15 de maio de 2013

EM QUE CONSISTE O CERTIFICADO KOSHER?


O Certificado kosher é um documento emitido para atestar que os produtos fabricados por uma determinada empresa obedecem as normas específicas que regem a dieta judaica ortodoxa. Ele é mundialmente reconhecido e atribuído como sinônimo de controle máximo de qualidade. 
O processo de emissão para um Certificado Kosher depende da colaboração e total transparência nas informações que serão permutadas entre ambas: a empresa que fabrica o produto e a entidade judaica que emitirá o documento.
Na primeira etapa deste procedimento, uma pesquisa minuciosa é realizada para levantamento de dados sobre os ingredientes que compõem os produtos (componentes, fluxograma e lista de fornecedores), bem como o processo de fabricação empregado (sistema de caldeiras, vapor, planta da fábrica e etc.). Esta pesquisa é realizada via fax, fone e/ou e-mail, onde todas as informações obtidas vão sendo preenchidas e documentadas, em caráter sigiloso, pelo departamento de “Cashrut” responsável pela pesquisa e, se tudo estiver de acordo, com a provável emissão do certificado.
Na segunda etapa, após ter sido constatado que o produto (ou produtos) em questão preenche as normas da dieta casher, é agendada uma visita de um rabino ortodoxo à fábrica, para que o produto possa ser aprovado. Sem a avaliação de um rabino ortodoxo, perito neste assunto, um Certificado kosher jamais poderá ser emitido.
O rabino deverá ser acompanhado na fábrica por uma pessoa que responda por todos os detalhes no processo de fabricação. Geralmente esta tarefa é realizada pelo gerente de produção ou gerente de qualidade. Inclusive deve possuir uma ampla visão do planejamento estratégico da empresa (previsão de lançamento de novos produtos e seus prazos, planejamento de testes de outros produtos em determinada linha de produção, se já houve, há ou haverá terceirização de alguns produtos dentro e/ou fora da empresa e etc.).
Os produtos continuarão sendo acompanhados periodicamente para que continuem a preencher todos os requisitos que o tornam apto para o recebimento de certificado Kosher.
O mesmo possui validade internacional de um ano, a vigorar a partir da data na qual é emitido, e poderá ser renovado ao final deste prazo, mediante nova visita do rabino à fábrica.
Um ponto fundamental que deve ser salientado é uma relação de total transparência que deve ser mantida entre a empresa fabricante e a entidade judaica que aprova o consumo de seu produto para a comunidade judaica. No caso de haver qualquer alteração dos ingredientes ou no processo de fabricação, estes deverão ser imediatamente comunicados ao departamento de cashrut responsável, sob a pena de perda de confiabilidade e anulação do certificado.



. As Leis derivam-se das seguintes regras básicas:

- Certos animais não podem ser consumidos de forma alguma e essa restrição inclui a carne, os órgãos, os ovos e o leite desses animais. Mesmo os animais permitidos só podem ser ingeridos se forem abatidos de acordo com as regras da lei judaica.

- Todo sangue deve ser drenado da carne antes de comer.

- Algumas partes de animais permitidos não podem ser ingeridas.

- Carne não pode ser ingerida junto com leite. Peixes, frutas, vegetais e grãos podem ser comidos tanto com carne quanto com leite.

- Os utensílios que estiveram em contato com carne não podem ser utilizados com leite e vice versa.

- Produtos à base de uva fabricados por um não judeu não podem ser consumidos.

- Somente os peixes que possuem escamas e nadadeiras podem ser consumidos.

- Todos os tipos de moluscos e frutos do mar são proibidos.

- Os vegetais e grãos devem ser rigorosamente supervisionados para que não haja vermes ou insetos.




GLOSSÁRIO:

- CHALAV ISROEL – é o leite ou seu derivado cuja produção esteve sob constante supervisão rabínica.

- CHAMETZ – produtos fermentados que não são permitidos em pessach, a páscoa judaica.

- FLEISHING ou BASSARI - derivado do yidish “fleish” – meat.termo usado para denominar alimentos a base de carne ou seus respectivos utensílios.

- GLATT KOSHER – carne que está de acordo com o mais alto nível de kashrut, e que não deixa dúvidas.

- HASHGACHÁ – certificação de kashrut assinada por um rabino ou uma organização de kashrut.

- MASHGUIACH - o supervisor da kashrut de um estabelecimento que produz um produto kosher. a sua presença na produção é indispensável para a certificação kosher.

- KASHERIZAR –termo usado nos procedimentos da produção de alimentos kosher.também é usado para descrever o processo de preparação de equipamentos ou utensílios utilizados anteriormente com alimentos não kosher e que poderão, a partir desse processo ser utilizados nos produtos kosher.

- KASHRUT – o termo geral usado para indicar todo aspecto de preparo de alimentos de acordo com a lei judaica e próprio para a mesa judaica.

