudante), e se adiciona uma nova vela toda noite. Outros costumes incluem girar o dreidel (um pião com letras hebraicas nos lados), comer "comidas oleosas como latkes de batata (panquecas) e sufganiot (sonhos) (geléia donuts), e dar moedas de Chanuká (Chanuká gelt ) para as crianças. 

Fonte: Aish Brasil

OS CROMOSSOMOS DE ABRAÃO

Um trecho do novo livro do Rabino Yakov Kleiman: “DNA and Tradition: The Genetic Link to the Ancient Hebrews” À procura do "Avraham" histórico




De acordo com as tradições escritas e orais das três maiores religiões do mundo Ocidental, Avraham foi uma pessoa real que viveu no Oriente Médio há quase 4,000 anos atrás. Conforme cada respectiva tradição, ele foi o primeiro dos Pais do povo judeu, originou as nações árabes e o Islã e deu a base conceitual para o Cristianismo. A tradição conta que pode ter influenciado também as religiões orientais. Abraão foi o primeiro a ser chamado de hebreu "Ivri", um nômade, que ia de um lugar a outro. E recebeu este nome, pois realmente cruzou o Rio Eufrates, hoje em dia Iraque, quando viajou para a Terra Prometida a chamado de D'us. Filosoficamente, ganhou a distinção como um hebreu por sua clareza de verdade, pois enquanto o mundo inteiro tinha uma opinião, ele tinha outra. De acordo com o Talmud, ele nasceu num mundo que tinha perdido o reconhecimento de um só D'us, o Criador, Sustentador, e Supervisor do universo. Ele reconheceu bem cedo em sua infância que havia um só Criador que move todas as coisas. Não era uma opinião popular no momento, mas como lutava pela verdade e liberdade, deu sua vida para tal fim, ou seja, sustentando esta convicção. Em sua vida, enfrentou e passou freqüentemente por testes importantes avaliando sua força, convicção e compromisso com sua visão da verdade e unicidade de D'us. O povo judeu considera Avraham como seu antepassado original, o pai de Isaac, e o avô de Jacob. Avraham também é venerado como o antepassado das nações árabe e Islã, pois também era o pai de Ishmael, seu filho por parte de Hagar, Princesa egípcia criada de Sara. O Alcorão reporta que Avraham e Ishmael criaram as fundações da Kaaba, a estrutura de pedra preta em forma de cubo em Meca, na Arábia saudita, que é o santuário mais sagrado do Islã. Durante a peregrinação anual a Meca, os muçulmanos do mundo inteiro rodeiam a Kaaba reforçando o papel central de Avraham e Ishmael na fé islâmica. O Cristianismo também considera Abraão um Patriarca. Ele é o pai do monoteísmo, o progenitor da religião Ocidental.




Será que as pesquisas genéticas recentes podem dar alguma indicação da existência do Avraham histórico? Recentes estudos genéticos do povo judeu indicam claramente que as origens da nação judaica podem ser traçadas no Oriente Médio. Esta pesquisa confirma a origem geográfica da essência de todas as maiores comunidades da Diáspora judaica. Além disso, a descoberta do "Gene do Cohen", a assinatura genética compartilhada pela maioria dos Cohanim, a família sacerdotal mundial judaica é uma indicação de que esta assinatura é a dos hebreus antigos. Baseado no DNA dos Cohanim de hoje, os geneticistas dataram seu " Mais Recente Antepassado Comum" em 106 gerações atrás, aproximadamente 3,300 anos antes do tempo atual. O que está de acordo com a tradição escrita e oral da Torá da vida de Aaron, o sumo-sacerdote e fundador da linhagem Cohen. Os estudos genéticos complementares viram que o CMH, o tipo haplóide modal de Cohen (Cohen Modal Haplotype), um tipo haplóide do grupo haplóide MED (J), não é exclusivo dos Cohanim e não é unicamente dos judeus. Também é encontrado em porcentagens significaticas entre outras populações do Oriente Médio e em menor porcentagem em meio a grupos do sul do Mediterrâneo. Um tipo haplóide é um grupo de marcadores distintos de DNA, ou seja, mutações neutras do nucleotídeo, que quando encontradas juntas indicam uma linhagem. Estes marcadores particulares foram descobertos no Cromossomo Y, que é passado de pai para filho sem mudança, estabelecendo, deste modo, um padrão de linhagem paterna. Todo o que foi explicado acima é um fato científico que somente ficou conhecido atualmente, há poucos anos. Usando este fato como base, talvez possamos especular e considerar algumas implicações destas descobertas. Se o CMH é a assinatura genética de Aaron, o pai dos Cohanim, deve também ter sido a assinatura genética do pai do Aaron, Amram, e por sua vez, de seu pai, Kehat, e por sua vez, de seu pai, Levi. O pai de Levi era Jacob, que também deveria ter o CMH como marca genética do Cromossomo Y como seu pai, Isaac. Assim, chegamos a Avraham. Avraham está sete gerações afastadas de Aaron, em torno de mais ou menos cem anos. As assinaturas genéticas se modificam somente depois de muitas gerações. Deste modo, é razoável assumir que o CMH, o tipo haplóide mais comum em meio aos homens judeus, também é a assinatura genética do Patriarca Avraham. Isto explica por que também encontramos o CMH em números elevados em meio a árabes e outros povos do Oriente Médio hoje. Estas pessoas afirmam tradicionalmente serem descendentes de Avraham através de seu filho Ishmael, que neste caso também levava a assinatura genética masculina de Avraham. Estes marcadores são encontrados também entre os povos do sul do Mediterrâneo e europeus.




