19 de setembro de 2013

AUMENTA O NÚMERO DE LATINOS CONVERSOS AO JUDAÍSMO

Brit Braja (Aliança da Oração), uma congregação online fundada pelo rabino brasileiro Jacques Cukierkorn que atende interessados sobre o Judaísmo de todas as partes do mundo


Eles chegaram à Cidade do México vindos de lugares tão distantes quanto Colômbia e Brasil. Alguns viajaram de Guadalajara. Entre eles, estão um ex- padre católico e um ex- educador cristão . O que eles tinham em comum era a seguinte: Depois de navegarem online e aprender sobre Jacques Cukierkorn, um rabino nascido no Brasil, natural de São Paulo, que vive em Kansas City, Estados Unidos, eles se converteram ou estavam prontos para se converter ao Judaísmo. E eles viajaram à Cidade do México para encontrar o rabino brasileiro, durante uma conferência que contou com palestras , serviços religiosos, misturando-se com os judeus dos Estados Unidos e México e os rituais e cerimônias envolvidos na conversão formal.
O fenômeno dos latino-americanos se convertendo ao Judaísmo explodiu nos últimos anos, entretanto, uma pequena sinagoga judaica é o que representa a missão de Jacques em buscar os fiéis da América Latina. Alguns daqueles que se convertem são descendentes de antepassados ​​judeus que foram forçados a se converter ao catolicismo durante a Inquisição na Espanha e Portugal.


21 de agosto de 2013

SIMCHAT TORÁ - A ALEGRIA DA TORÁ


União e igualdade de direitos são temas-chave de Shemini Atsêret e Simchat Torá, datas nas quais nos alegramos com a Torá. A melhor maneira de celebrar Simchat Torá seria dedicar os dois dias à leitura da Torá. Mas é justamente o contrário que ocorre. Todos os judeus, sem exceção, pegam a Torá fechada e dançam com ela nos braços.
O ato encerra uma grande lição: se os festejos fossem realizados com a Torá aberta, com sua leitura, haveria distinções entre um judeu e outro, pois a compreensão e o conhecimento de cada um são diferentes. Com a Torá fechada, mostramos a união e a igualdade de todos os judeus, unidos pela mesma alegria. O texto não é lido, mas todos sabem que é algo precioso e, por isso, dançam juntos e em total alegria.


ASSERÊT YEMÊ TESHUVÁ - OS 10 DIAS ENTRE ROSH HASHANÁ E YOM KIPUR (YIOMIM NORAIM)


No dia seguinte a Rosh Hashaná, ocorre o Jejum de Guedalyá, em lembrança ao assassinato do governador da Terra de Israel e à dispersão dos judeus remanescentes (no ano 3339 após a Criação).
Shabat Shuvá (entre Rosh Hashaná e Yom Kipur), quando lemos a Haftará Shuvá Yisrael (Retorna, Ó Israel), constitui-se num dos sábados mais importantes do ano. Até a chegada da véspera de Yom Kipur, o dia no qual nosso destino é selado para o ano todo.

.O TEMOR A DEUS:

"Afinal, tudo já foi ouvido: teme a D'us e guarda Seus mandamentos, pois este é o [dever do] homem completo".
Não é de se estranhar que o conselho acima tenha sido dado pelo maior e mais poderoso rei que já existiu: o rei Salomão. Nunca houve um rei mais glorioso e forte, que governou sobre o Reino de Israel. D'us lhe deu grande sabedoria quando, aos doze anos, herdou o trono de seu ilustre pai, o rei David. Todos os segredos da Criação lhe foram revelados. Ele compreendia a linguagem de todas as criaturas: das árvores, dos pássaros, dos insetos e dos animais. Podia dominar o vento e os espíritos; os demônios o serviam conforme a sua vontade. Sua fama espalhou-se pelo mundo. Os mais poderosos reis e chefes dos confins da Terra, vieram oferecer-lhe respeito, ouvir sua sabedoria e pagar-lhe tributos.


PRIMEIRO DE TISHREI: O ANIVERSÁRIO DO MUNDO COMO O CONHECEMOS - ROSH HASHANÁ (CABEÇA DO ANO)




O mês de Tishrei é o sétimo no calendário judaico. Isso pode parecer estranho, pois Rosh Hashaná, o Novo Ano, é no primeiro e segundo dia de Tishrei. A razão é que a Torá fez o mês de Nissan o primeiro do ano, para enfatizar a importância histórica da libertação do Egito, que aconteceu no décimo quinto dia daquele mês, e que assinalou o nascimento de nossa nação. Entretanto, de acordo com a tradição, o mundo foi criado em Tishrei, ou mais exatamente, Adam (Adão) e Chava (Eva) foram criados no primeiro dia de Tishrei, que foi o sexto dia da Criação, e é a partir deste mês que o ciclo anual se inicia. Por isso, Rosh Hashaná é celebrado nesta época.
Há doze meses no ano, e há doze Tribos em Israel. Cada mês do ano judaico tem sua Tribo representativa. O mês de Tishrei é o mês da Tribo de Dan. Isto tem um significado simbólico, pois quando Dan nasceu, sua mãe Lea disse: "D'us julgou-me e também atendeu à minha voz." Dan e Din (Yom HaDin, Dia do Julgamento) são ambos derivados da mesma raiz, simbolizando que Tishrei é a época do Julgamento Divino e do perdão. Similarmente, cada mês do calendário judaico tem seu signo no Zodíaco (em hebraico mazal). O mazal de Tishrei é a Balança. Este é o símbolo do Dia do Julgamento, quando D'us pesa as boas e as más ações do ser humano.
Embora cada Lua Nova seja anunciada e abençoada na sinagoga no Shabat que a precede, a Lua Nova de Tishrei não é anunciada nem abençoada, pois o próprio D'us a abençoa. O aspecto místico de Rosh Hashaná é indicado nas Escrituras: "Soe o shofar na Lua Nova, em ocultamento do dia de nossa festa."