- KOSHER FOR PASSOVER – além dos requerimentos normais de kashrut, existem regras de produção de alimentos sem levedura para serem consumidos em pessach- páscoa judaica.

- MEVUSHAL – termo usado para indicar que o vinho kosher foi pasteurizado.

- MILCHIG ou CHALAVI – termo proveniente do yidish usado para indicar alimentos e utensílios de leite.

- PAREVE – um termo que indica que o alimento não contém nem carne nem leite e pode assim ser misturado com outro ingrediente kosher.os itens pareve são basicamente as frutas, vegetais , legumes, graõs, ovos , peixes kosher etc.

- SHECHITA - é a maneira própria de abater os animais kosher para consumo.

- SHOCHET – a pessoa profissionalmente autorizada a abater a carne kosher de cordo com a tradição judaica.

- TREIF: termo em Idish que indica o alimento não kosher.

Fonte: www.certificadokosher.com.br

ISRAEL PERMITE A ADOÇÃO DE CRIANÇAS POR CASAIS GAYS



No estado de Israel, até o ano de 1988, havia um código penal contra a homossexualidade, resquício do mandado britânico. Esse código, entretanto, nunca foi aplicado por aconselhamento do primeiro consultor judiciário do governo de Israel, Chaim Cohen. Em 1988, a Knesset (o parlamento de Israel) aboliu esse item do código penal e dessa forma foram tornadas legais as relações homossexuais.
Desde novembro de 2006, o casamento gay é reconhecido em Israel. A união civil entre pessoas do mesmo sexo é reconhecida desde 1993, e um casal homossexual usufrui de quase todos os direitos de um matrimônio heterossexual. O exército israelense também aceita homossexuais (desde 1993). Aliás, ser homossexual não é empecilho para o serviço obrigatório no exército.
Desde a revogação da ilegalidade da homossexualidade em 1988, um enorme progresso vem sido alcançado na legislação pró-homossexuais. Em áreas tais qual a previdência social, o direito à herança e adoção de crianças por casais gays, os homossexuais têm direitos quase iguais aos casos de heterossexuais.
Em 2002, pela primeira vez na história de Israel, representantes da associação LGBT foram convidados ao escritório do primeiro-ministro Ariel Sharon. Nesse dia ele firmou o seu apoio à políticas pró-gays.
Os partidos Meretz, Ale Yarok, Avoda e Shinui são os partidos que mais favorecem o casamento gay, enquanto os partidos religiosos como Mafdal, Agudat Israel e Shas recusam qualquer alteração na lei conjugal de Israel.
Em Israel, desde 1993, ocorrem todos os anos paradas do Orgulho GLBT em Tel Aviv, e também desde 2005 em Jerusalém e Eilat. A cidade de Haifa conta com paradas desde 2007. Em 2010, foi a vez de Beersheba organizar a sua primeira parada GLBT 2. Há, nas paradas israelenses, a participação cada vez maior não apenas de homossexuais, mas também de parte da comunidade mais ampla, assim como nas maiores cidades do Ocidente, dando sinais que os cidadãos de Israel apoiam os gays e lésbicas e sua devida integração na sociedade.
Em novembro de 2005 foi aceito o pedido de uma lésbica adotar o filho da sua namorada pelo tribunal de justiça de Berseba.
Israel é o centro religioso das três maiores fés monoteísticas do mundo. Os representantes das três religiões apresentam visões negativas a respeito da homossexualidade. Partidos israelenses ortodoxos como Shas e Agudat Israel várias vezes expressaram-se contra leis pró-gays e contra eventos de manifestação pública da homossexualidade.
Em 2005, os chefes das maiores religiões de Israel reuniram-se em Jerusalém para tentar impedir, sem sucesso, a realização da Parada do Orgulho GLBT na capital do país. Em geral, o movimento religioso não consegue obter a maioria parlamentar para desfazer as resoluções pró-homossexuais (até hoje não foi desfeita nenhuma resolução favorável aos direitos humanos dos gays e lésbicas).
No dia 21 de dezembro de 2006, a ministra da educação de Israel, Yuli Tamir ordenou os reitores de escolas no país a integrar o assunto GLBT nos planos educativos e a conscientizar a existência de organizações de ajuda aos jovens gays e lésbicas.
Israel é o único país no Oriente Médio, além da Turquia, onde há vida gay aberta e assumida, como nos modelos ocidentais. Não é esse o caso nos territórios palestinos, onde a homossexualidade constitui um crime. Gays e lésbicas são rigidamente perseguidos pelas autoridades e por grupos como o Hamas. Muitos homossexuais palestinos fogem para Israel, onde são por vezes suspeitos de serem terroristas, podendo ser deportados a qualquer momento.
As leis internacionais estabelecem que qualquer pessoa perseguida no seu país de origem não pode ser deportada, desde que apresente motivos bem fundamentados. O Supremo Tribunal de Israel emitiu três decisões que proíbem as autoridades israelitas de deportar gays e lésbicas do país, mas na prática elas não têm sido aplicadas.
Há casas noturnas e grupos de apoio em todas as regiões de Israel. 



