4 de agosto de 2010

CALENDÁRIO JUDAICO - FESTIVAIS




Calendário judaico ou Hebraico (do hebraico הלוח העברי) é o nome do calendário utilizado para a determinação da data das festividades, dos serviços religiosos e de outros eventos da comunidade em Israel e na diáspora. O calendário hebraico é um calendário do tipo lunar baseado nos ciclos da Lua, composto alternadamente por 12 ou 13 meses de período igual ao de uma “lunação” (Ciclo completo da lua), de forma a que o primeiro dia de cada mês é sempre o primeiro dia de lua nova. Nos tempos bíblicos, a determinação dos tempos era realizada pela observação direta de testemunhas designadas para este fim, método seguido pelos Caraítas até os dias de hoje, os quais determinam o primeiro mês do ano como “Abib”.


O método atual entre os judeus rabínicos, no entanto, é um calendário fixo criado devido à necessidade de um calendário permanente para comunidades que vivessem fora de Israel (Diáspora). Este calendário tem base lunar, mas ajusta-se pelo calendário solar (enquanto o Calendário antigo ajustava-se pela maturação da colheita) para a inclusão de um novo mês, além de determinar o início do ano no mês de Tishrei.
Os meses Judáicos funcionam como os meses do calendário Juliano, sendo que existem alguns meses que têm menos dias.



O calendário dos judeus é direcionado pela Lua, enquanto o dos cristãos, por consequência de Roma, é movido pelo Sol, pois naquela época Roma era pagã e servia ao Deus Sol (Sol Invictus = Sol Invencível). O culto ao deus pagão Sol Invictus também deu origem às comemorações de Natal (Natalis Invictus = Nascimento do Invencível) em 25 de dezembro (Solstício = Dia mais longo do ano na Europa), data oficial do nascimento da entidade pagã (Versão romana do deus babilônico Mithra). Durante a conversão em massa do império romano ao Cristianismo, após a conversão do Imperador Constantino, passou a marcar o nascimento de Jesus Cristo. Em decorrência, a data cristã é incompatível com o calendário original judaico.


Em sintese, o calendario judaico é diferente do juliano, pois ele é religioso, ou seja, foi feito para que os dias das festas judaicas sejam respeitados. O calendário judaico tem 6 meses de 29 dias e 6 meses de 30 dias, como a uma perda de dias em relação ao ano solar são acrescentados de três em três anos um mês a mais para compensar a perda. O calendario juliano é solar e o judaico é lunisolar, em tem regras definidas para que determindas festas começem na estação certa, por exemplo, o primeiro dia do ano não pode ser no domingo esse é úm exemplo hipotético, mas existem diversas regas e para entende-lo é necessário estudar bastante.

MESES DO CALENDÁRIO JUDAICO E SUAS DURAÇÕES

Nomes hebraicos dos meses e seus correspondentes babilônicos:

Número Hebraico Duração Análogo babilônico:

1 Nissan
30 dias Nisanu ou Aviv no Tanakh

2 Iyar
29 dias Ayaru ou Ziv no Tanakh

3 Sivan
30 dias Simanu
4 Tammuz
29 dias Du`uzu
5 Av
30 dias Abu
6 Elul
29 dias Ululu Mês em que se toca o Shofar
7 Tishrei
29 dias Tashritu chamado Eitanim no Tanakh
8 Heshvan
29 ou 30 dias Arakhsamna às vezes chamado Marcheshvan (Amargo Cheshvan); chamado de Bul no Tanakh
9 Kislev
29 ou 30 dias Kislimu às vezes chamado Chislev
10 Tevet
30 dias Tebetu
11 Shevat
30 dias Shabatu
12 Adar I
29 dias Adaru
13 Adar II
29 dias Adaru


DIAS DA SEMANA:

Número Dia Hebraico Nome em hebraico:
1 Yom Rishon
2 Yom Sheni
3 Yom Shlishi
4 Yom Revi’i
5 Yom Ḥamishi
6 Yom Shishi
7 Yom Shabbat


FESTAS JUDAICAS

Yom Tov ou festival é um dia, ou vários dias observados pelos Judeus como uma comemoração sagrada ou secular de um importante evento da História Judaica. Em Hebraico, os feriados e os festivals judaicos, dependendo da sua natureza, são chamados de yom tov ("dia bom"), chag ("festival") ou taanit ("jejum").
As origens das várias festas judaicas geralmente encontra-se nas mitzvot (mandamentos bíblicos), decreto rabínico, ou na moderna história de Israel.