Além dos judeus existem outras populações que compartilham "A assinatura Genética de Avraham" com seus marcadores Y. Estas incluem libaneses, sírios, curdos iraquiano, alguns Italianos e húngaros. Também é encontrado em alguns armênios. Estes devem ser os descendentes de Avraham através de seu neto Esau, irmão de Jacob, uma pessoa cuja descendência, de acordo com tradição talmúdica, fundou as primeiras raízes do império de Roma. Como filho de Isaac e neto de Abraão, Esau também teria estes mesmos cromossomos-Y, marcadores da linhagem. Os Cohanim judeus mantiveram a linhagem de Avraham ao mais alto grau entre o povo judeu. Judeu não é uma definição genética, pois outras pessoas, por casamento e conversões se juntaram ao povo judeu. Porém, ser um Cohen é uma definição genética, de pai para filho a partir de Aaron, o sumo-sacerdote. E apesar de ter sido difundido ao longo do mundo por mais de 2,000 anos, a extensa família de Cohanim manteve sua integridade genética equivalente às elevadas porcentagens dos outros grupos do Oriente Médio que nunca deixaram a região. Com base no Antepassado Comum mais Recente dos Cohanim, há 3,300 anos atrás, não é exagero assumir que são os homens descendentes do Patriarca Avaraham que hoje em dia possuem esta assinatura de DNA. Embora Avraham não seja a fonte exclusiva destes marcadores, ele faz parte da maioria dos genes dos antigos povos do Oriente Médio. "Quanto a mim, será contigo a minha aliança; seras pai de numerosas nações...E Eu lhe farei fecundo, de ti farei nações, e reis procederão de ti." (Gênesis 17:4, 6) A promessa e a profecia de D'us a Avraham era de que ele seria o progenitor de grandes nações, e que seu descendentes, literalmente "suas sementes ", seriam numerosas "como as estrelas dos céus e como a areia na praia do mar," (Gênesis 22:17). E realmente o número de pessoas no mundo hoje com a "Assinatura Genética de Avraham" é muito amplo para se saber precisamente. Uma estimativa razoável está nas centenas de milhões. Este artigo é baseado em um capítulo do novo livro, DNA and Tradition: The Genetic Ling to the Ancient Hebrews. Biografia: O rabino Yaakov HaKohen Kleiman é um conferencista no Aish HaTorá de Jerusalém, especialista em estudos do Templo. Ele é co-diretor com o Rabino Nachman Kahana, do Centro Para Cohanim Nota de esclarecimento Haplotype: tipo haplóide ou monoplóide. Denota a quantidade de cromossomos no espermatozóide ou no óvulo, que é a metade do número nas células somáticas (diplóides). O prefixo Haplo- quer dizer único, simples. CMH: a sigla para "Cohen Modal Haplotype"; não existe correspondente em Língua Portuguesa, portanto continuou sendo CMH. 

Fonte: Aish Brasil

O ABC DO PURIM

Pelo Rabino Shraga Simons




Purim é o feriado judaico mais dramático e repleto de alegria. Pois, em que outra data podemos nos vestir de coelhinho e comer doces em forma de triângulos recheados com ameixas secas e sementes de papoula? Purim acontece no dia 14 de Adar. (Nas cidades cercadas como Jerusalém, "Shushan Purim" é comemorado no dia 15 de Adar.)O principal evento é a leitura do Livro de Esther. Localizada na Pérsia, há 2,300 anos atrás, a "Megillá" (como é denominada normalmente) reconta como uma série de acontecimentos aparentemente sem conexão ocorreu para salvar o povo judeu da aniquilação. A versão resumida é a seguinte:Quando o Rei Achashverosh fez uma longa festa de seis meses e a rainha se recusou a obedecer a suas ordens, ela foi substituída por uma nova rainha: Esther, a judia. O tio de Esther, Mordechai, o líder dos judeus, descobre uma conspiração para matar o rei, o que o coloca numa posição favorável com o rei. Tudo isso acontece ao mesmo tempo em Haman, o mais importante conselheiro do rei, consegue um decreto para matar todos os judeus. No final, através de uma complexa mistura de eventos, Esther consegue inverter o decreto de Haman e este é enforcado, tornando Mordechai o Primeiro Ministro.O nome Megillat Esther (pergaminho do de Esther) significa "revelar o que está escondido." E diferentemente dos outros livros da Bíblia, na Megillat Esther o nome de D’us não é mencionado nenhuma vez. A mão escondida de D’us é revelada pelo labirinto de eventos. Não existem coincidências.A Megillat Esther nos ensina que a vida nos desafia para que possamos dar o que há de melhor em nós, e o que parece como obstáculos são realmente oportunidades para nos desenvolvermos para melhor. E tudo isso vem da mão invisível de D’us, que guia nosso destino e cada passo que damos. 