Organizações LGBT:
·         Aguda: Associação de homossexuais, lésbicas, bissexuais e travestis.
·         Klaf: Comunidade lesbo-feminista
·         A casa aberta (habáyit hapatuach): Organização gay hierosolamita.
·         Lefanekha beraadá (diante de vós com temor): organização de apoio ao gay religioso

. Veja as principais conquistas na área:

. Europa:

Dinamarca: Em 1999, o governo permite a homossexuais ligados por união civil a adotar o filho de seu companheiro ou companheira. Dez anos depois, o país aprova o direito de um casal gay adotar em conjunto uma criança.
Holanda: Em 2001, o país se torna o primeiro país europeu a autorizar a adoção por casais gays de crianças sem relação de parentesco. As regras são idênticas à adoção por casais heterossexuais.
Alemanha: Também em 2001, a Alemanha autoriza um membro do casal homossexual a adotar o filho biológico do outro desde que haja união civil.
Suécia: No ano seguinte, a Suécia legaliza a adoção por casais homossexuais desde que haja união civil.
Inglaterra e País de Gales: Os dois países permitem, a partir de 2005, que casais gays adotem crianças.
Espanha: Em 2006, Espanha adota a mesma medida da Inglaterra.
Islândia: Em 2006, o país aprova lei que permite a adoção por casais homossexuais com relação estável de mais de cinco anos.
Bélgica: O país adota medida semelhante à da Islândia em 2006.
Noruega: Em 2008, o país legaliza tanto a união civil entre homossexuais como a possibilidade de adoção de crianças.
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. América:

EUA: Em 1986, duas mulheres da Califórnia se tornam o primeiro casal gay a adotar legalmente uma criança. Desde então, o número de Estados nos EUA que permitem a adoção por casais do mesmo sexo subiu para 14. A lista inclui Nova York, Connecticut e Nova Jersey. A situação em alguns Estados é ambígua, com a adoção por homossexuais não definida explicitamente.
Uruguai: Em setembro de 2009, o Uruguai se converte no primeiro país latino-americano a legalizar a adoção de crianças por casais homossexuais.
Argentina: Reconhece oficialmente o casamento de homossexuais.
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. Oceania:

Western (Austrália): A adoção por casais homossexuais foi permitida no Estado a partir de 2002. Logo depois, a medida foi adotada também no território da capital, Camberra.
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. África:

África do Sul: A Suprema Corte legalizou a adoção por casais homossexuais em 2002, sendo o único país da África a adotar a medida.
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. Oriente Médio:

Israel: Em 2008, uma decisão do procurador-geral de Israel facilitou a adoção para casais do mesmo sexo.

20 de março de 2013

REGRAS DE LUTO NO JUDAÍSMO



1. Por que se costuma fechar os olhos do falecido imediatamente após a morte?
De acordo com a tradição mística judaica, a pessoa quando morre encontra-se com o Criador. E seria indecoroso contemplar a Presença Divina ao mesmo tempo em que se observa as coisas mundanas. Fechando os olhos do falecido para o mundo físico, permitimos que ele os abra para a paz do mundo espiritual.
Geralmente é o filho quem pratica este ato, em lembrança das palavras confortantes de Deus ao patriarca Jacob: "Teu filho José colocará as mãos sobre teus olhos" (Gênesis 46:4).

2. Por que se cobre o corpo logo após o falecimento?
A tradição judaica considera que deixar o corpo à vista é uma violação do princípio de "kevod ha'met", respeito pelos mortos. Mais ainda, se deixássemos o corpo exposto, estaríamos limitando nossa perspectiva à realidade física da morte. Cobrindo-o, tentamos conservar na memória a imagem da pessoa em vida, e alargamos nossa visão para abranger uma dimensão espiritual .

3 .Por que se colocam velas acesas ao lado do corpo?
"0 espírito do homem é a vela do Senhor" (Provérbios 20:27). A luz das boas ações praticadas pelo falecido ao longo da vida o acompanhará ao repouso eterno. De acordo com o pensamento místico judaico, a chama simboliza a alma do ente que partiu, pois ela se dirige sempre para o alto. Mantendo uma vela acesa durante a primeira semana de luto, e também no dia do aniversário do falecimento, estamos ajudando a ascensão da alma aos céus .

4. Quanto tempo após a morte deve se realizar o sepultamento?
A lei judaica ordena que o corpo seja sepultado o mais breve possível, de preferência no mesmo dia. Uma exceção é feita no Shabat e no Yom Kipur, durante os quais não se pode realizar o enterro.
Adiar o sepultamento é visto como um desrespeito para com o falecido e só deverá ocorrer na necessidade de aguardar a chegada dos filhos. Segundo as fontes místicas judaicas, a alma só descansa depois que o corpo é enterrado .