HOSH HASHANAH – O ANO NOVO JUDAICO

O Rosh Hashaná é o “Ano Novo Judaico” e “Dia do Julgamento”, no qual Deus julga cada pessoa individualmente de acordo com as suas ações e estabelece um decreto para o próximo ano. O festival é caracterizado pela mitzvah (mandamento) especial de tocar o shofar (Espécie de instrumento sonoro feito com o chifre de um animal).
. Durante um número variável de dias antes de Rosh Hashaná, entre os Judeus Ashkenazim (Origem europeia), e todo o mês de Elul entre os Judeus Sefarditas (Origem portuguesa, espanhola ou do norte da África), são acrescentadas rezas especiais nas orações matinais, conhecidas como Selichot.

. Erev Rosh Hashanah (véspera do primeiro dia) — 29 Elul
. Rosh Hashanah (ראש השנה‎, em Hebraico) — 1–2 Tishrei

Rosh Hashanah - Considerado pela Mishná como o novo ano para calcular os anos do calendário, leis de shmita (ano sabático) e o Jubileu, dízimos de vegetais, e plantação de árvores (para determinar a idade de uma árvore).
De acordo com uma opinião da Torah Oral (a tradição oral judaica), a criação do Mundo foi completada no Rosh Hashaná. A recitação de Tashlikh ocorre durante a tarde do primeiro dia. O Judaísmo ortodoxo celebra dois dias de Rosh Hashaná, tanto em Israel como na Diáspora. Os dois dias juntos são considerados um yoma arichta, um "dia longo" único. Um número significativo de comunidades judaicas reformistas celebra apenas um dia de Rosh Hashaná.


ASERET YEMEI TESHUVA — DEZ DIAS DE ARREPENDIMENTO

Os primeiros dez dias do ano judaico (desde o começo de Rosh Hashaná até ao fim de Yom Kippur) são conhecidos como Aseret Yemei Teshuva. Durante este período é "extremamente apropriado" para os Judeus praticar Teshuvá (arrependimento, literalmente 'retorno'), a qual consiste em examinar as suas próprias acções e arrepender-se dos erros cometidos tanto contra Deus e o próximo, em antecipação do Yom Kippur. Este arrependimento pode tomar a forma de súplicas adicionais, confissão das próprias ações diante de Deus, jejum e auto-reflecção. No terceiro dia, o Tzom Gedalia.

YOM KIPPUR — DIA DO PERDÃO

Yom Kippur é considerado pelos Judeus como o mais santo e solene dia do ano. Nele, é dado especial ênfase ao perdão e à reconciliação. Comer, beber, tomar banho, untar-se com óleo, e relações íntimas são proibidas. O jejum começa ao pôr-do-sol, e termina depois da caída da noite no dia seguinte. Os serviços religiosos de Yom Kippur começam com a reza conhecida como Kol Nidrei, que tem de ser recitada antes do pôr-do-sol. Kol Nidrei, que em Aramaico significa "todos os votos", é a anulação pública de votos ou juramentos religiosos feitos por judeus durante o ano anterior. Apenas diz respeito a votos não cumpridos, feitos entre a pessoa e Deus, e não cancela ou anula os votos feitos entre pessoas.
A Talit (um xaile de orações de quatro pontas) é colocado para as rezas da noite; a única reza noturna do ano em que isso é feito. A Ne'ilá é um serviço religioso especial realizado apenas no dia de Yom Kippur e prende-se com o encerramento da festividade. O Yom Kippur termina com o toque do shofar, que marca a conclusão do jejum. É sempre observado como uma festividade de um dia apenas, tanto em Israel como nas comunidades da Diáspora judaica.