A CELEBRAÇÃO DE PURIM HOJE EM DIA: Há quatro mitzvot específicas para o feriado de Purim: 

 • Ouvir a leitura da Megillá (pergaminho de Esther) 

• “Comer, beber e estar alegre (a refeição festiva de Purim)”. 

• Enviar comida para os amigos (Mishloach Manot) 

• Dar presente aos pobres (Matanot La 'evionim) 

A leitura do Livro de Esther é feita na noite de Purim e novamente no dia seguinte. Cada palavra deve ser claramente ouvida. A leitura é feita na sinagoga, porque quanto maior for o público, maior é a publicidade que o milagre de nossa salvação recebe. Na manhã de Purim, corremos pela cidade visitando amigos e entregando saborosos presentes: o Mishloach Manot. Purim é o dia em que estendemos a mão e abraçamos nossos companheiros judeus, independente de quaisquer diferenças religiosas ou sociais. Afinal, Haman não nos discriminou... e é por isso que é bom darmos presentes particularmente às pessoas as quais tivemos uma discussão ou para alguém novo na comunidade que precisa de um novo amigo. Também é uma mitzvá especial de Purim darmos presentes normalmente em dinheiro para os pobres. Pois o povo judeu é um só, não podemos desfrutar o feriado se as pessoas mais necessitadas não têm o suficiente para fazê-lo.Aí vem o final do dia, a refeição festiva. Comemos o máximo que podemos, tudo o que for possível, e suprimimos nossos corpos, pois eram os corpos dos judeus que Haman queria destruir. Também deve-se beber em Purim até não se saber a diferença entre “amaldiçoado Haman” e “abençoado Mordechai”. Em outras palavras, somos obrigados a beber até o momento em que não saibamos mais a diferença entre o bem e o mal. Vestimos fantasias para enfraquecermos nossas defesas e nos abrirmos para a realidade mais profunda de nós mesmos e do mundo. Todos nossos problemas e imperfeições na vida se misturam em bondade até que se tornem uma expressão unificada da infinita perfeição de D’us. Não existe nenhum outro feriado como Purim! 

Fonte: Aish Brasil

25 de fevereiro de 2010

POR QUE A ESTÁTUA DE MOISÉS NO VATICANO, DO ESCULTOR MICHELANGELO, TEM CHIFRES?




"Suspeita-se que um erro foi cometido no Século V por São Jerônimo quando ele criou a “Bíblia Vulgate” (Escrita em Latin Vulgar) baseada nos textos hebraicos ancestrais.
Ambas as palavras “Chifre” (keren) e “radiação” ou “brilho” (karan) utilizam as mesmas letras em hebraico ancestral קרו e as vogais (Nikudot) não são indicadas, como no hebraico moderno. Por exemplo, o alfabeto hebraico atual utilizam sinais para diferenciar as vogais. Utilizando hebraico moderno, a palavra “Chifre” é escrita como קֶרֶו enquanto “Radiação” ou “Brilho” é escrita como קָרַו . Desta forma, Michelangelo, usando como referência a Bíblia Vulgate aceitou a tradução de São Jerônimo e, então, colocou chifres na cabeça da estátua de Moisés.

2 de janeiro de 2010

O QUE É BIRCAT HAPAT ? BÊNÇÃO PARA O PÃO






Pega-se uma das chalot (Plural de Chalah), em geral em Rosh Hashaná elas costumam ter forma circular, como o ciclo do tempo, e se pronuncia a seguinte brachá (Reza em Hebraico):

BARUCH ATÁ ADONAI ELOHEINU MELECH HAOLAM HAMOTZI LECHEM MIN HAARETZ
Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus , Rei do universo, que extrais o pão da terra. 





Até aqui não há nada de especial com relação à festividade. A partir deste momento é que se inicia o pequeno Seder de Rosh Hashaná.

O QUE É NETILAT IADAIM ? RITUAL DE LAVAR AS MÃOS ANTES DA REFEIÇÃO





Antes de comer pão, é costume realizar o ritual de lavar as mãos. Não é somente uma mediada higiênica, pois as mãos já devem estar previamente limpas, mas implica em um símbolo de purificação espiritual. 