5. Por que é costume fazer um rasgo na roupa dos enlutados?
Este ritual, keriá, é um sinal tradicional de luto desde os tempos bíblicos. A Torá relata que Jacob, ao receber a falsa notícia de que seu filho José tinha sido devorado por uma fera, reagiu "rasgando as vestes" (Gênesis 37:34). Também David rasgou suas vestes ao saber da morte do Rei Saul e seu filho Jonathan.
Esse ritual tem uma finalidade psicológica: uma forma de descarregar a dor e a angústia diante da perda de um ente querido.
Ao rasgar a roupa, o enlutado profere a benção "Baruch Dayan Emet", "Bendito seja o verdadeiro Juiz", demonstrando assim que apesar da tragédia, sua crença em Deus e na justiça divina continua inabalável.

6. A lavagem do cadáver antes do enterro não seria uma profanação do corpo?
Muito pelo contrário. um tributo que prestamos ao morto. A origem desta tradição milenar se encontra no Livro de Eclesiastes: "Assim como veio, assim irá." Da mesma forma como um recém-nascido é imediatamente lavado e ingressa no mundo fisicamente limpo e espiritualmente puro, assim também aquele que parte é simbolicamente purificado através do ritual da tahará ("purificação").

7. Por que o corpo é sepultado envolto apenas em uma simples mortalha branca?
No antigo Templo, o Sumo Sacerdote usava uma simples vestimenta de linho branco no dia mais sagrado do ano, Yom Kipur. Lá ele confessava a Deus, e pedia o perdão divino pelos seus pecados e os pecados do seu povo. Analogamente, quando a pessoa morre, ela vai ao encontro do Criador envolta numa simples roupa branca, símbolo de humildade e pureza. 
Mais ainda, enterrando ricos e pobres em vestes iguais, simples e sem quaisquer ornamentos, ressaltamos um dos grandes valores judaicos e universais: a igualdade social.


8. Por que as pessoas que acompanham o caixão fazem apenas algumas paradas antes de chegar ao túmulo?
Simbolicamente, as paradas demonstram nossa relutância em nos separarmos do ente querido que morreu.

9. Por que os parentes mais próximos jogam os primeiros punhados de terra sobre o caixão?
Nas palavras da Bíblia: "Porque és pó, e ao pó tornarás" (Gênesis 3:19). Participando do ato do sepultamento, demonstramos que aceitamos a vontade de Deus. Simbolicamente, devolvemos a Ele o que Ele nos deu.

10. Por que não há caixões ornamentados e flores nos enterros judaicos?
Nós judeus frisamos a igualdade de todos os seres humanos em sua morada final. Na morte, "rico e pobre se encontram, pois ambos foram criados por Deus" (Provérbios 22:2). Somente as pessoas abastadas poderiam ser enterradas com pompa. Por esta razão, fazemos questão de realizar o enterro sem ostentação, sem enfeites, sem flores, ressaltando o respeito ao falecido através da simplicidade.
Mais ainda, nossos rabinos tinham receio da tendência humana de cultuar os mortos. É interessante notar que o local do sepultamento de Moisés é desconhecido, para evitar que cometamos o pecado da idolatria. Nós, como judeus, não cultuamos os mortos. Pelo contrário: diante da morte, reafirmamos a vida. E traduzimos a memória em ação.


11. Quando se vai ao cemitério para um enterro, pode-se aproveitar e visitar túmulos de parentes e outras pessoas?
Claro que sim. A lei judaica nos proíbe visitar o mesmo túmulo duas vezes num único dia. Esta regra tem sido mal interpretada por algumas pessoas, que entendem ser proibido visitar outro túmulo depois de assistir a um enterro. Completamente sem fundamento.
Por outro lado, a lei judaica exige que, no final do enterro, os presentes fiquem em fila para consolar os enlutados. Talvez por este motivo, alguns acham desaconselhável visitar outro túmulo após o enterro.
Em suma, é permitido visitar quantos túmulos se queira, desde que antes seja cumprida a obrigação humana de dar apoio e solidariedade aos recém-enlutados.


12. Por que os judeus lavam as mãos ao saírem do cemitério?
Certamente não por motivos de higiene. A morte não é suja; a morte é uma parte natural, lógica e orgânica da vida. Lavamos as mãos porque a água é o símbolo da vida, reafirmando assim nossa crença de que a vida é mais forte do que a morte. 
Após lavar as mãos, deixamos que elas se sequem naturalmente, sem usar uma toalha. Simbolicamente, demonstramos assim nosso desejo de jamais obliterar nossos laços com o falecido e, pelo contrário, conservá-lo em nossa memória para todo o sempre .