SUCOT – A FESTA DOS TABERNÁCULOS

Sucot (סוכות ou סֻכּוֹת sucōt) é um festival que dura 7 dias, também conhecido como a Festa dos Tabernáculos. É um dos três festivais de peregrinação mencionados na Bíblia. A palavra sucot é o plural da palavra hebraica sucá, que significa literalmente “Cabana”. Os Judeus são ordenados a residir em cabanas durante o período da festa. Isto geralmente significa comer as refeições, mas alguns dormem também na sucá. Existem regras específicas para construir uma sucá. O sétimo dia do festival é chamado Hoshaná Rabá.

. Erev Sucot — 14 Tishrei
. Sucot (חג הסוכות‎) — 15–21 Tishrei (22 fora de Israel)

SHEMINI ATZERET E SIMCHAT TORÁ

Simchat Torá (שמחת תורה) significa "Alegria da Torá". Na verdade refere-se a uma cerimónia especial que tem lugar no feriado de Shemini Atzeret. Este feriado segue-se imediatamente à conclusão do festival de Sucot. Em Israel, Shemini Atzeret dura um dia e inclui a celebração de Simchat Torá. Fora de Israel, Shemini Atzeret é uma festa de dois dias e Simchat Torá é observado no segundo dia, o qual é em geral referido pelo nome da cerimónia.
A última porção da Torá é lida, completando o ciclo anual de leituras, seguido do primeiro capítulo do Génesis. Os serviços religiosos são especialmente festivos e todos os presentes, jovens e adultos, tomam parte na celebração. Um dos costumes mais populares é a retirada dos rolos da Torá da Arca Sagrada e dançar com eles na sinagoga. Em algumas comunidades, as danças ocorrem também pelas ruas

CHANUCÁ — FESTIVAL DAS LUZES

. Erev Chanucá — 24 Kislev
. Chanucá (חנוכה‎) — 25 Kislev – 2 or 3 Tevet
A história de Chanucá é preservada nos dois Livros dos Macabeus. Estes livros não são parte do Tanach (Bíblia Hebraica). Eles são considerados livros apócrifos. O milagre do pote de óleo de um dia ter, milagrosamente, durado oito dias, é descrito no Talmude.
Chanucá marca a derrota das forças do Império Seleucida (Grego) que tentaram evitar que o Povo de Israel praticasse o Judaísmo. Judas Macabeu e os seus irmãos destruíram as forças poderosas e fizeram a rededicação religiosa do Templo de Jerusalém. Os oito dias do festival são marcados pelo acendimento de velas — uma na primeira noite, duas na segunda noite, e assim sucessivamente — usando um candelabro especial chamado “Chanukkiá” ou “Menorá de Chanucá”.
Existe o costume de dar dinheiro às crianças em Chanucá para comemorar o estudo da Torá às escondidas, quando os Judeus se reuniam no que parecia uma atividade de jogo naquele tempo, uma vez que a Torá estava proibida. Por causa disto, existe também o custome de jogar com o dreidel (Espécie de pião chamado “sevivon” em hebraico).

DEZ DE TEVET

Este pequeno jejum marca o começo do cerco à Jerusalém, tal como é descrito no Livro dos Reis 25:1.
“E aconteceu que no nono ano do seu reinado, no décimo mês, no décimo dia do mês, que Nebucodonossor Rei da Babilônia veio, ele e todo o seu exército, contra Jerusalém, e acampou contra ela; e eles construiram fortes à sua volta”.
Como um pequeno jejum, é requerido jejuar da aurora ao anoitecer, mas outras leis do luto judaico não são observadas. A leitura da Torá e da Haftará, e uma reza especial durante a Amidá, são acrescentadas nas rezas de Shacharit e Minchá.


TU BISHVAT - NOVO ANO DAS ÁRVORES

. Tu Bishvat (חג האילנות - ט"ו בשבט‎) — 15 Shevat
Tu Bishvat é o ano novo para as árvores. De acordo com a Mishná, ele marca o dia em que os dízimos da fruta são contados em cada ano. Além disso, marca o ponto em que são contadas tanto a proibição bíblica de comer os frutos das árvores nos seus três primeiros anos e a obrigação de trazer a orlá (fruto do quarto ano) ao Templo de Jerusalém. Nos tempos modernos, é celebrado comendo vários frutos e nozes associadas à Terra de Israel. Também é costume organizar a plantação de árvores, em especial com as crianças.
Durante os anos 1600, o Rabbi Yitzchak Luria de Safed (Sfat) e os seus discípulos criaram um pequeno seder (Ceia), chamado Hemdat ha Yamim, reminiscente do seder que os Judeus cumprem em Pessach, e que explora os temas cabalísticos da festividade.