Jarra de lavagem ritual das mãos: Netilat Iadaim


O procedimento é o seguinte: pega-se um recipiente cheio de água e verte-se líquido suficiente (até o punho) sobre a mão direita três vezes e se repete o processo sobre a esquerda. Assim, lava-se ambas as mãos e se recita a bênção da seguinte maneira, enquanto as mãos vão se secando:
BARUCH ATÁ ADONAI ELOHEINU MELECH HAOLAM, ASHER KIDESHANU BEMITZVOTAV VETZIVANU AL NETILAT IADAIM.
Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, que nos santificaste com Teus preceitos e nos ordenaste o ritual de lavar as mãos.

29 de dezembro de 2009

O QUE É PEIOT?




Peiot (em hebraico פאות, é o plural da palavra hebraica pe'ah, isto é "borda" também chamada de Peíes em ídiche).

Peiot designa os cachos de cabelos laterais característicos dos judeus ortodoxos, que cumprem este mandamento devido à ordenança de não rapar os lados da cabeça (Levítico 19:27 : "Não raparás em torno de tua cabeça, nem tirarás as bordas da tua barba").

5 de dezembro de 2009

O QUE É HAVDALÁ E COMO DEVO FAZÊ-LA?

Fonte: www.chabad.org.br

RESPOSTA:


Havdalá é a cerimônia que fazemos semanalmente ao término do Shabat, após o completo anoitecer de sábado. Sua função é assinalar formalmente o fim do Shabat. A palavra significa "separação," pois Havdalá funciona como um divisor de tempo, separando a serenidade e santidade do Shabat, do trabalho e correria dos demais dias da semana.
A cerimônia da Havdalá não toma mais do que poucos minutos. Além de marcar o término do Shabat, preconiza o início de uma boa semana.




O que deve-se ter à mão para fazer a Havdalá?

Você precisará de um copo de prata repleto com vinho, cerveja ou suco de uva, cravos da índia colocados em uma caixinha que preserve seu aroma e guardado para este fim e uma vela com pavio duplo - tradicionalmente uma vela de cera retorcida especial para a Havdalá. Duas velas mantidas juntas pelas chamas também serve.
A Havdalá é realizada tradicionalmente com a família ou demais presentes reunindo-os ao redor da mesa e convidando a todos a participar.


Por que a bebida?


Porque estas bebidas dão a idéia de dignidade, e você deseja entrar e sair do Shabat com dignidade.


Por que os temperos?


Para restaurar sua alma quando da partida de uma alma adicional que nos acompanha durante o Shabat.

E por que os dois pavios/chamas?

Simbolizam os dois pedernais que Adam usou após o primeiro Shabat para acender sua vela de Havdalá.
Segura-se na palma da mão direita um cálice de vinho, suco de uva ou cerveja (contendo no mínimo 86 ml), e recita-se a havdalá, de pé, em voz alta:
Hinê E-l yeshuati; evtach velô efchad, ki ozi vezim-rat Y-a, A-do-nai, vayhi li lishuá. Ush'avtêm má-yim bessasson, mimaaynê hayshuá. L'A-do-nai hay-shuá; al amechá birchatêcha, sêla. A-do-nai Tseva-ot imánu; misgav lánu, E-lo-hê Yaacov, sêla. A-do-nai Tseva-ot, ashrê adam botêach Bach. A-do-nai hoshía; ha'Mêlech yaanênu veyom cor'ênu.

Tradução:

Eis que D'us é minha salvação; confiarei e não temerei, pois A-do-nai é minha força e canção, e Se tornou minha salvação. Portanto, hauri com alegria água das fontes de salvação. A salvação cabe a A-do-nai; Tua bênção está sobre Teu povo, para todo o sempre. A-do-nai dos Exércitos está conosco; o D'us de Yaacov é nossa Fortaleza, para todo o sempre. A-do-nai dos Exércitos, louvado é o homem que confia em Ti. Salva, A-do-nai; responde-nos, ó Rei, neste dia em que chamamos.
*Neste momento os presentes costumam recitar o seguinte versículo em voz alta e o condutor o repete:
Layhudim hayetá orá, vessimchá, vessasson, vicar; ken tihyê lánu.

Tradução:

Para os judeus houve luz, alegria, júbilo e honra; que assim seja para nós.
Cos yeshuot essá, uvshêm A-do-nai ecrá. Savri ma-ranan:
Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech hao-lam...
quando sobre vinho ou suco de uva:...borê peri hagáfen (quando sobre cerveja: ...shehacol nihyá bidvarô).

Tradução:

Elevarei o copo da salvação, e em nome de A-do-nai chamarei. Atenção Senhores: Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D'us, Rei do Universo quando sobre vinho: que cria o fruto da vinha (quando sobre cerveja, que tudo vem a existir por Seu verbo).
Passa-se o cálice com o vinho para a mão esquerda e, na direita, segura-se a caixa contendo especiarias (como cravo e/ou canela), recitando a bênção:
Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, borê minê bessamim.