13. Por que é costume incluir ovos na primeira refeição dos enlutados após o enterro?
A forma arredondada do ovo simboliza a natureza cíclica e contínua da vida, e reflete nossa crença na imortalidade da alma.
Embora não retenha mais seu formato original, o ovo foi num estágio anterior a fonte de uma nova vida. Assim também, apesar de não podermos mais desfrutar da presença física do ente querido que partiu, estamos conscientes de que as sementes que ele plantou aqui na Terra ainda gerarão belos frutos, e que seu espírito viverá eternamente. 
Outra explicação: assim como o ovo não pára numa mesma posição e vira continuamente, esperamos que a nossa sorte também possa virar, e que a tristeza de hoje possa se transformar na alegria de um novo amanhã .


14. Em que consiste a tradição de ficar sete dias em casa após uma morte na família (Shivá)?
A palavra "Shivá" significa "sete", e se refere ao período de sete dias de luto contados a partir do dia do enterro. A tradição tem origem na Torá, quando José "chorou sete dias" pelo seu pai, Jacob (Gênesis 50:10). Durante uma semana, os enlutados ficam em casa, abstendo-se de quaisquer atividades profissionais ou de lazer. Parentes e amigos fazem visitas de condolências a casa dos enlutados, e três vezes por dia (de manhã, à tarde e à noite) realizam-se serviços religiosos.
A instituição da Shivá tem como finalidade dar a família folgas psicológicas e espirituais para continuar depois da perda de um ente querido. O enlutado não está só; muito pelo contrário, ele faz parte da "comunidade dos enlutados de Sion". É esta consciência de grupo que lhe dá conforto, já que recebe o apoio e o consolo dos familiares e amigos durante estes dias e que lhe permite emergir fortalecido, preparado para enfrentar as vicissitudes da vida, e pronto para reassumir suas responsabilidades perante o seu povo .

15. Por que se cobrem os espelhos de uma família enlutada?
Trata-se de um costume relativamente recente (datando da Idade Média), que pode ser explicado de várias maneiras.
Primeiramente, durante a Shivá (a primeira semana de luto), realizam-se diariamente serviços religiosos na casa dos enlutados. A lei judaica proíbe rezar diante de um espelho.
Outra razão é que a função básica do espelho relaciona-se diretamente com a vaidade pessoal, e esta contraria o espírito do luto, especialmente durante os primeiros dias, quando o enlutado deve se abster de fazer a barba, cortar o cabelo, enfeitar-se, etc.
Finalmente, o espelho reflete a imagem da pessoa somente se ela estiver fisicamente presente diante dele. Ao cobrirmos os espelhos na casa dos enlutados, demonstramos simbolicamente que mesmo sem a presença física daquele ente querido que partiu, sua imagem continua real e viva. Longe dos olhos não é longe do coração .

16. Por que os enlutados sentam-se no chão durante a Shivá?
O costume provém do relato bíblico sobre o Rei David. Ao receber a notícia da morte de seu filho, David "rasgou suas vestes e prostrou-se por terra" (II Samuel 13:31). Sentando-se no chão ou em banquetas baixas, os enlutados expressam seu pesar e seu desejo de ficar perto da terra na qual o ente querido está sepultado.

17. Por que os enlutados não usam sapatos de couro durante a Shivá?
O desconforto físico é um meio de acentuar o estado de luto. Neste contexto, os enlutados abstêm-se de usar sapatos de couro, roupas novas, cosméticos, enfim tudo que traz conforto e prazer.

18. Por que não se faz barba quando se está de luto?
Quando perdemos alguém que nos é muito querido, nós nos "retiramos" da sociedade. Abatido pelo trágico golpe, o enlutado se abandona simbolicamente, descuidando a aparência pessoal, deixando crescer a barba e o cabelo durante trinta dias, assim como o antigo nazireu. O espírito do isolamento é o de um afastamento temporário do convívio social.

19. Por que não se observa a Shivá no Shabat e nos feriados principais?
De acordo com a lei judaica, nenhum indivíduo pode chorar uma perda pessoal nos dias nacionais de festividade. A santidade e a alegria do Shabat e dos feriados sobrepõem-se à tristeza do luto.
Embora o Shabat seja contado como um dos sete dias, interrompe-se temporariamente a observância da Shivá, e os enlutados costumam sair de casa nesse dia para assistir aos serviços religiosos na sinagoga. Quando termina o Shabat, reinicia-se a Shivá.
Se um dos principais feriados judaicos (ou seja, os feriado bíblicos) cai durante a Shivá, o restante da Shivá é anulada. O mesmo acontece quando ocorre um feriado entre o término da Shivá e o trigésimo dia de luto: anula-se o restante do Shloshim (veja pergunta seguinte).

20. O que é Shloshim?
A palavra "Shloshim" significa "trinta" e se refere ao período de luto entre o término da Shivá e o trigésimo dia. Existe na Bíblia uma alusão ao prazo de um mês como período de luto: "Ela permanecerá em tua casa, chorando seu pai e sua mãe durante um mês" (Deuteronômio 21:3).
Embora muitas das restrições referentes à Shivá sejam mantidas durante o Shloshim, o enlutado começa nesta fase a reintegrar-se na sociedade e reassume, em parte, sua vida normal .