PURIM – LIVRO DE ESTHER

. Erev Purim e Jejum de Ester conhecido como "Ta'anit Ester" — 13 Adar
. Purim (פורים‎) — 14 Adar
. Shushan Purim — 15 Adar
. Nos anos bissextos do calendário judaico, Purim é observado no Segundo mês de Adar (Adar Sheni).

Purim comemora os eventos descritos no Livro de Ester. Esta festa é celebrada pela leitura pública na sinagoga da história da Rainha Ester, durante a qual se fazem fortes ruídos cada vez que é mencionado o nome de Haman. Em Purim é tradição usar disfarces e máscaras e distribuir os Mishloach Manot (entrega de presentes de comida e bebida) aos pobres e necessitados. Em Israel, também é tradição organizar marchas festivas, conhecidas como Ad-De'lo-Yada, nas ruas principais das cidades. Por vezes, as crianças mascaram-se e representam a história de Ester para os seus pais.

NOVO ANO DOS REIS

. Novo Ano dos Reis — 1 Nisan.
Apesar de Rosh Hashaná marcar a mudança do ano no calendário, Nisan é considerado o primeiro mês do calenário judaico. A Mishná indica que o ano do reinado dos reis judeus era contado a partir de Nisan nos tempos bíblicos. Nisan é também considerado o começo do ano em termos da ordem das festividades.
Junto com este Ano Novo, a Mishná define outros três Anos Novos legais:

. Primeiro de Elul, Ano Novo para os dízimos dos animais,
. Primeiro de Tishrei (Rosh Hashaná), o Ano Novo para o ano do calendário e para os dízimos dos vegetais,
. Quinze de Shevat (Tu Bishvat), o Novo Ano das Árvores e dos dízimos das frutas.

PESSACH — A SAÍDA DOS ISRAELISTAS DO EGITO

. Erev Pesach e Jejum dos Primogénitos conhecido como Ta'anit Bechorim — 14 Nissan,
. Pessach/Páscoa (פסח) (primeiros dois dias) — 15 (and 16) Nissan,
. O "Último dia de Pessach", conhecido como Acharon shel Pessach, é também uma festa que comemora Keriat Yam Suf, a Passagem do Mar Vermelho. — 21 (and 22) Nissan,
. Os dias semi-festivos entre os "primeiros dias" e "últimos dias" de Pessach são conhecidos como Chol HaMoed, ou seja os "Dias Intermediários".

Pessach comemora a libertação dos escravos Israelitas do Egito. Nenhum alimento fermentado é comido durante a semana de Pessach, em comemoração ao fato de os Judeus terem saído tão apressadamente do Egito, que o seu pão não teve tempo suficiente para levedar (Crescer).
O primeiro Seder de Pessach começa ao pôr do sol do dia 15 de Nissan. Na Diáspora, um segundo seder é realizado na noite de 16 de Nissan. Na segunda noite, os Judeus começam a contar o omer. A Contagem do Omer coincide com a contagem dos dias, desde o tempo em que os Judeus deixaram o Egito até ao dia em que chegaram ao Monte Sinai.

SEFIRAH — CONTAGEM DO OMER

. Contagem do Omer (ספירת העומר, Sefirat Ha'Omer)
Sefirá é o período de 49 dias ("sete semanas") entre Pessach e Shavuot; é definido pela Torá como o período durante o qual oferendas especiais deviam ser levadas ao Templo em Jerusalém. O Judaísmo ensina que isto torna física a ligação espiritual entre Pessach e Shavuot.