Tradução:


Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D'us, Rei do Universo, que cria diversos tipos de especiarias aromáticas. Depois que o condutor cheira as especiarias, passa-as para os presentes. Cada um recita a bênção das especiarias antes de cheirá-las. Um dos presentes segura uma vela trançada acesa (ou, na falta desta, duas velas simples cruzadas de modo a fazer uma só chama dos dois pavios), e o oficiante recita a bênção do fogo:
Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, borê meorê haesh.

Tradução:

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D'us, Rei do Universo, que cria as chamas do fogo.
Com o cálice na mão esquerda, o condutor dobra o polegar da mão direita debaixo dos quatro dedos e mira o contraste da luz e da sombra, provocado pelas chamas da vela. Os homens presentes também miram a sombra dos dedos das mãos (as mulheres geralmente não o fazem).





Em seguida,o condutor pega novamente o cálice na mão direita e termina a havdalá.
Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, hamavdil ben côdesh lechol, ben or lechôshech, ben Yisrael laamim, ben yom hashevií leshêshet yemê hamaassê. Baruch Atá A-do-nai, hamavdil ben côdesh lechol.
Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D'us, Rei do Universo, que distingue entre santo e profano, entre luz e trevas, entre Israel e as nações, entre o sétimo dia e os seis dias de trabalho. Bendito és Tu, A-do-nai, que distingue entre o santo [Shabat] e o comum [os dias das semana].

Quem recitou a havdalá bebe a maior parte do conteúdo do copo de havdalá, sentado. (O vinho de havdalá não é repartido entre os presentes.) Com o restante da bebida apaga a vela trançada. E... Shavuá Tov!
Tenha uma ótima semana!
A bênção pós-alimento para vinho ou cerveja é recitada por qem fez a havdalá; ela que encontra-se no Sidur ou Manual de Bênçãos.





Após a havdalá do final de Shabat costuma-se recitar "Veyi-ten lechá", versículos que contêm bênçãos, para iniciar a nova semana abençoada. O texto completo encontra-se no Sidur.

O QUE É "SEVIVON"?

Fonte: Wikipédia

O dreidel (סביבון , Sevivon) é um pião de 4 lados jogado durante o feriado judaico de Chanucá.

Cada lado do dreidel possui uma letra do alfabeto hebraico: נ (Nun), ג (Gimel), ה (Hei), ש (Shin), que juntas foram o acrônimo para "נס גדול היה שם" (Nes Gadol Haya Sham – "um grande milagre aconteceu lá").



Estas letras também são um mnemônico para as regras do jogo tradicionalmente jogado pelas crianças com o dreidel Nun para a palavra Yiddish "nit" ('nada'), hei para "halb" ('metade'), guímel para "gants" ('tudo'), and shin para "shteln" ('coloque').


Em Israel:


Em Israel, ao invés de ש (Shin), a letra פ (Pe) é usada para indicar a localização do milagre — "פה" (Po – "aqui").

Este costume foi adotado depois da captura de Jerusalém durante a Guerra dos Seis Dias, mas é rejeitado pela maioria do Haredim. Por isso, nas lojas de brinquedos de Meah Shearim, um enclave ultra-ortodoxo, são os únicos lugares onde podem ser encontrados os dreidels com "Shin".

Origem das Palavras:

A palavra Yiddish "dreidel" vem da palavra alemã "drehen" ("turn" - "Volta").

A palavra hebraica "sevivon" vem da raiz "sov" ("volta") e foi inventada por Itamar Ben-Avi (o filho de Eliezer Ben-Yehuda) quando tinha apenas 5 anos. Antes disso, outras palavras foram usadas por Hayyim Nahman Bialik em seus poemas.



Origem do Jogo:

Segundo David Golinkin, rabino e professor e reitor do Schechter Institute of Jewish Studies em Jerusalem, a partir do século XIX, muitos rabinos procuraram explicações para o jogo do dreidel.

Uma explicação aventada é que o dreidel é jogado em parte para comemorar um jogo que os judeus sob o domínio Grego jogam para camuflar o estudo da Torá. Apesar da lei grega proibir esse estudo, os judeus se reuniam em cavernas para fazê-lo. Um vigia era posto para alerta o grupo da presença de soldados gregos, e caso esses aparecessem os judeus guardavam seus estudos e começavam a rodar piões e jogar com moedas.

Outras explicações existem, mas o mais provável, segundo Golinkin, é que o dreidel seja apenas uma variante de outros jogos semelhantes como o totum ou teetotum, jogado na Inglaterra e Irlanda na época do Natal pelo menos desde 1500, ou de um jogo semelhante, da Alemanha, onde aparecem no pião as letras N = Nichts = nada; G = Ganz = tudo; H = Halb = metade; and S = Stell ein = coloque.

Como Jogar:

Parte da tradição é jogar sob a luz da Menorá de Chanucá, para manter as crianças entretidas enquanto as velas queimam.