21. O que é Kadish?
0 Kadish é um hino de louvor a Deus. Por ser tradicionalmente recitado nos enterros e nos serviços comemorativos dos finados, ele é popularmente considerado como uma oração pelos mortos. Entretanto, o Kadish não faz nenhuma referência à morte ou ao luto.
É puramente uma exaltação a Deus e uma súplica por um mundo de paz.
Embora os cabalistas do século XVI atribuíssem um caráter místico ao Kadish, alegando que toda vez que ele era recitado, a alma do falecido se elevava a um nível espiritual mais alto o valor intrínseco do Kadish se relaciona à pessoa que o recita. É uma expressão pública de fé em Deus por parte do enlutado, uma aceitação da Sua vontade mesmo em face da dor e da tristeza, uma submissão aos desígnios divinos diante da incapacidade de racionalizar uma tragédia pessoal.
O Kadish tem sido um dos fatores predominantes da continuidade do povo judeu - um elemento essencial daquele cordão umbilical que vem ligando as gerações judaicas uma à outra através dos tempos .

22. Por que o kadish é recitado em aramaico?
Nos tempos talmúdicos, o hebraico era o idioma dos eruditos, a língua do estudo e da oração, porém o vernáculo era o aramaico.
Os rabinos achavam essencial que qualquer leigo pudesse captar plenamente o significado do Kadish. Decretaram, portanto, que esta oração fosse sempre proferida na língua em que foi composta: em aramaico, a linguagem do povo .

23. Por que existem várias forma de kadish?
O Kadish era originalmente recitado no final de um sermão ou de uma sessão de estudos, e continha um parágrafo a mais que constituía uma prece pelo bem estar de todos que se dedicam ao estudo da Torá. A primeira referência ao Kadish como uma oração dos enlutados se encontra no livro Or Zarua, escrito no século XIII pelo Rabino Isaac Ben Moses de Viena.
Além destas duas formas - o Kadish dos rabinos (Kadish de'Rabanan) e o dos enlutados (Kadish Yatom) - duas outras versões são usadas em nossas sinagogas hoje em dia: uma forma abreviada recitada no final de cada parte do serviço (Chatzi Kadish) e o "Grande Kadish" (Kadish Shalem), recitado no término do serviço religioso .

24. Quem deve recitar o kadish por uma pessoa falecida?
De acordo com a lei judaica, a obrigação de recitar o Kadish recai sobre os filhos homens, e deve ser cumprida na presença de um minyan. Quando não há filhos vivos, o parente mais chegado costuma fazê-la. As filhas não são obrigadas a recitar o Kadish.
As autoridades ortodoxas sugerem que as filhas honrem a memória dos pais ouvindo atentamente a recitação do Kadish e respondendo "Amém" .

25. Por que os filhos devem recitar o kadish diariamente durante onze meses após a morte do pai ou da mãe?
Originalmente, os rabinos estipularam que o Kadish deveria ser recitado durante um ano, até terminar o prazo de luto no qual os filhos devem se abster de participar de reuniões festivas, bailes, etc.
Existe na antiga tradição judaica uma crença de que toda pessoa, após a morte, tinha que expiar os pecados cometidos na Terra, antes que sua alma pudesse entrar no Paraíso. E quanto maior o número de pecados, maior o tempo de expiação, sendo que o prazo máximo era de doze meses.
Baseado nesta crença, o Rabino Isserles de Cracóvia decretou no século XVI que o Kadish deveria ser recitado somente durante onze meses, pois se fosse mantido o período total de um ano, poderia parecer que o falecido tinha sido um pecador do mais alto grau .

26. Por que se coloca uma pedra tumular?
0 costume de colocar uma pedra tumular (matzeivá em hebraico) remonta aos tempos dos nossos patriarcas. É um ato de respeito pelo falecido. Marcando visivelmente o local do sepultamento, asseguramos que os mortos não serão esquecidos, e sua sepultura não será profanada.
A pedra tumular pode ser colocada a partir do término da Shivá. O mais comum, entretanto, é esperar decorrer um ano para inaugurar a matzeivá. Isto porque uma das funções básicas da pedra tumular é manter viva a memória do falecido. E, de acordo com o Talmud, "a memória dos mortos torna-se menos intensa após doze meses".
A tradição judaica recomenda que a Iápide seja simples, sem nenhuma ostentação. Simbolicamente, porque a morte é o grande nivelador. Se havia diferenças em vida, elas são eliminadas na morte. Não há ricos nem pobres. Somos todos iguais, porque nosso destino final é o mesmo .