LAG BA'OMER

Lag Ba'Omer (ל"ג בעומר, literalmente "33 do Omer") é o 33º dia da contagem do Omer. ל"ג é o número 33 em Hebreu. As restrições de luto em relação a atividades alegres existentes no período do Omer são levantadas em Lag Ba'Omer e há normalmente celebrações com churrascos, fogueiras e brincadeiras com arcos e flechas para as crinças. Em Israel, nos dias anteriores à festa, os jovens costumam reunir materiais para fazer grandes fogueiras ao ar livre.

NOVAS FESTAS NACIONAIS ISRAELITAS/JUDAICAS

Desde a criação do Estado de Israel em 1948, o Rabinato Chefe de Israel estabeleceu quatro novas festividades judaicas:

. Yom Yerushalayim — Dia de Jerusalém
. Yom HaShoah — Dia da Memória do Holocausto
. Yom Hazikaron — Dia da Memória pelos Soldados
. Yom HaAtzmaut — Dia da Independência de Israel

Estes quatro dias são feriados nacionais no Estado de Israel e, em geral, são aceitos como feriados religiosos pelos seguintes grupos: o Rabinato Chefe do Estado de Israel, The Union of Orthodox Congregations and Rabbinical Council of America (União das Congregações Ortodoxas e o Conselho Rabínico da América; The United Hebrew Congregations of the Commonwealth (Congregações Hebraicas Unidas da Comunidade Britânica Reino Unido); todo o Judaísmo Reformista e Conservador; The Union for Traditional Judaism (União para o Judaísmo Tradicional) e o movimento Reconstrucionista judaico.
Essas quatro datas não são aceitas como feriados religiosos pela maioria do Judaísmo Charedi (Ultra-ortodoxo), que inclui o Judaísmo Hassídico. Estes grupos veêm esses dias como festas nacionais israelitas seculares, por isso, eles não celebram estas festas.

YOM HASHOÁ — DIA DA MEMÓRIA DO HOLOCAUSTO

. Yom HaShoá (יום הזכרון לשואה ולגבורה‎) — 27 Nisan.
O Yom HaShoá é também conhecido como o Dia da Memória do Holocausto, e tem lugar no dia 27 de Nissan.
Em Israel, por todo o país, tocam as sirenes durante dois minutos, em memória dos seis milhões de judeus mortos pelos nazistas durante a II Guerra Mundial. É costume o trânsito parar nas cidades e os condutores sairem de seus carros e ficarem de pé, em silêncio, durante o toque da sirene. Cerimônias especiais são realizadas no Yad Vashem, o Museu do Holocausto de Jerusalém. As escolas têm programas especiais nesse dia, com palestras de sobreviventes do Holocausto, que contam as suas histórias às crianças.

YOM HAZIKARON — DIA DA MEMÓRIA DOS SOLDADOS

. Yom Hazikaron (יום הזכרון לחללי מערכות ישראל‎) — 4 Iyar.
Yom Hazikaron é o dia de memória em honra dos veteranos e soldados israelenses “caídos” (mortos) nas guerras de Israel. O dia memorial também comemora os civis mortos em atos de terrorismo.

YOM HAATZMAUT — DIA DA INDEPENDÊNCIA DE ISRAEL

. Yom HaAtzmaut (יום העצמאות‎) — 5 Iyar.
Yom HaAtzmaut é o Dia da Independência de Israel. Uma cerimônia official é realizada anualmente na véspera do Yom HaAtzmaut no Monte Herzl, em Jerusalém. A cerimónia inclui discursos dos mais importantes dignitários israelenses, uma apresentação artística, uma marcha de soldados com bandeiras que formam figuras elaboradas (como uma Menorá, uma “Magen David” (Estrela de Davi) e o número que representa a idade do Estado de Israel), e o acendimento de doze tochas (uma por cada Tribo de Israel). Dezenas de cidadãos de Israel, que contribuíram significativamente para o Estado, são selecionados para acender essas tochas.
Pequenas cerimônias idênticas são realizadas em todas as localidades do país, com a ativa participação das crianças e jovens. É costume as famílias realizarem churrascos nos parques das cidades.