6 de julho de 2013

ENTERRO JUDAICO NO RIO DE JANEIRO VAI PARAR NA JUSTIÇA

Leonardo Laska, de 29 anos, que morreu em um acidente de carro em abril de 2011
Na quase totalidade, a ortodoxia interpreta ao pé da letra a tradição judaica (Morashá), com total descaso às outras denominações judaicas progressistas (Reformista, Conservadora ou Masorti e Reconstrucionista) ou os sentimentos de sua própria comunidade. Somos menos de 1% da população do planeta, há inúmeros inimigos que tentam diariamente nos destruir e, ainda assim, lutamos contra nós mesmos. Cada vez que isso acontece, os inimigos sorriem. É uma lástima. O empresário carioca Júlio Laska está processando a Associação Religiosa Israelita Chevra Kadisha do Rio de Janeiro porque a entidade negou autorização para que seu filho fosse enterrado ao lado do túmulo dos avós. A Chevra Kadisha é responsável pela administração do cemitério judaico de Villar dos Teles, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.
Leonardo Laska, 29, filho de Júlio, morreu em um acidente em abril de 2011. Ele viajava em um ônibus que capotou na rodovia Rio-Santos. O pai alega que tentou enterrá-lo na ala A do cemitério, mas só conseguiu na ala C.


4 de julho de 2013

FARAÓ EGÍPCIO ORDENA ÀS PARTEIRAS QUE MATEM OS JUDEUS RECÉM-NASCIDOS



O faraó ordenou que trouxessem ao palácio as duas mulheres judias encarregadas de ajudar as mães a ter os bebês. Chamavam-se Shifra e Puá. Ordenou-lhes: "Shifra e Puá, façam com que não nasçam mais meninos judeus vivos! Quando forem chamadas à casa de uma judia prestes a dar à luz e for um menino, asfixiem-no e digam à mãe: "Sentimos muito, mas seu filho nasceu morto!"
O faraó pensou: "Pronto, não haverá mais meninos judeus."
Por que o faraó ordenou a morte somente dos varões? Poderia ter ordenado a morte de meninas! Mas os sábios feiticeiros o haviam avisado: "vemos nas estrelas, Majestade, que está para nascer um menino que libertará todos os escravos judeus e os tirará do Egito." Por isso, o faraó decidiu matar todos os meninos judeus, na esperança de que o futuro líder se encontrasse entre eles. Não ocorreu ao faraó que as parteiras pudessem desobedecer-lhe. Afinal, bem se sabia no Egito que todo aquele que se atrevesse a desobedecer o poderoso faraó seria condenado à morte.  Acontece que Shifra e Puá decidiram ignorar a ordem, pois eram tsadikaniot (justas), mulheres de bem. Afirmaram: "Estamos dispostas a morrer antes de matar meninos judeus, D’us nos livre!"
Quando o faraó ficou sabendo que nenhum menino judeu estava nascendo morto, chamou Shifra e Puá para repreendê-las: "Por que estão deixando viver os meninos judeus?"
Elas responderam: "Não é nossa culpa, Majestade. Nunca somos chamadas a tempo. As mulheres judias fazemTefilá (rezam) para que seus filhos nasçam rapidamente e em paz. Quando nos chamam já é demasiado tarde; os bebês já nasceram!"


29 de junho de 2013

VIDA JUDAICA EM PORTUGAL


Judeus, presença milenar na Península Ibérica. Já na década de 70, porém, alguns indícios mostravam o processo de mudança no país. Em 1974, após a Revolução dos Cravos, que substituiu o regime totalitário pela democracia, foram feitas modificações nos compêndios de história, trazendo novas abordagens sobre o período da Inquisição.
Foram necessários 500 anos para que Portugal tomasse a decisão de revogar publicamente o decreto de expulsão dos judeus, vigente quando o país vivia à sombra da Inquisição. Com a votação no Parlamento, em dezembro de 1996, abre-se um novo capítulo na história portuguesa.

Já na década de 70, porém, alguns indícios mostravam o processo de mudança no país. Em 1974, após a Revolução dos Cravos, que substituiu o regime totalitário pela democracia, foram feitas modificações nos compêndios de história, trazendo novas abordagens sobre o período da Inquisição. Em 1987, o então presidente Mário Soares apresentou ao Estado de Israel um pedido formal de desculpas, em nome do país, pelos eventos do passado. A Inquisição foi oficialmente abolida de Portugal em 1821.