Para começar, cada jogador deve receber a mesma quantidade de moedas iguais (ou o mesmo valor, o que pode ser confuso para crianças pequenas). Dez a quinze moedas é um valor razoável. Também podem ser utilizadas fichas, nozes ou outro marcador.

A cada partida, eles devem depositar uma quantia igual na mesa (combinada anteriormente). A cada rodada de uma partida, cada jogador deve girar o sevivon em seqüência, e obedecer o que manda a letra que obtiver:

* נ - Nun: não perde nem ganha nada
* ג - Guímel: ganha todas as moedas da mesa
* ה - Hei: ganha a metade das moedas da mesa
* ש - Shin: deposita na mesa o mesmo valor que depositou no início



O jogo pode durar até que um jogador tenha ficado com todo o dinheiro, ou simplesmente quando os jogadores quiserem parar.

O QUE É UMA “KIPAH”?

Fonte: Associação de Juventude Israelita Hehaver


Kipah, em hebraico, origina-se da palavra cúpula e abóbada. É uma espécie de gorro que cobre a cabeça dos homens.

Desde os dias de Moisés uma das características que distinguem o povo judeu tem sido o costume de cobrir a cabeça.





É expressamente proibido entrar numa sinagoga, mencionar o nome de D'us, recitar uma bênção, estudar a Torah ou realizar qualquer acto religioso de cabeça descoberta.

De onde veio o costume? O conceito do Kipah foi realmente estabelecido como uma parte do vestuário judaico para ser usado nas orações. D'us foi cuidadoso em deixar claro para Moisés que o povo necessitava de um mediador para que pudesse ter comunicações com Ele.

Embora esse costume fosse originalmente aplicável somente ao sacerdote, mais tarde, na história, um número de pessoas da comunidade judaica começou a usar a Kipah. A suposição era que se para os sacerdotes era exigido cobrir suas cabeças, então deveria ser apropriado para todos os homens usar esse sinal de submissão.





Por outro lado o homem deve ter a cabeça coberta para mostrar humildade ao orar. O cobrir a cabeça é uma lembrança para Israel que há alguém cuidando dele, lembrando que há alguém acima de nós, que nos acompanha e observa nossos actos.

Os judeus sempre caminham em submissão e humildade ante o Senhor que está sempre cuidando deles.

O QUE É TEFILIM?

Fonte: Wikipédia

Tefilin (em hebraico תפילין, com raiz na palavra tefilá, significando "prece") é o nome dado a duas caixinhas de couro, cada qual presa a uma tira de couro de animal kasher, dentro das quais está contido um pergaminho com os quatro trechos da Torá em que se baseia o uso dos filactérios (Shemá Israel, Vehaiá Im Shamoa, Cadêsh Li e Vehayá Ki Yeviachá).




Também é conhecido em português como filactério, vindo do termo grego fylaktérion, que significa basicamente "posto avançado", "fortificação" ou "protecção", o que explica a utilização destes objectos como protecção ou amuleto.

Conteúdo dos tefilim

Os tefilins contêm pergaminhos onde estão inscritos quatro trechos da Torá que enfatizam a recordação dos mandamentos e da obediência a D-us.

Essas porções do texto bíblico, conforme vertidos para português pela tradução Almeida, Versão Corrigida e Fiel, são alistados em seguida segundo a ordem em que surgem no conjunto dos textos sagrados:

* Êxodo 13:1-10



"Então falou o Senhor a Moisés, dizendo: Santifica-me todo o primogênito, o que abrir toda a madre entre os filhos de Israel, de homens e de animais; porque meu é. E Moisés disse ao povo: Lembrai-vos deste mesmo dia, em que saístes do Egito, da casa da servidão; pois com mão forte o Senhor vos tirou daqui; portanto não comereis pão levedado. Hoje, no mês de Abibe, vós saís. E acontecerá que, quando o Senhor te houver introduzido na terra dos cananeus, e dos heteus, e dos amorreus, e dos heveus, e dos jebuseus, a qual jurou a teus pais que te daria, terra que mana leite e mel, guardarás este culto neste mês. Sete dias comerás pães ázimos, e ao sétimo dia haverá festa ao Senhor. Sete dias se comerá pães ázimos, e o levedado não se verá contigo, nem ainda fermento será visto em todos os teus termos. E naquele mesmo dia farás saber a teu filho, dizendo: Isto é pelo que o Senhor me tem feito, quando eu saí do Egito. E te será por sinal sobre tua mão e por lembrança entre teus olhos, para que a lei do Senhor esteja em tua boca; porquanto com mão forte o Senhor te tirou do Egito. Portanto tu guardarás este estatuto a seu tempo, de ano em ano."