YOM YERUSHALAIM — DIA DE JERUSALÉM

. Yom Yerushalayim (יום ירושלים‎) — 28 Iyar.
O Dia de Jerusalém marca a reunificação de Jerusalém e o Monte do Templo sob o domínio judaico, durante a Guerra dos Seis Dias em 1967, quase 1900 anos depois da destruição do Segundo Templo em Jerusalém.

SHAVUOT — FESTA DAS SEMANAS — YOM HABIKURIM

. Erev Shavuot — 5 Sivan.
. Shavuot (שבועות‎) — 6 Sivan (na Diáspora também no dia 7).

Shavuot, a Festa das Semanas (ou Dia de Pentecostes, na terminologia cristã), é um dos três festivais de peregrinação (Shalosh regalim) ordenados na Torá. Shavuot marca o fim da contagem do Omer, o período entre Pessach e Shavuot. De acordo com a tradição rabínica, os Dez Mandamentos foram dados neste dia ao Povo de Israel reunido na base do Monte Sinai. Durante esta festa, a porção da Torá que contém os Dez Mandamentos é lida na sinagoga, assim como o Livro de Rute. É tradição comer alimentos lácteos durante Shavuot.

DEZESSETE DE TAMUZ

O dia 17 de Tamuz tradicionalmente marca a primeira brecha das muralhas de Jerusalém durante a ocupação romana, na Época do Segundo Templo.
Por ser um dia de jejum menor, é requerido jejuar do nascer ao pôr do sol, mas outras leis do luto não são observadas. Nos serviços religiosos de Shacharit (reza matinal) e de Minchá (reza da tarde), são acrescentadas a leitura da Torá e a leitura da Haftará, e uma reza especial na Amidá.

AS TRÊS SEMANAS E OS NOVE DIAS

. As Três Semanas (Ben Hametzarim): de 17 de Tamuz (Tsom shiv'á asar betamuz) a 9 de Av(Tishá BeAv)
. Os Nove Dias: 1 – 9 de Av
. (Também 10 de Tevet)
Os dias entre 17 de Tamuz e 9 de Av são dias de luto, em lembrança do colapso de Jerusalém durante a ocupação romana que ocorreu entre estas datas. Tradicionalmente, os casamentos e outras ocasiões festivas não são realizadas durante este período. Um elemento adicional é acrescentado neste tempo, durante os últimos nove dias, entre 1 e 9 do mês de Av — os religiosos abstêm-se de comer carne e beber vinho, exceto no Shabbat ou numa Seudat Mitzvá (uma refeição de mitzvá, tal como um Pidion Haben, que é a celebração do reconhecimento de um recém-nascido ou a conclusão do estudo de um texto religioso). Da mesma forma, é costume não cortar o cabelo durante este período.


TISHA BEAV — NOVE DE AV

. Tisha BeAv (צום תשעה באב‎) — 9 de Av.
Tisha B'Av é o jejum e dia de luto que comemora dois dos mais trágicos eventos da História Judaica que ocorreram no dia 9 do mês de Av — a destruição perpetradas pelos babilônicos, no ano 586 antes da Era Comum, do Templo de Salomão, ou Primeiro Templo de Jerusalém, e a destruição do Segundo Templo, no ano 70 da nossa era, pelos Romanos. Outras calamidades na História Judaica também tiveram lugar em Tisha BeAv, incluindo o édito do Rei Eduardo I, que forçava os Judeus a deixar a Inglaterra em 1290, e o Decreto de Alhambra, ou Édito de Expulsão dos Judeus de Espanha, pelos Reis Católicos, Fernando de Aragão e Isabel de Castela, em 1492.

DÍZIMO DE ANIMAIS

. Ano Novo para os Dízimos de Animais — 1 Elul.
Esta comemoração não é observada atualmente. Este dia foi estabelecido pela Mishná como o Ano Novo para os dízimos de animais, o que equivalia a um novo ano para o pagamento de impostos.

ROSH CHODESH — O NOVO MÊS

O primeiro dia de cada mês e o trigésimo dia do mês precedente, se ele tiver 30 dias, é (nos nosso tempo) uma festividade menor conhecida como Rosh Chodesh (a cabeça do mês). A única excepção é o mês de Tishrei, cujo começo é uma festividade solene e importante, Rosh Hashaná. Exitem também rezas especiais que são ditas no momento em que se observa a Lua Nova pela primeira vez em casa mês.

