2 de junho de 2018

NO CORAÇÃO DA ZONA NORTE CARIOCA - SINAGOGA DO MÉIER (BEITH YEHUDA): PATRIMÔNIO CULTURAL DE TODOS NÓS


A família Sender, que morou até a década de 70 no bairro do Méier, continua até hoje o legado do patriarca da família, Machil Sender, um dos fundadores da Sinagoga Beit Yehudá

A comunidade do Rio de Janeiro conta com um grande número de sinagogas, incluindo algumas remanescentes na zona norte, onde, no início do século XX, muitos judeus oriundos da Europa imigraram para os subúrbios de nossa cidade. Resistindo ao tempo e ao êxodo das famílias para a zona sul, essas sinagogas são patrimônios históricos de nossa comunidade e muitas pessoas se esforçam para mantê-las abertas, apesar do pouco apoio recebido pelas lideranças judaicas.





A Sinagoga Beith Yehuda foi fundada há mais de 70 anos, inicialmente na Rua José Veríssimo

A família Sender, que morou até a década de 70 no bairro do Méier, continua até hoje o legado do patriarca da família, Machil Sender, um dos fundadores da Sinagoga Beit Yehudá. Leonardo Sender, neto de Machil, está hoje à frente da sinagoga, após o falecimento de seu pai Mauricio, há poucos meses, que mantinha a instituição. Os desafios são muitos e, na entrevista a seguir, Leonardo fala sobre a sinagoga e como a comunidade pode ajudar a preservá-la.

. Há quantos anos a sinagoga foi fundada?

A Sinagoga Beith Yehuda foi fundada há mais de 70 anos, inicialmente na rua José Veríssimo, depois foi para dentro do Colégio Hebreu Brasileiro Bialik e, quando a escola foi vendida, o colégio Talmud Torah, que era o proprietário, cedeu esta casa para sua continuidade e onde está por volta de 30 anos.
. Quem fundou a sinagoga e como vem se mantendo até os dias de hoje?
A família Sender mantém a sua continuidade, pois meu avô Machil Sender foi um dos fundadores, passando depois para meu pai Mauricio e atualmente, eu, como filho mais velho, continuo com este legado.

. Quem hoje frequenta a sinagoga?

Muitos talvez nunca tenham ouvido falar dela, mas foi frequentada pela grande comunidade judaica da zona norte, sendo um patrimônio de nossas raízes e tradições. Funcionamos somente para os serviços de shabat aos sábados das 9h às 13h, com um minian de 12 a 15 chaverim, não contamos com um rabino e sim, com nosso chazan Joel Lejbkowicz, que faz todas as orações e a leitura da Torah.

. Por que a família Sender abraçou esse projeto?

Em anos passados, muitos de nossos, que hoje estão na faixa dos 50 anos, fizeram seu Barmitzvá, Batmitzvá, deram nomes a seus filhos, entre outras comemorações. Meus avós doaram uma Torah, em 1954, com uma linda festa na época e esta mesma Torah foi enviada a Israel para conserto e, em 1984, foi feita novamente uma grande comemoração pelo seu retorno.

. Qual é hoje o maior desafio da sinagoga?

O maior desafio é manter-se aberta, funcionando. A FIERJ, assim como outras instituições, não nos ajudam, necessitamos de donativos urgentes, para que possamos continuar atuantes e não sermos apagados da História, assim como foi a de Nilópolis (entrem no google e irão chorar ao ver o teto no chão e a estrutura destruída pelo tempo).

. Como a comunidade poderia ajudar?

A comunidade pode ajudar com donativos e patrocínios. O importante é que não deixemos morrer algo tão significativo e histórico de nossas raízes. Convido a todos que venham participar de um shabat e tenho certeza que se lembrarão dos antepassados. É uma volta a nossa infância. 

. Contato:

(Leonardo Sender) Deixo meu celular para contatos e qualquer tipo de esclarecimento: (21) 99840-7975.

. Fontes:

PUBLICADO POR DENISE WASSERMAN EM 27 DE JULHO DE 2015 | CATEGORIA: GERAL

http://www.nosso.jor.br/sinagoga-do-meier-um-patrimonio-cultural-de-todos-nos/

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