* Êxodo 13:11-16


"Também acontecerá que, quando o Senhor te houver introduzido na terra dos cananeus, como jurou a ti e a teus pais, quando ta houver dado, separarás para o Senhor tudo o que abrir a madre e todo o primogênito dos animais que tiveres; os machos serão do Senhor. Porém, todo o primogênito da jumenta resgatarás com um cordeiro; e se o não resgatares, cortar-lhe-ás a cabeça; mas todo o primogênito do homem, entre teus filhos, resgatarás. E quando teu filho te perguntar no futuro, dizendo: Que é isto? Dir-lhe-ás: O Senhor nos tirou com mão forte do Egito, da casa da servidão. Porque sucedeu que, endurecendo-se Faraó, para não nos deixar ir, o Senhor matou todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito do homem até o primogênito dos animais; por isso eu sacrifico ao Senhor todos os primogênitos, sendo machos; porém a todo o primogênito de meus filhos eu resgato. E será isso por sinal sobre tua mão, e por frontais entre os teus olhos; porque o Senhor, com mão forte, nos tirou do Egito."

* Deuteronômio 6:4-9

"Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas."


* Deuteronômio 11:13-21


"E será que, se diligentemente obedecerdes a meus mandamentos que hoje vos ordeno, de amar ao Senhor vosso Deus, e de o servir de todo o vosso coração e de toda a vossa alma, então darei a chuva da vossa terra a seu tempo, a temporã e a serôdia, para que recolhais o vosso grão, e o vosso mosto e o vosso azeite. E darei erva no teu campo aos teus animais, e comerás, e fartar-te-ás. Guardai-vos, que o vosso coração não se engane, e vos desvieis, e sirvais a outros deuses, e vos inclineis perante eles; e a ira do Senhor se acenda contra vós, e feche ele os céus, e não haja água, e a terra não dê o seu fruto, e cedo pereçais da boa terra que o Senhor vos dá. Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma, e atai-as por sinal na vossa mão, para que estejam por frontais entre os vossos olhos. E ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te; e escreve-as nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas; para que se multipliquem os vossos dias e os dias de vossos filhos na terra que o Senhor jurou a vossos pais dar-lhes, como os dias dos céus sobre a terra."

Estes trechos da Torá são conhecidos pelos judeus como Shemá Yisrael (o mais importante, e citado acima em terceiro lugar), Vehaiá Im Shamoa, Cadêsh Li e Vehayá Ki Yeviachá.
Utilização:



O judaísmo rabínico diz que além dos mandamentos da Torá, Moshê também recebeu através da Torá Oral os procedimentos de como confeccionar os tefilin, que teriam sido transmitidos de geração em geração até serem escritos na Mishná, no Talmud e no Shulkhan Arukh.

Os rabinos defendem que os tefilin sejam colocados diariamente pelas manhãs com a prece matinal ou pelo menos até o pôr-do-sol recitando-se o Shemá. Os tefilin somente não são utilizados em Shabat, Yom Tov e Chol Hamoêd. A partir dos 13 anos de idade, com o Bar mitsvá um menino passa a usar os tefilin.

Em seu método de utilização coloca-se uma caixinha no braço esquerdo para que fique próxima do coração (shel yad) e enrola-se uma das tiras na mão esquerda, e a outra caixinha na testa, entre os olhos, como frontal (shel rosh).


A respeito da prática de usar tais caixinhas, ou filactérios, The Jewish Encyclopedia (A Enciclopédia Judaica, 1976, Vol. X, página 21) observa:


"As leis que governavam o uso de filactérios foram tiradas pelos Rabinos de quatro trechos bíblicos. Ao passo que esses trechos foram interpretados literalmente pela maioria dos comentaristas, [...] os Rabinos sustentavam que somente a lei geral foi expressa na Bíblia, a sua aplicação e elaboração sendo assuntos inteiramente da alçada da tradição e da dedução."

De acordo com o Shulkhan Arukh, no momento de colocar tefilin é considerado como se o judeu cumprisse toda a Torá. Talmud Rosh Hashaná 17a menciona que aquele que nunca colocou tefilin comete uma falha muito grave. Os sábios judeus consideram que ao usar tefilin, todos os povos temerão Israel. Esta ênfase foi dada, por exemplo, pelo Rebe de Chabad em 1967 que pouco antes da Guerra dos Seis Dias proclamou que Israel estava em grande perigo e incentivou uma campanha pelo uso dos tefilins. A surpreendente e rápida vitória de Israel nesta guerra foi atribuída pelo Rebe ao grande número de pessoas que aderiram a campanha.

A recomendação é que tefilins sejam adquiridos apenas de pessoas confiáveis e que sejam verificados de ano em ano por um sofêr.

O QUE É MEZUZAH?