27. O que é o Yahrzeit?
Yahrzeit é o aniversário do falecimento, calculado pelo calendário hebraico. Nesse dia costuma-se visitar o túmulo do falecido e mantém-se uma vela acesa durante 24 horas. Os filhos recitam o Kadish na véspera, à noite, e no próprio dia do Yahrzeit, de manhã e à tarde.
Algumas pessoas jejuam no dia do Yahrzeit de um parente chegado, em sinal de pesar. Os chassidim, entretanto, consideram o Yahrzeit uma ocasião de júbilo - com base no conceito místico de que a cada ano que passa a alma do falecido ascende a um nível espiritual mais alto .

28. Como se calcula o Yahrzeit?
0 Yahrzeit é contado a partir do dia da morte, seguindo o calendário judaico. Por exemplo, se uma pessoa faleceu no terceiro dia do mês de Tevet, seu primeiro Yahrzeit é comemorado exatamente um ano depois, isto é, novamente no dia 3 de Tevet.
Existe uma exceção a esta regra. Se, por algum motivo, o sepultamento se realizou três ou mais dias após a morte, o primeiro Yahrzeit é calculado a partir do dia do enterro. Nos anos seguintes, entretanto, observa-se o Yahrzeit no aniversário do falecimento .

29. O que se faz com os pertences pessoais de um falecido?
Não existe nenhuma lei em si. É costume guardar as roupas que o falecido estava usando quando morreu. As outras roupas e demais pertences, com exceção dos sapatos, podem ser usados ou distribuídas entre parentes, amigos e instituições beneficentes. Trata-se de um assunto pessoal, no qual a lei judaica não interfere.

30. Por que muitas pessoas se retiram da sinagoga antes do yiskor?
Sendo um tributo aos mortos, o Yizkor pode ser recitado em memória de qualquer parente falecido. No entanto, o mais freqüente é as pessoas recitarem o Yizkor pelos pais. Daí surgiu o costume de que aqueles cujos pais estão vivos não permanecem na sinagoga durante o serviço comemorativo .

31. A lei judaica permite a cremação?
Não, por dois motivos. Primeiro, porque a cremação era originalmente um ritual pagão, um ato associado com a idolatria que o Judaísmo combateu.
Segundo, porque a lei judaica proíbe a mutilação do cadáver. A Bíblia afirma: "Porque és pó, e ao pó tornarás" (Gênesis 3:19). A decomposição do corpo deve ocorrer naturalmente, sem interferência externa.
Em casos de epidemias é necessário consultar um rabino .

32. Um judeu pode ser sepultado conforme o ritual judaico num cemitério ecumênico?
De acordo com o Talmud, "o homem deve ser enterrado em seu próprio terreno" (Bava Batra 112a). Um cemitério judaico é considerado patrimônio comum da coletividade israelita, satisfazendo portanto o preceito talmúdico. No caso de um cemitério não-judaico ou "ecumênico", o ritual judaico de sepultamento só pode ser realizado desde que forem cumpridas as seguintes exigências: 
1) A família deve adquirir um lote inteiro no cemitério, para que possa ser qualificado como "terreno próprio". A sepultura em si não é considerada "propriedade"; 
2) O lote deve estar situado numa parte desocupada do cemitério, para que possa ser cercado e delimitado como um terreno separado.

Dada a complexidade das condições acima estipuladas, é norma do Rabinato não celebrar o rito judaico de sepultamento fora de um cemitério israelita .

33. Um rapaz convertido ao Judaísmo, pode observar a Shivá e dizer o Kadish quando morre sua mãe não judia?
Obrigação ele não tem, mas se o convertido quiser observar o luto pela sua mãe segundo a maneira tradicional judaica, ele pode. O respeito aos pais é um dos mandamentos máximos do Judaísmo. E tal mandamento não conhece distinções religiosas.
Mais ainda, a finalidade do Kadish, na verdade, não é rezar pelos mortos. 0 Kadish é uma expressão da nossa fé inabalável em Deus diante do mistério da morte. E não teria sentido a lei judaica proibir tal louvor a Deus, em nenhuma circunstância .

34. Como o Judaísmo entende a vida após a morte?
A idéia de vida após a morte é um postulado da teologia judaica, porém não uma afirmação. E como muitos outros conceitos, está sujeito a diversas interpretações.
Para uns, a noção de "vida após a morte" é uma declaração da crença na vinda do Messias, que ressuscitará fisicamente os mortos. Para outros sábios, é o paraíso das almas, chamado de Gan, Éden espiritual .