SHABBAT — O SÁBADO

A Halachá, ou Lei Judaica, atribui ao Sábado o estatuto de festival. Os Judeus celebram o Shabbat, um dia de descanso, no sétimo dia de cada semana. A Lei Judaica define que o término do dia ocorre ao anoitecer, que é quando o dia seguinte começa. Assim, o Shabbat começa ao pôr-do-sol de sexta-feira, e termina ao início da noite de Sábado.
Em muitos aspectos, a Halachá (Lei Judaica) atribui ao Shabbat o nível do dia sagrado mais importante do calendário judaico.

. É o primeiro dia santo mencionado no Tanach (Bíblia Hebraica), e Deus foi o primeiro a observá-lo, através da finalização da Obra da Criação do Mundo.
. A liturgia judaica trata o Shabbat como “noiva” e “rainha”.
. A leitura da Torá no Sabbath tem mais aliyot do que em Yom Kippur, a mais solene celebração do calendário.
. Existe a tradição que o “Mashiach” (O ungido) (o Messias Judeu) chegará se todos os Judeus cumprirem duas vezes o Shabbat.

VARIAÇÕES NA OBSERVÂNCIA

As denominações do Judaísmo Reconstrucionista e do Judaísmo Reformista geralmente consideram a Lei Judaica em relação a estas festas como importante, mas não obrigatória. O Judaísmo Ortodoxo e o Judaísmo Conservador defendem que a Halachá em relação a estas dias é ainda normativa, ou seja, obrigatória.
Existe um número de diferenças na prática religiosa entre os Judeus Ortodoxos e Conservadores, porque estas duas denominações têm diferentes perspectivas de compreensão do processo de como a Halachá se desenvolveu ao longo do tempo e, da mesma forma, como ela pode ainda desenvolver-se. Os Judeus Reformistas, em geral, não observam o segundo dia das festas judaicas na Diáspora.

Um comentário:

erin disse...

If we can keep up with the pattern long enough to count seven Sabbath years, we can then enjoy the benefits of the Jubilee – or fiftieth year. Reinforcing the repeating pattern of sevens each spring, we are commanded to count seven Sabbaths from the Firstfruits offering to arrive at the day following the seven Sabbaths, which is the fiftieth day – the day we celebrate the Feast of Shavuot – the Feast of Sevens or “weeks” (Leviticus 23:10-21). Notice how the moon, as from the beginning of creation, has absolutely nothing to do with the counting of sevens. It is mathematically impossible to count the yearly or bicentennial pattern of sevens accurately by using a lunar sabbath model. Impossible!
The seven-day week has been used all over the world for thousands of years by many cultures dating thousands of years before the Roman Christian era. Although it is not the only work/rest cycle, it is by far the most common cycle on the planet, and has been so, long before the birth of Yahshua. Jews, who were separated by centuries and continents, were all found, without exception, to have been keeping the same seventh-day Sabbath.

With the basic intelligence mankind has been endued with from creation, it appears that, as a general rule, the human race is able to count to seven without losing track. If, at one time, we did lose track of what day it was, the Creator got the entire nation of Israel back on His calendar before we left Egypt, along with its contrived ten-day-week and Babylonian solar equinox calendar. We did a pretty good job of getting the planet on His seven-day week, and many people are actually keeping the seventh day holy. However, there is a new wind blowing through the cavernous minds of a sugar-shocked generation that looks to the moon for answers that can only be found on a mountaintop in the land of Midian. Moses penned those instructions, and we still have them with us to this day. We haven’t missed a day of work or rest since. Frivolous case dismissed!
Those who have so much time on their hands that they feel compelled to calculate new ways to determine the Sabbath should perhaps try working six days. They will be ready for a rest on the seventh day – regardless of the phases of the moon…
Please enjoy the entire series of articles that follow. They detail important milestones in the Creator’s calendar restoration process that many missed because they were not yet awakened. As with the ripening of the barley, flax, wheat, and vine – each one awakens and is brought to maturity in his own season.