Fonte: Associação da Juventude Israelita Hehaver

A Mezuzah é um símbolo da fé judaica merecedor de grande respeito. A mezuzah é uma caixa tubular de madeira, vidro ou metal, em geral de 3 a 4 polegadas de comprimento, contendo um pedaço pequeno de pergaminho, no qual em 22 linhas estão escritas passagens bíblicas que fazem parte do "shemá" (oração da unicidade de D'us). Tem uma pequena abertura na parte superior com a palavra Shadai (um dos nomes místicos de D'us), impressa no verso do pergaminho.




É fixada na batente direita das portas de cada quarto de uma residência ou escritório (incluindo garagens), mas nunca deve ser colocada na entrada de banheiros e em espaços com uma área inferior a 1,8 metros quadrados. Ela é afixada no terço superior do batente direito, na parte mais externa do umbral e em posição oblíqua, com a parte superior apontada para o interior do aposento, para os ashkenazim, e em posição quase reta para os sefaradim.

Costuma-se beijá-la quando se sai ou entra em casa, tocando-a com as pontas do dedos e em seguida tocando os lábios. O significado religioso mais profundo do seu simbolismo seria lembrar ao homem a unicidade de D'us e induzi-lo a amá-lo. Essa contemplação desperta-o e o conduz ao caminho certo. 






COMO FIXAR A MEZUZAH:






A pessoa a afixar a mezuzah deve ter uma idade superior a do bar mitzvah (menino com idade superior a 13 anos) e a colocação deve ser feita de uma maneira permanente. Se mais de uma mezuzah for afixada ao mesmo tempo, só uma prece deve ser recitada.
Antes de afixarmos a mezuzah no batente da porta a seguinte benção deve ser recitada:
Baruch ata Adonai Elohênu mélech haolam, asher kideshanú bemitsvotav vetsivanu likboa mezuzah.
(Bendito sejas, ó Eterno, nosso D'us, rei do Universo, que nos santificastes com seus preceitos, ordenando-nos a colocação da mezuzah).

Tradicionalmente, pão e sal também devem ser trazidos a casa nova e abençoados, simbolizando que nunca deverá haver falta de comida na casa.

O QUE É “TALIT”?

Fonte: Wikipédia

O talit – טַלִּית (no hebraico moderno), talet - טַלֵּית (em sefaradi) ou talis (em Iídiche) é um acessório religioso judaico em forma de um xale feito de seda, lã (mais caro e elegante que o de seda) ou linho, tendo em suas extremidades as tsitsiot ou sissiot "sefaradi" (franjas). Ele é usado como uma cobertura na hora das preces judaicas, principalmente no momento da oração de Shacharit (primeiras orações feitas pela manhã).






O talit (também conhecido como "talit gadol" - טלית גדול) é usado pelos homens no momento da oração na sinagoga e no momento da oração do Shacharit. O talit isola o que esta orando do mundo a sua volta e facilita-o na em sua concentração durante a oração. Sobre o talit se interpreta que um dos objetivos deste acessório é criar um ambiente de igualdade entre os que estão orando na sinagoga, tendo então concordância com uma cobertura homogênea que estaria sobre as roupas que as pessoas realmente estavam usando – que mostram a qualidade e o estado econômico do que ora.

Entre os asquenazitas, o costume de se cobrir com o talit se reserva aos homens apenas após o casamento. De acordo com este costume, quando se está solteiro, é permitido cobrir-se com talit só em ocasiões especiais, como no momento que eles são chamados para serem “Olim” - עולים (plural de “Olê” - עולה, denominação aos que são chamados para ler a Torá nas sinagogas). Os judeus orientais (também chamados de “mizrahiim”) têm o costume de se cobrir com o talit a partir da idade de treze anos, quando o menino faz o Bar Mitzvah ou até mesmo antes dessa cerimônia. Comunidades Conservadoras e Reformistas permitem também é às mulheres fazerem uso do talit apesar da lei Judaica tradicional isentarem as mulheres dessa obrigação.





Detalhe - tzitzit ou sissit "sefaradi" (franjas) num dos cantos de um talit.


Há também um outro tipo de talit denominado “talit katan” – טלית קטן – (talit pequeno) conhecido também só pelo nome de “tzitzit”, que é utilizado durante o dia inteiro por baixo da roupa no qual se está vestido, afim de cumprir este mandamento durando todo o dia.

DETALHE:

O Talit faz parte do vestiário religioso do Judaísmo, portanto não é um acessório para ser utilizado simplesmente quando faz frio, ou seja, não é uma peça de roupa comum, não está na "moda". Ele tem conotação profundamente religiosa. Caso não judeus visitem uma sinagoga ou participem de uma cerimônia religiosa judaica, eles não são obrigados a se cobrirem com o Talit, mas devem usar a Kipah em sinal de respeito. O uso do Kipah não faz ninguém judeu; é somente um sinal de respeito perante a Deus, visto que alguns muçulmanos também utilizam uma espécie de cobertura na cabeça semelhante à Kipah.





A bandeira do Estado de Israel é baseada em um talit (as duas faixas que a compoem), tendo uma estrela de David ao centro dela.