9 de janeiro de 2019

SINAGOGA SEM FRONTEIRAS: MASTURBAÇÃO NO JUDAÍSMO?!


Tema polêmico: Confira segundo o comentário basedo na ótica judaica

. O que é Masturbação?

A masturbação é a estimulação dos órgãos genitais, seja ele feminino ou masculino, ou outras regiões erógenas como ânus ou mamas. Pode ser manualmente ou através de objetos. Essa prática pode ou não resultar em orgasmo. A masturbação pode ser realizada pela própria pessoa em si ou também por outra pessoa.
A masturbação é uma forma de autoconhecimento do corpo, faz parte do desenvolvimento sexual, não faz mal para a saúde e pode ser realizada sempre que a pessoas sentir-se a vontade para fazê-la. Existem vários termos populares para se referir a masturbação masculina como “bater ou tocar punheta”, “fazer justiça com as próprias mãos”, “cinco contra um”. Na masturbação feminina utilizam-se os termos populares como “tocar siririca” ou “dedilhar o violão”.

. Histórico:

Na Grécia antiga, a masturbação era uma prática sexual a mais. A Igreja e a Medicina dos séculos XVII e XVIII foram as principais responsáveis, pela conotação pecaminosa e doentia atribuída a esta prática. Na percepção de São Tomaz de Aquino, este comportamento estava entre os pecados mais graves, só comparado ao incesto e à ele atribuídas várias consequências graves, entre as quais a loucura e o suicídio (WIKIPÉDIA, 2012).
Embora a medicina tenha feito alguns avanços, como a descoberta dos espermatozoides em 1677, ainda em meados do século XVIII foi lançado o livro “Ensaios sobre as doenças causadas pela masturbação”. Somente a partir do século XX, com Freud e outros estudiosos, obteve-se uma compreensão a respeito do autoerotismo, como forma necessária e indispensável para a construção da sexualidade adulta (Wikipedia, 2012).

. A masturbação tem diferentes significados nas diversas fases da vida:

- Na infância: não tem caráter sexual. A experiência masturbatória não passa de mais uma brincadeira, uma forma prazerosa de descoberta do corpo.

- Na adolescência: é o período em que a prática masturbatória atinge seu pico. Os meninos costumam examinar-se, compara seu pênis com de outros meninos, testar o controle da potência ejaculatória e a experiência da masturbação é passada dos amigos mais velhos para os menores.

- Nas meninas: costuma ocorrer uma exploração solitária dos genitais e sua descoberta se faz mais pelo toque do que pela visão, já que a genitália feminina é mais escondida. 

- Na idade adulta: neste período o autoerotismo costuma diminuir de frequência principalmente se existe um relacionamento fixo, mas não significa que ele desapareça totalmente. 

. Mitos sobre masturbação:

- masturbação deixa as pessoas fracas;

- dá espinhas ou cresce pelos nas mãos;

- é pecado, é imoral;

- masturbar-se é prejudicial a saúde.

. Fonte: 

https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/medicina/o-que-e-masturbacao/39085

2 comentários:

Unknown disse...

Acho que o portal Chabad.com discorda do portaldaeducação:

"É um pecado? Certamente, e os efeitos colaterais para o espírito são difíceis de reparar. Na Torá (Bereshit 38:9-10), Er e Onan, os filhos de Yehudá, foram punidos com morte antecipada por se masturbarem. A Cabalá é bastante explícita sobre o prejuízo e o pecado da masturbação. A idéia é a seguinte: sua semente é o material com o qual você procria; é o material genético em você que lhe proporciona a oportunidade de ser parceiro de D'us.

Quando o usamos construtivamente, canalizamos as centelhas Divinas e a energia dentro dele de forma correta. Quando o jogamos fora, porém, desperdiçamos o sagrado e Divino potencial. Isso dá ensejo ao que a Cabalá chama de "Chitsonim," forças negativas livremente traduzidas como "externas", para roubar a energia e convertê-la em propósitos negativos, tais como alimentar nossa ânsia de pecado."
(https://pt.chabad.org/library/article_cdo/aid/1688668/jewish/Masturbao.htm)

Unknown disse...

Muito obrigado Rabino, assisti o vídeo e aprendi demais. Agora entendi o comparativo da visão social comum atual e a visão da Torah a respeito desse assunto. Shalom.