Fonte: Associação Religiosa Israelita Chevra Kadisha do Rio de Janeiro

7 de março de 2013

JUDAÍSMO CONSERVADOR EM ISRAEL ALEGA RACISMO CONTRA “JUDEUS POR ESCOLHA”

Jerusalém, 28 de fevereiro de 2013



O movimento Conservador Judaico (Masorti) em Israel acusa o Ministério do Interior de racismo e discriminação contra latinos e afro-americanos no que diz respeito à aprovação de solicitações de imigração feitas por convertidos ao Judaísmo. O caso mais famoso, que chamou a atenção e levou o Masorti abordar diretamente o racismo, é o atraso na aceitação do pedido de imigração de um grupo de cerca de 300 convertidos naturais da região de Iquitos, Peru, conhecido como "Judeus da Amazônia".
A lei israelense permite a imigração e naturalização de qualquer pessoa com pelo menos um avô judeu ou que se converta oficialmente ao Judaísmo (autorizado por um tribunal de três rabinos, não especificando a denominação) e pertença pelo menos 9 meses à uma comunidade judaica.
"O problema de Iquitos é claramente uma questão de racismo", disse à Efe Andrew Sacks, diretor da Assembleia Rabínica de Israel, que atribuiu a discriminação ao fato de que "há muitos burocratas do Ministério do Interior empossados pelo partido político Shas (ultra-ortodoxo sefardita) que não estão interessados em receber no país pessoas as quais duvidam". Estas dúvidas, diz ele, surgem quando os convertidos ao Judaísmo são de países em desenvolvimento ou de um contexto de poucas oportunidades econômicas, além da etnia dos candidatos.
"Não é só o caso dos peruanos, que completaram suas conversões em agosto de 2011 e ainda não puderam imigrar. Há também casos na Argentina, Bolívia e Colômbia. Além disso, foi detectado o mesmo problema envolvendo afro-americanos", explicou.
Sabin Hadad, porta-voz do Ministério do Interior, disse à Agência Efe que as acusações de racismo são "um disparate".
"Quem diz que há racismo não entende nada. Em Israel há pessoas de todas as cores", disse Hadad, que frisou, no caso dos judeus de Iquitos, o (Departamento do ) Interior "não rejeitou a imigração de ninguém, entretanto, ainda avalia cada detalhe e espera por uma resposta".
No ano passado, o movimento Masorti alegou ter tido problemas com cerca de 15 casos envolvendo latino americanos, além dos 284 de Iquitos no Peru. Sacks acredita que "se eles fossem europeus, tudo seria diferente".
Em sua opinião, funcionários do Departamento do Interior "são muito cautelosos com as pessoas de cor e os latinos americanos" porque suspeitam que eles tenham se convertido ao Judaísmo "para melhorar sua situação econômica e não por motivos religiosos".
"Se você é branco e tem uma boa situação financeira, não há dúvidas que a sua conversão é legítima. Entretanto, nada que não seja sério envolve estudar durante 5 anos e converter-se!” Exclamou.
Ele também insiste que os funcionários do (Departamento do) Interior não tem o direito de questionar a motivação dos novos judeus, mas apenas determinar se a conversão ocorreu dentro dos padrões e, se assim for, apenas em casos excepcionais (como a de um requerente com histórico de crimes graves) podem negar a nacionalização.
Sacks disse que o problema também afeta o Movimento de Reformista, mas salienta que a grande maioria das conversões na América Latina ocorrem através do Movimento Masorti (Conservador).
Sandra Kochmann, nascida e criada no Paraguai é a primeira mulher rabina no Brasil (também do Movimento Conservador), também acredita que "qualquer pessoa de cor que tem tido uma conversão correta enfrenta algum obstáculo na hora de apresentar os papéis, pois em Israel "duvidam que pessoas de cor ou da América do Sul não fizeram a conversão porque se identificam com o Judaísmo, mas sim para deixar seus países".
Contra essa interpretação está Jack Corcos, diretor da Agência Judaica encarregado de aprovar a idoneidade dos migrantes, que rejeita o argumento do racismo. "O problema (com Iquitos) é que trata-se de um grande grupo, o que levanta questões sobre seus motivos, se fazem isso porque querem ser judeus ou porque eles querem a nacionalidade judaica", explicou ele.
A Agência Judaica tem apoiado a nacionalização do grupo peruano e acredita que "não há nenhuma razão para ter de esperar tanto tempo", especialmente quando centenas de membros da comunidade de Iquitos emigraram para Israel em duas levas, em 2001 e 2005.
Niki Maor, advogada que representa vários casos de convertidos que enfrentam problemas para imigrar, não acredita que seja caso de racismo, mas sim a quantidade de pessoas no grupo peruano.
"A conversão e chegada de muitos judeus etíopes mostra que não é uma questão de oportunidade econômica ou raça", diz ele, e observa que "em conversões individuais geralmente não há problemas", a menos que as pessoas residam ilegalmente em Israel.
As dúvidas com relação ao (Departamento do) Interior deve, diz ele, que o grupo é muito grande e os rabinos que os converteram não são ortodoxos; a única denominação judaica em Israel com autoridade legal, mas sim conservadores.
"Se o rabino-chefe tivesse ido ao Peru e realizado as conversões, não haveria problemas", especulou.

Fonte: Ana Cárdenes - EFE